Charlie Hebdo e os fanáticos do Estado Islâmico

19

Fundado na década de 1960, o jornal parisiense Charlie Hebdo é conhecido internacionalmente pela forma satírica como conduz suas publicações. Além de banqueiros e políticos, o Hebdo satiriza líderes religiosos, como Maomé, Dalai Lama e clérigos da Igreja Católica. O atentado, nesta manhã, é tido como resultado de suas constantes publicações de charges em que ridiculariza o “profeta” Maomé e radicais ligados ao Estado Islâmico (EI).

Curta nossa a página no Facebook

Baseado na liberdade de expressão e de imprensa – direito reconhecido de forma unânime em Estados democráticos – o Hebdo produz charges questionáveis do ponto de vista ético e de segurança nacional. A questão, no entanto, com relação ao Hebdo é quais são os limites legais a serem observados por um meio de comunicação? O humor é benigno do ponto de vista social, mas quando se torna recorrente (militante?) gera transtornos conhecidos – a exemplo de atentados.

Isso não significa, porém, que a grande mídia ou mesmo a mídia independente – como parece ser o caso do Charlie Hebdo – deve ser alvo de fanáticos extremistas da Al Qaeda e do Estado Islâmico. O ataque ao escritório do Hebdo é uma clara demonstração de intolerância religiosa, comum aos grupos extremistas islâmicos e, ao mesmo tempo, serve como alerta quanto ao perigo do fanatismo e fundamentalismo religioso. A França é um exemplo de expertise, apesar de alguns erros pontuais.

Houve de fato uma nítida imprudência por parte do Charlie Hebdo e do governo francês. A crítica é importante desde que não coloque em risco cidadãos e profissionais. É preciso ter em mente que toda liberdade de imprensa deve ser acompanhada por prudência. Neste episódio todos erraram: governo, jornal e os fanáticos islâmicos. Como reza o ditado: “quanto mais lenha colocamos em uma fogueira, mais…”. É por isso que a prudência e a dosagem correta são recomendações a serem observadas por quem lida com o grande público, com temas de interesse social e internacional.

19 COMENTÁRIOS

  1. Eu acho que a imprensa também que baixar muito a bola. É outra entidade que se julga acima do bem e do mal e a classe jornalística é sempre tratada como “santa” e verdadeira. Porém há ocasiões que a liberdade de expressão também passa dos limites. Algumas charges deles foram extremamente infelizes e ofenderam sem propósito o islã, perdendo a essência da charge que é a comunicação visual de algo sob uma óptica humorística e ao mesmo tempo reflexiva.
    Claro que não sou favorável aos ataques e tão pouco a proibição de menções a Maomé. Até porque estamos no Ocidente e a minoria muçulmana tem que aceitar isso , além do fato da perseguição de cristãos que ocorre nos países majoritariamente islamismos (fato ignorado pelas grandes mídias ocidentais).
    Como complemento, que queria ver ser a imprensa exaltaria esses chargistas esse eles desenhassem algo relacionado ao ativismo gay ou feminista.
    COMO OBS: Já que a mídia é tão adepta da liberdade de expressão porque a CNN censurou um jogador de futebol americano quando ele falava de Jesus no ar?

    • Concordo, a liberdade também precisa de limite para ser realmente liberdade, a partir do momento que firo alguém ou que minhas ações possam desencadear uma ação que trará maleficio ao meu semlhante, essa tal liberdade deve ser pensada, e não é novidade nenhuma que essa comunidade religiosa é muito fechada para a opinião contraria a sua fé, desse modo é necessario cautela, portanto uma represalia ja era esperada quando essa charge foi divulgada. simplesmente foi realizado um mal uso da liberdade.

  2. Ridicularizar o cristianismo é muito fácil, e por que não dizer menos perigoso! Afinal nenhum cristfão vai sair por aí com uma bomba amarrada na cintura pra matar pessoas!

  3. Esses lunáticos que se dizem jornalistas ou seja lá o que for pensam que estão acima do bem ou do mal, desrespeitando a Fé dos outros.Eu sei de uma coisa agora eles vão fazer charge no INFERNO.

  4. Esses terroristas não podem ser chamados de extremistas. O ocidente não conhece a religião islâmica.
    Eles são mulçumanos na sua essência. Tudo que eles fazem está baseado no alcorão. não tem nada de extremismo aí.
    ELES SÃO O VERDADEIRO ISLÃ!

  5. “Uma tentativa de impor a propaganda (travestida de ensino) do islamismo nas escolas primárias e secundárias no Brasil é consistente com o esforço de islamização que acontece em diversos outros países. É assustador verificarmos que deputados federais, que se dizem defensores dos direitos dos homossexuais, contrários à religião, e promotores de um estado laico, sugeriram uma legislação que, se aprovada, irá promover uma religião em detrimento das demais, e justamente sobre a parcela da sociedade mais indefesa, as crianças.”

    Sobre o PL No. 1780/2011

    O texto deste PL pode ser encontrado no site do Congresso. Ele foi proposto, em 2011, pelo deputado Miguel Correia (PT) e Carlos Alberto (PMN) e subscritos pelos deputados Jean Willys (PSOL), Luiz Tibê (PT do B), Edson Santos (PT) e Reginaldo Lopes (PT).

    Em sua essência, este PL tornaria OBRIGATÓRIO o ensino do islamismo na rede de ensino fundamental e médio no Brasil. Se este PL for aprovado, o Estado passaria a ser promotor de uma religião em detrimento de todas as demais, pois não existe obrigatoriedade alguma em se ensinar religião, qualquer que seja, nas escolas do ensino público.”

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here