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O final melancólico de Michel Temer na presidência

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O final melancólico de Michel Temer na presidência

Michel Temer chegou à presidência em maio de 2016 após o afastamento de Dilma Rousseff e deixa o poder em 1º de janeiro com apenas 5% de aprovação popular e teve seus últimos momentos no Planalto marcados principalmente por pequenas homenagens, terminando assim bem menor do que começou.

Orgulhoso de sua impopularidade atual, Michel Miguel Elias Temer Lulia nasceu em TietêSP, no dia 23 de setembro de 1940. Sua família veio para o Brasil em 1925 como imigrantes de Betabura, na região de El Koura, Norte do Líbano.

Temer é formado em Direito pela tradicional Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Doutorou-se pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e dirigiu o curso de pós-graduação desta mesma faculdade.

Iniciou a carreira política como oficial de gabinete de seu ex-professor Ataliba Nogueira, secretário de Educação do ex-governador Adhemar de Barros. Michel Temer foi procurador-geral do Estado em 1983 e deixou o cargo para ser secretário de Segurança Pública de São Paulo. Elegeu-se deputado constituinte pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e participou ativamente da Assembléia Nacional Constituinte.

Após a Constituinte, foi reeleito deputado federal e já exerce o seu sexto mandato todos pelo PMDB. Foi escolhido três vezes presidente da Câmara dos Deputados, em 1997, 1999 e 2009 e em 2010 Michel Temer lançou-se como candidato a vice-presidente na chapa de Dilma.

Sua eleição em 2010 foi marcada pela FakeNews de que o mesmo era satanista e pai biológico do escritor Daniel Mastral. Algo que surgiu e se espalhou em razão de um e-mail que circulou pelo Brasil fazendo ameaças aos evangélicos caso Dilma fosse eleita.

Naquela época, expus o boato em meu site pessoal e ponderei que, em que pese Michel Temer ser maçom, na verdade a notícia se tratava de um factóide com intuito de confundir e manipular a Igreja Brasileira, sendo que apesar do assunto já ter sido de certa forma esclarecido em julho de 2010, o boato infelizmente voltou a entrar em pauta nas mídias sociais 6 anos depois em razão de um curto vídeo gravado e publicado pelo pastor Silas Malafaia em seu canal oficial do Youtube, no qual, apesar de não citar o nome do escritor Daniel Mastral, buscava deixar claro que estava falando do escritor e criticou dizendo: “Um desmiolado, um perturbado mental, que disse que era filho do Michel Temer e não é coisa nenhuma, espalhou na eleição passada, essa história de que o Michel Temer é satanista. Não é satanista coisa nenhuma. É só ver toda a ação dele em São Paulo com os pastores e evangélicos”, disse Malafaia em seu vídeo.

Entrevistado em abril de 2016 por um portal de notícias para o público evangélico, pouco antes de Temer assumir a presidência em maio daquele mesmo ano, Daniel Mastral enfim desmentiu o boato negando ter feito referências a Michel Temer e o satanismo.

Já em novembro de 2016, o então deputado evangélico Cabo Daciolo, o qual seria candidato a presidente da república em 2018, ao discursar durante sessão da Câmara pediu que o presidente Michel Temer abandone a maçonaria, abandone o satanismoe venha correndo para Jesus Cristo. A fala foi registrada em vídeo e divulgada nas redes sociais e também está no arquivo do site da Câmara Federal na íntegra.

O presidente Michel Temer disse, em entrevista no programa de estreia do apresentador Amaury Jr. na Band, em 28/01/2018, que é vítima de notícias falsas, e citou o boato de que seria satanista, propagado durante a campanha de 2010.

Houve uma época em que eles lançaram uma tese de que eu era satanista, disse Temer. Foi uma coisa brutal, tive que organizar um grupo muito grande para combater esta questão logo eu, que sou religioso e vou à missa desde os sete anos de idade”, disse. “Uma ou duas coisas pessoas colocam isso na internet e começa a se propagar, ganhar foros de veracidade. E isto é muito grave porque te atinge moralmente, religiosamente e pessoalmente.

Ao longo de seu mandato no Palácio do Planalto Michel Temer foi alvo de vários pedidos de impeachment, visando sua destituição do mandato eletivo como Vice-Presidente e posteriormente Presidente.

Em abril de 2016, os quatro primeiros pedidos contra Temer já tinham sido arquivados pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, sendo o ex-ministro da educação Cid Gomes e o deputado federal Cabo Daciolo autores de três dos pedidos.

O pedido de impeachment que mais avançou foi o oferecido por mim, que em 2010 desmenti o boato de Temer fosse satanista. No pedido de cassação do mandato de Temer, indiquei que havia sido cometido crime de responsabilidade, sendo que no dia 5 de abril de 2016, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, determinou através de uma liminar, que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha iniciasse o processo de impeachment contra o ainda vice-presidente Temer e que formasse uma Comissão Especial para análise do pedido.

No entanto, Cunha qualificou a liminar como “absurda” e avisou que iria recorrer da sentença. Entretanto, pela força da lei, a Câmara foi obrigada a acatar a liminar formando a Comissão, contudo, neste embate jurídico/político, a formação desta Comissão nunca saiu do papel.

Mais tarde, após a divulgação da gravação da conversa entre Joesley Batista e Temer na noite de 7 de março de 2017, pelo menos oito pedidos de instalação de processo de impeachment foram formalizados baseados em crime de responsabilidade e obstrução da Justiça, sendo que mais uma vez pedi um aditamento ao pedido inicial.

Graças ao seu poder de articulação política, Michel Temer se agarrou ao cargo de presidente, não renunciou e chega agora o final do mandato.

Realizando um breve balanço de seu governo, nota-se um final melancólico, pois apesar de algumas reformas trabalhistas implementadas e ter de certa forma controlado a inflação, Temer chega ao final com apenas 5% de aprovação popular e deixa o governo já com três denúncias criminais para responder na Justiça, sendo que todas serão enviadas à primeira instância assim que acabar seu mandato.

A denúncia mais recente envolve o setor de portos e as duas primeiras partiram da delação de executivos da JBS, acusando Temer e aliados de receberem propinas de empresas beneficiadas por decisões do governo ou contratos públicos.

O plano de Temer a partir de janeiro é retomar uma atuação eventual como advogado, produzindo pareceres. Isso se a partir de 2019 respondendo seus processos na primeira instância ele não for ao final condenado e tal como Lula terminar seus dias numa penitenciária.

Entretanto há muitos sinais de esperança na América Latina atualmente. A chegada de Jair Bolsonaro (PSL) é uma enorme mudança em relação ao passado, sendo que a conferencista Cindy Jacobs deu uma nova palavra para o Brasil em 26/10/2018 dizendo que virão tempos de prosperidade física e espiritual.

Desde 1992 ela vem profetizando sobre o país, sendo que em 2013 ela esteve na Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte dizendo que daquela denominação viria um Presidente da República e que era o desejo do Senhor abalar os principados da corrupção e da miséria.

Deus é capaz de curar essa nação! Que a Igreja permaneça em oração pelo país, pois não é tempo de abaixarmos a guarda.

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