Aos pastores, cantores e crentes que estão perdidos dentro da igreja!

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Para muitos irmãos o ministério e a vida cristã se tornaram num peso, um fardo insuportável de lembranças de pecados cometidos e não confessados e de uma desesperada consciência atormentada da alma. A culpa é o ônus do pecado, é o cair da ficha de que ofendemos à Deus com o que fizemos, é o sussurrar do inimigo que agora esbafora: não tem mais jeito pra você.

Esses são os grandes estragos causados pelas transgressões que cometemos mesmo depois de termos conhecido a verdade, é o preço cobrado pela hipocrisia que insistimos em sustentar, pois tornou-se num fardo pesado que ser humano algum será capaz de carregar por muito tempo. Nas agruras da intimidade e nas expressões retumbantes de um silêncio que por vezes nos assalta, não com o sentido de reflexão, mas como expectação preocupante do que nos aguarda. Ouve-se de paz na igreja, de céu, de amor, de promessas, de bênçãos, mas tudo isso parece uma grande contradição pela condição e direção que a nossa vida tomou, isso é triste e com certeza não é o que Deus tem para cada um de nós.

Vários de nós estão embaraçados e como experiência retrô voltaram ao velho homem, uns no fingimento, outros na discórdia, nos negócios escusos, na fornicação e adultérios, além de continuarmos na freqüência de nossas igrejas – ostentando palácios de aparência nos quais o Espírito do Senhor jamais habitará (Mt 23:27). Ainda como alvos da misericórdia de Deus teremos visões, faremos esboços de projetos, ofertaremos, é possível que sejamos surpreendidos por alguma “revelação” exclusiva, receberemos profecias, a ministração das Escrituras até nos despertará, os louvores tocarão nossas almas e as circunstâncias da vida apelarão ao nosso bom senso, mas infelizmente não temos mudado e não temos intenção íntima para nos arrependermos de verdade (2 Pe 3:9; Jd v:12-16).

Não mudamos porque desenvolvemos uma decisão procrastinada para servirmos a Deus. Falta-nos na verdade a bem aventurada esperança bíblica (Tt 2:13). Pensamos encontrar no conformismo da fraqueza a justificativa para continuarmos numa vida dupla – na igreja e no mundo ao mesmo tempo e isso não é possível (Hb 12:14). Inexistem atitudes de fazer agora o que Cristo deu exemplos no passado (1 Co 11:1); não mantemos a expectativa da chegada da vida eterna para hoje (Lc 12:20; 1 Co 15:19). Falamos de um evangelho bom para os outros, mas nada identificável a nós próprios; cantamos de coisas que estão distantes de nossas vidas, oramos por causas avessas à vontade de Deus e nos iludimos num comodismo de atribuir o dever da mudança somente ao Senhor, enquanto as Escrituras proclamam: Arrependei-vos e convertei-vos (At 3:19).

Na mesma medida em que nos distanciamos do Evangelho de renúncias nos aproximamos das boas novas do deus deste século, que tolera contumaz pecadores no santo do santos da religiosidade aparente, mas de espiritualidade e moral decadentes. Os céus estão reservados para os inconformados e esforçados pelas coisas de Deus, e se você sob qualquer idéia teologizada de um Deus de amor que não condena ninguém, não se arrepender, confessar seus pecados, abandoná-los e voltar a viver sob a graça de Jesus e governo do Espírito (Pv 28:13; Rm 8:9), fatalmente estará condenado – pelo menos é isso que a bíblia diz (Jo 3:20-21; Lc 13:27; Ap 22:14-15).

Todas as coisas que não produzem uma nova e segura direção para a vida de uma pessoa, servem apenas como subterfúgios para a responsabilidade pessoal pois é uma mascarada enganação. É mais fácil atribuir ao inanimado, ao acaso e até ao sobrenatural à imposição do sucesso ou do fracasso, do que aceitar e admitir que as nossas decisões sobre escolhas e posturas são as responsáveis pelas boas e más experiências da vida (o tal do livre-arbítrio, você já deve ter ouvido falar sobre isso). Nada será diferente do que foi antes se eu e você também não formos diferentes no presente. Alguém se achando muito espiritual poderá argumentar: e onde estará Deus em nossas vidas então, se a mudança é nossa? Ora, Deus está cuidando de nós e nos incentivando (Fp 2:13), têm o melhor pra nós, desde que lhe sejamos filhos obedientes (1 Pe 1:14; 1 Jo 3:1). De qualquer forma, sendo responsáveis ou atribuindo a Deus tudo, o princípio da responsabilidade e da atitude pessoais continuará inalterado (2 Co 5:10; Js 24:15).

Se cumprirmos o evangelho, se seguirmos a vontade de Deus, viveremos sob a bênção dEle, faremos mudanças, reformas e ajustes e Ele nos abençoará multiplicando os resultados de nossa obediência e entrega, ampliará o efeito de nossas virtudes, agirá sobre nossas fraquezas e manifestará o poder de Sua presença em nós – através de uma visível e notória transformação. As mãos do Redentor estão estendidas a todos aqueles que desejam viver melhor junto à sua presença.

Gostaria que você lesse estes textos (Fp 2:12; Tg 4:8; Hb 2:1; 1 Re 18:21; Is 35:3).

Que ouçamos a voz de Deus e aceitemos o governo do Espírito para uma vida verdadeiramente transformada (2 Co 5:17).

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