A Igreja, o Estado e os homossexuais

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“Primeiro beijo gay em uma novela da Rede Globo”, repercutem jornais de todo o País, como a Folha de São Paulo. A polêmica em torno do homossexualismo é apenas uma entre várias polêmicas com repercussão em movimentos religiosos – particularmente em comunidades cristãs. Como vivenciar a fé em meio a uma sociedade diversificada, contrária aos princípios doutrinários do cristão confesso? Ao mesmo tempo, que elementos caracterizam um estado democrático, republicano e laico? De um lado, o Estado; do outro, a Religião. Correto? Então como analisar questões como o homossexualismo, a legalização da maconha e as pesquisas tronco-embrionárias de forma imparcial, não religiosa? Como um cristão que exerce uma função pública que exige imparcialidade deve proceder? São questões para serem trabalhadas em 2014.

O Estado democrático pressupõe, entre outras coisas, liberdade de escolha e de expressão. São direitos universais, reconhecidos por órgãos internacionais. A liberdade de expressão religiosa tem um grande peso nas sociedades democráticas, como também o têm outras organizações sociais. Apesar de garantida por constituições e convenções, há limites a serem respeitados, a serem seguidos pelos diversos agentes da sociedade. Desde 1969 homossexuais reividicam direitos, como o de matrimônio e de herança. A América Latina tem sido palco, nos últimos anos, do desenvolvimento de políticas liberais – de legalização da maconha e casamento gay – como o preconizado por países como Argentina e Uruguai. No Brasil, a defesa dos direitos gays também está na pauta do Governo. A grande questão por trás das reivindicações é a igualdade de direitos.

Heterossexuais e homossexuais contextualizam um amplo embate social, que passa pela religião e pelo governo federal, prioritariamente. Ambos reivindicam direitos. Neste ponto, os limites impostos pelas constituições e convenções ganham espaço. Por exemplo, mesmo que reconhecido os direitos gays, leis anteriormente aplicáveis aos heterossexuais, também têm de ser observadas por homossexuais. O pudor público é um dos pontos a serem discutidos. Direitos incorrem, portanto, em deveres. Ao mesmo tempo, movimentos religiosos contrários à prática homossexual têm de ser observados desde que não ultrapasse os limites legais, dos espaços de culto. Novamente, a liberdade de expressão é um direito a ser observado pelos estados democráticos. O problema está na exteriorização do credo religioso, imposto a partir do Estado, de órgãos do Governo.

O Estado também não deve se envolver em questões ideológicas, de grupos reivindicatórios. Deve observar e garantir direitos, mas não promover, como ocorre em relação ao movimento homossexual. É nítida a campanha pró-homossexual desenvolvida pelo governo e por lideranças regionais, como a ministra do Turismo, Marta Suplicy (SP). Estamos diante de uma situação que foge ao Estado democrático, laico e imparcial. Há um interesse político, obviamente, mas que coloca grupos sociais em confronto. Ao trabalhar de forma imparcial, laica, o Estado promove o bem público. Ao setoriar, centralizar, promover, indiretamente o Estado gera fundamentalismos, oposicionismos, por parte de grupos já em estado de tensão social. É um problema de amplitudes perigosas demais para o Governo se envolver. Melhor mesmo é que o Governo seja imparcial.

Mudança de posicionamento

Em recente análise apontamos a possibilidade de o Vaticano assumir uma nova postura em relação aos homossexuais e ao aborto. Em O futuro das religiões observamos que aos poucos as religiões irão se adaptar à sociedade, seja por for força do Estado, por estatísticas, ou mesmo por reinterpretações doutrinárias. “A Igreja Católica é um exemplo de que deverá, de fato, ceder as políticas internacionais relacionadas à legalização do aborto, do casamento ou união homoafetiva. Mesmo às religiões mais fechadas, dogmáticas, passam por um processo de adaptação, de mudança. O desmantelamento das repúblicas islâmicas, a aproximação de algumas com os EUA, a ocidentalização do Oriente e mesmo as divergências doutrinárias características das correntes islâmicas, seguem uma tendência universal de mudança, que resultará em readaptação e em uma maior abertura ao Ocidente.” (Gnotícias, 21/9/2013). Os recentes pronunciamentos do Papa Francisco são indícios de um novo posicionamento da Igreja, mas que também ocorre na Anglicana.

8 COMENTÁRIOS

  1. TAI JÁ GANHOU TEU PREMIO UM BEIJO GAY, A IGREJA AQUI POSTA COMO INIMIGA DE GAYS E DO TÃO BONZINHO GOVERNO QUE PROMOVE A APOLOGIA E ATIVISMO GAY, ESTAS SIM CONTRA A IGREJA A FAMILIA A MORAL E BONS COSTUMES…MENTIROSA E TENDENCIOSA DEIXA ESPAÇO, PARA CRIAR MAIS FARPAS E DAR LUGAR A TODO TIPO DE POSTAGEM, E ESTAS COM CERTEZA CONTRA NÓS.
    NUNCA DISSEMOS SOMOS CONTRA DIREITOS CIVIS AOS GAYS PAGADORES DE IMPOSTOS
    SOMOS É CONTRA CASAMENTO GAY
    CONTRA A ADOÇÃO SIM SE OPTARAM POR SEM HOMOSSEXUAIS, POIS A CPB DIZ QUE NÃO É DOENÇA, A CIENCIA DIZ QUE NINGUÉM NASCE GAY, NÃO É GENE, ENTÃO DEVEM ARCAR COM UM COMPROMISSO QUE SEJA VOLTADO A ELES MESMOS, QUE GEREM FILHOS
    SOMOS CONTRA A PEDOFILIA
    CONTRA LEIS DE MORDAÇA
    LEIS DE PREVILÉGIO ACIMA DE OUTROS CIDADÃOS
    UNIÃO ESTAVEL JÁ ESTÁ DE BOM TAMANHO, DA DIREITO A HERANÇA A BENEFICIOS DO INSS, É LEGAL…AGORA CASAR PARA QUE
    PENSEMOS PRIMEIRO NO ESTATUTO DA CRIANÇA QUE SÓ PROTEGE MENOR BANDIDO, ENQUANTO OS ABANDONADOS A PRÓPRIA SORTE SOFREM TODO TIPO DE ABUSO, ESTES SIM INDEFESOS DEVERIAM TER UMA LEI QUE DESSE CADEIA AO SEUS ALGOZES
    SEGUNDO MARIA DA PENHA, QUE SERVE MUITO É PARA PROTEGER GAY DE SEUS PARCEIROS, MAS AS MULHERES MORREM AS DEZENAS, CONTRA QUASE NENHUM GAY, ESTAS SIM DEVERIAM TER LEIS QUE AS PROTEGESSEM DE SEUS ASSASSINOS ANTES DE MORRER
    ESTATUTO DO IDOSO QUE NÃO SERVE PARA NADA ESTES SIM PREWCISAM DE PROTEÇÃO, COM EXCEÇÃO DAS MULHERES QUE BUSCAM SEUS PARCEIROS BANDIDOS, AS POBRES CRIANÇAS E OS VELHOS É QUE MERECEM SER CUIDADOS
    SEM FALAR NO CIDADÃO QUE PAGA IMPOSTOS E O MATAM POR UM TENIS UM CELULAR UM CARRO POR ESTES NINGUÉM FAZ NADA

  2. O estado é laico e deve defender o direito das pessoas. Os crentes fundamentalistas estão
    se intrometendo onde não devem e logo irão parar caro por tamanha audácia.Gente,o estado
    é poderoso e jamais vai se curvar diante fanáticos que não sabem conviver com as diferenças e vivem a julgar o próximo.Estão ficando cada vez mais mal visto pela sociedade e
    perdendo o que não tem mais: A moral,devido aos escândalos e a credibilidade.

  3. Jamais o estado laico , democrático e poderoso vai se curvar diante de grupos de fundamentalistas cristãos fanáticos e tolerar a criação de um regime teocrático.A imprensa,os
    poderoso,a igreja e o estado estão quietos porque os fundamentalistas,por enquanto,ainda não
    está representando um perigo.Mas ai dos fundamentalistas quando os poderes constituídos do
    Brasil se sentirem ameaçados….O estado mata tudo e todos em legítima defesa do seu poder e
    não é errado e nem pecado.Por enquanto o exército está cego,surdo e mudo…

  4. Entre os gays e os crentes fanáticos fundamentalistas,o exército e a sociedade dos ricos e em geral preferem os gays,pois estes não representam perigo à sociedade e nem às igrejas.Já os
    fundamentalistas,sim,tanto gays quanto crentes evangélicos são destruídos.Só a fals doutrina
    deles e os falsos ensinos é que valem.

  5. O que poucos parecem entender é que nossa regra maior para lidar com os homossexuais é a mesma que deve ser usada para lidar com quaisquer outros grupos sociais:

    “os direitos de uns terminam onde começam os dos outros”.

    Cada evangélico tem o direito constitucional de sua confissão religiosa, e se esta define o homossexualismo como pecado, nenhuma lei mudará sua essência.

    Os homossexuais querem mais direitos ? Tudo bem, DESDE QUE não invadam a seara dos direitos alheios.

    Querem celebrar uma cerimônia religiosa (que eles chamam de “casamento”) a fim de sossegar suas consciências ? tudo bem, desde que não seja na minha congragação e eu não seja o celebrante.

    Querem demonstrar afeto um ao outro ? existem muitos lugares onde podem fazer isso; por que justamente na minha frente ?

    Querem viver como marido e mulher ? tudo bem, mas por que eu devo aceitar isso como “normal” ? onde fica meu direito constitucional à liberdade de consciência e opinião ?

    Querem trabalhar na minha empresa ? ok, mas antes preencha os requisitos legais e técnicos, e cumpra seus deveres de empregado.

    É possível ? SIM.

    Convivi quase uma década trabalhando com pessoas homossexuais, e nunca tivemos nenhum embate em razão de seu modo de vida ou mesmo pela conduta funcional. Tivemos, sim, conversas e debates amistosos, onde ambos expusemos nossas idéias e opiniões, sem ficar nenhuma mágoa de ambas as partes.

    Os embates acontecem em razão do radicalismo de ambas as partes.

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