O que está em jogo é mais do que uma eleição: é o futuro da nossa liberdade de consciência

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Não tenho dúvida alguma de que mais do que nunca, todos nós, cristãos ou não, mas pessoas que acreditam na importância dos nossos valores, cultura e tradições herdadas há centenas de anos, devem estar preocupados com os resultados das eleições esse ano. Temos muitos motivos para isso e eles estão por todos os lados, de forma que restando pouquíssimos dias para o 7 de outubro, quando haverá o primeiro turno das eleições, nunca é demais reforçar o que realmente está em jogo nessa campanha.

A igreja cristã vem tendo a sua liberdade religiosa ameaçada desde quando alguns grupos, motivados por ideologias de esquerda, nos taxaram de “intolerantes”, “fundamentalistas”, “fascistas” e até de “promotores do ódio”. Qualquer cidadão minimamente bem informado sabe que essas pechas não passam de um reflexo do que esses acusadores realmente são. Eles nos acusam do é a essência da ideologia deles, o que não é surpresa alguma para quem conhece um pouco da história comunista e suas consequências nos países onde se instalou.

Apesar de o Brasil não ser dominado por um sistema político comunista na forma de leis, administrativamente falando, ele é culturalmente influenciado por essa ideologia. Das escolas do ensino fundamental ao superior, tal perspectiva tem se intensificado nos últimos 16 anos a níveis assustadores. Com o apoio da grande imprensa, em sua maioria motivada pelo relativismo moral compatível com as ideologias de esquerda, que são anticristãs, a sociedade tem recebido um volume constante de informações que visam reorientar o entendimento acerca de família, liberdade religiosa (expressão), direito à vida e principalmente sexualidade.

O tema sexualidade não é um dos mais debatidos por acaso. Isso acontece porque a motivação sexual humana é intrínseca a sua natureza e diz respeito a sua identidade. Sigmund Freud não estabeleceu a “pulsão sexual” como ponto de partida de toda a sua teoria psicanalítica por mero capricho. Ele sabia que esse é um ponto central no desenvolvimento comportamental e psicológico humano desde que o mundo é mundo.

Modificar o entendimento que temos sobre sexualidade significa alterar a constituição do próprio ser humano, consequentemente toda a sua cultura. É por isso que vemos exposições, por exemplo, onde homem pelado é tocado por criança, e de pinturas que destacam a pedofilia e zoofilia, aberrações sexuais, chamas de “arte”.

Quando nós, cristãos, que também somos profissionais de saúde mental, alertamos sobre os perigos da reorientação sexual humana, combatendo entre outros a ideologia de gênero, e apelamos para que a igreja nos dê mais espaço para falar sobre isso, é porque estamos cientes das consequências que virão sobre a sociedade caso esse e outros temas correlacionados são forem debatidos corretamente, prevenindo um colapso cultural mais na frente.

Mas, a verdade é que não adianta o confronto por meio do discurso, apenas. Precisamos tomar algumas atitudes para impedir que esse mal avance. O Brasil atravessa uma grave crise política e econômica, mas sua origem não está na má administração pública. Ela está na moralidade, que por sua vez é fruto do que está no coração humano. A má gestão e corrupção são consequências de um governo que não teme a Deus, e isso não é uma frase de efeito. Não é pecha de campanha eleitoral para conquistar o público cristão. Isso é ensinamento bíblico (Provérbios 9:10; Salmos 33:12; 2 Crônicas 7:14), de forma que o cristão possui a obrigação de ter isso como regra para decidir o seu voto.

O que está em jogo vai muito além das eleições, porque o candidato que você escolhe representa os valores que ele defende, e o que ele defende vai se converter em projetos de lei que poderão ser bons ou ruins para todos nós. Você já conhece os valores morais do seu candidato? Sabe quais são suas alianças políticas? O que ele já defendeu no passado? Quais projetos foi contra ou favorável? Se conhece, você já pensou quantos deles são compatíveis com os princípios cristãos?

Assim, os líderes das igrejas possuem o dever de contribuir para essa conscientização, porque ela faz parte da nossa cidadania. Você pode fazer isso simplesmente se posicionando abertamente em suas redes sociais, na roda de conversa, na pizzaria, etc. E devemos fazer isso tendo como referência o Evangelho de Cristo, que está acima de qualquer ideologia criada pelos homens. Ele, Cristo, é a nossa referência, ponto de partida pelo qual filtramos partidos, candidatos, propostas e tudo o que diz respeito à sociedade.

Portanto, por isso afirmo que numa eleição o que está em jogo é muito mais do que o poder político, paixões partidárias e personalidades. É o futuro da nossa liberdade de consciência diante de Deus e do mundo.

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