O estupro de uma adolescente no RJ e o protesto LGBT na Paulista

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Como se não bastasse às turbulências políticas que vivenciamos nos últimos dias, duas situações recentes merecem nossa atenção e análise. A primeira, já discutida a exaustão pelos principais meios de comunicação do Brasil e do exterior, foi o estupro de uma adolescente de 16 anos de uma comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro. A segunda, que teve como palco a Av. Paulista (SP), foi o espetaculoso protesto de um militante LGBT contra a bancada evangélica. São duas situações conflituosas, que são analisadas de diferentes formas por intelectuais e religiosos. Há extremos a serem debatidos de forma exaustiva em outras oportunidades. Por ora façamos uma breve consideração das duas situações alencadas acima.

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Não é segredo para ninguém que faço parte de um grupo de cristãos denominados “progressistas” – e inclusive iniciamos um grupo de discussão que pode ser acessado aqui -, embora tenha algumas posições “conservadoras”. Como pesquisador, dedico-me a compreensão da fenomenologia religiosa brasileira e as relações entre religião e sociedade. Uma vez ou outra recorro ao segundo campo de pesquisa para estabelecer algumas discussões pontuais neste Gnotícias. Além de defender de forma aberta a importância da separação entre Estado e Religião, de rechaçar a interferênciia religiosa na sociedade, também sou contrário à perseguição a grupos religiosos – seja por meio de atos governamentais ou protestos desrespeitosos contra religiosos.

Como a maioria das pessoas fiquei estarrecido com o estupro de uma menina de 16 anos de idade, por mais de 30 jovens da mesma comunidade. Independe o fato de ela ser mãe desde os treze anos de idade, ou das companhias com as quais ela estava acostumada a conviver. O estupro coletivo praticado contra ela demonstra que há uma cultura de estupro e impunidade persistente no Brasil. Quanto a este fato não temos dúvida alguma. Agora, temos de reconhecer que alguns posicionamentos religiosos – me refero especificamente ao PL 5069/2013, de Eduardo Cunha – mais dificultam do que auxiliam quem passou por situações de estupro. Segundo o texto, vítimas de violência sexual são obrigadas a fazer exame de corpo de delito e comunicação policial.

Além de estabelecer a exigência do exame de corpo de delito, o PL 5069/2013 também restringe a atuação de profissionais de saúde. Eles não podem – como até então era praxe em postos e hospitais de emergência – orientar as vítimas ou fornecer medicamentos abortivos. No caso de desobediência ao preceituado pelo projeto de lei, há previsão de endurecimento da pena, concomitante com processos administrativos. É um retrocesso porque submete a vítima da violência sexual a uma situação vexatória. Em depoimento ao programa Fantástico, a adolescente de 16 anos do Rio relatou que o delegado que fez o registro do B.O a acusou de ter sido “a responsável pelo ocorrido”. São situações como esta que crianças, adolescentes e adultas são submetidas no Brasil.

Com relação ao protesto promovido ontem (29) durante a Parada LGBT, na Av. Paulista (SP), em que um homossexual protestou contra os evangélicos, repete-se uma situação belicosa que vem se desenvolvendo nos últimos anos. Ao fazer uso de uma réplica da capa da Bíblia, a ex-comissária de bordo Valéria chamou a atenção para os descalabros da bancada evangélica, bem como das praticas de arrecadação de ofertas e dízimos em igrejas evangélicas. Não há que questionar o fato de que esta foi mais uma atitude desrespeitosa, diria caluniosa pelo o fato de fazer uso de um símbolo que não tem qualquer relação com os erros cometidos por lideranças parlamentares e pastorais. Há limites para todo tipo de protesto, a exemplo do praticado por feministas do Femen.

Nada justifica militantes LGBTs ou do Femen desrespeitar símbolos religiosos, profanar templos cristãos com exibicionismos nudistas, como o que verificamos em templos ortodoxos russos. É preciso respeito ao outro, ao contraditório. Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer que algumas atitudes de lideranças evangélicas contribuem para o aprofundamento desta situação belicosa. A movimentação de parlamentares evangélicos, na Câmara Federal, nos Estados e municípios, no sentido de impor posicionamentos religiosos por meio da máquina do Estado, é uma das causas do conflito social que se desenrola no Brasil. Há uma tentativa de desfacelamento da laicidade oriunda da Constituição de 1891. Devemos rechaçar ambos os extremos: de LGBTs que desrespeitam símbolos religiosos e de lideres que querem transformar o Brasil em uma Meca dos evangélicos.

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Entrevista com Ariovaldo Ramos

Em breve iremos publicar neste Gnotícias uma entrevista com o pastor Ariovaldo Ramos. Nela discutiremos aspectos da Teologia da Missão Integral (TMI), a situação política e social brasileira e a cultura do estupro e o posicionamento da Igreja frente à problemática. Acompanhe e divulgue.

12 COMENTÁRIOS

  1. Os pregadores da moral e dos bons costumes homofóbicos e evangélicos, falam tão mal dos gays, mas eles não fazem isso. A sociedade não quer enxergar que o perigo está justamente nos homens heterossexuais, que cometem esse tipo de barbaridades e são uma ameaça às mulheres.

    • desse modo voce coloca todos os heterosexuais como criminosos em potencial e os homossexuais num patamar de superioridade moral. uma ameaça as mulheres é a impunidade defendida pelo jean willys e pela maria do rosario enquanto a bancada evangelica pede penas mais duras para os violadores as feministas ficam defendendo os bandidos e implicando com quem não deve nada.

    • o discurso da ”cultura de estupro” é uma maneira velada de defender a impunidade e de se valer do caso para fazer prosiletismo politico esse é o ”apreço” que os ditos ”progressistas” tem pelas mulheres.oportunismo!!

    • o grande perigo não está nos hétero sexuais muito menos nos cristãos, mas nesta raça depravada que não sabe nem o que é, pensa ser mulher presa em corpo de homem, não sabe se é doença ou apenas safadeza, é so ver este cara aqui e vamos encontrar quem é que faz mal para os gays
      Além do extremismo, dilemas psicológicos podem ter motivado Omar Mateen a matar 49 pessoas na maior tragédia com armas de fogo na história dos Estados Unidos. As investigações da polícia indicaram que ele frequentava a boate Pulse, palco do massacre, e usava aplicativos gays para encontros. Sua ex-mulher disse que ele tinha “tendência homossexual”, o que pode indicar uma questão de autoaceitação por trás da matança. Autoridades também avaliam qual era o envolvimento da mulher de Mateen, Noor Zahi Salman, de origem palestina, que poderá ser acusada de ligação com a chacina.

    • O Grupo Gay da Bahia, a mais antiga associação de defesa dos direitos humanos dos homossexuais no Brasil, divulgou nesta quinta-feira (10), o Relatório de Assassinato de LGBT de 2012. No ano passado, 338 homossexuais foram assassinados no país, o que significa uma morte a cada 26 horas. Os números mostram um aumento de 21% em relação a 2011, ano em que houve 266 mortes, e um crescimento de 177% nos últimos sete anos.

      Os homens homossexuais lideram o número de mortes, com 188 (56%), seguidos de 128 travestis (37%), 19 lésbicas (5%) e dois bissexuais (1%).

      • MO Brasil, segundo o Mapa da Violência, ocupa o quarto lugar, entre 99 países, no número de crianças e jovens assassinados. Perde apenas para El Salvador, Venezuela e Trinidad e Tobago. O aumento nas últimas três décadas foi de 346%. Os números de 2010 significam que a cada dia 24 brasileiros entre zero e 19 anos foram vítimas de homicídio.
        A maior parte das vítimas são os meninos. Os homicídios de crianças e adolescentes do sexo feminino representam 10% do total. As dez capitais com o maior número de casos em 2010 foram Maceió, Vitória, João Pessoa, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Curitiba, Macapá e Natal. Dessas, seis estão na Região Nordeste. Por outro lado, São Paulo, Campo Grande e Teresina são, respectivamente, as capitais onde houve, também em 2010, o menor número de assassinatos.
        O estudo investigou também o número de homicídios nos 523 municípios com mais de 20 mil crianças e adolescentes. Entre as 10 primeiras cidades em número de homicídios na faixa de zero a 19 anos, 5 estão na Bahia. Encabeça a lista a cidade de Simões Filho, seguida por Lauro de Freitas, ambas na Bahia. Em terceiro lugar, Ananindeua, no Pará, e em quarto, Itabuna, na Bahia.ORTE DE CRIANÇAS E JOVENS EM COMPARAÇÃO COM GAYS

        • SEM FALAR EM MULHERES E IDOSOS E MUITO MENOS DE HÉTEROS MASSCULINOS QUE SÃO MUITO MAIS DE 140 POR DIA, ATÉ DE RAIO SE MORRE MUITO NO BRASIL OCORREM 132 MORTES POR ANO devido a descargas elétricas atmosféricas, os raios, o que nos coloca na quinta posição de fatalidade entre os países com estatísticas confiáveis. E a probabilidade de um homem ser atingido por uma dessas descargas, curiosamente, é dez vezes maior que a de uma mulher. Além disso, a probabilidade de ser vítima de um raio na fase adulta é o dobro da representada tanto por jovens quanto idosos. Viver na zona rural ou urbana também altera essas chances. Na área rural, a probabilidade de receber uma descarga é dez vezes maior. SE COMPARAR O NUMERO DE CHUVAS COM RAIOS POR ANO E O NUMERO DE GAYS QUE VIVEM EM LUGARES DE RISCO COMO BOATES E ANTROS DE PERDIÇÃO, DA PARA DIZER QUE MORRE MAIS GENTE DE RAIOS DO QUE DE GAYS, ESTA É A VERDADE E ESTES MORREM NA MAIORIA NÃO POR HOMOFOBIA E SIM PELAS MÃOS DE SEUS PRÓPRIOS INSANOS PARCEIROS DE SAFADEZA

  2. O cristianismo e a Bíblia têm grande culpa por esse crime e pelo machismo. Colocam a mulher como inferior e dão munição aos heterossexuais de desrespeitarem e chegarem a esses extremos. Em suma, a Bíblia é homofóbica e machista e estimula atos contra os gays e as mulheres.

    • va estudar meu filho!!o machismo existe mas não é por causa disso que as violações acontecem e a biblia não ensina de modo algum que a mulher é inferior .olha o caso da india um pais com pouca tradição cristã e pouco conhecimento biblico e quantos casos escandalosos de estupro aconteceram la? o que estimula esses atos é a impunidade não qualquer ”cultura” se assim fosse seria só explicar para o estuprador que isso não é correto e pronto estava resolvido!!

  3. A manina nada mais que uma participante de festas regadas a droga e muita pornografia..
    O movimento feminista regado a sujeira, podridão e causa puramente escusa levou esse caso a mídia, movimentinho sujo da esquerda, poucos resquicios que os PTralhas irão deixar para trás..

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