“Viajando” na Arca… (Desculpem… Mas a “Arca de Noé” hoje é outra!)

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Há os que insistem em fazer da igreja um ambiente, não de segregação explicita, mas uma espécie de “arca de Noé”, em que só os escolhidos devidamente validados como membros de uma teologia ou sabedoria humana “cristã”(aquela lembrada pela própria bíblia como algo sem valia), com a liberdade apenas, de algumas diferenças teológicas as quais chamamos doutrinas…

E aí pensamos seguir o caminho da “Arca” pra fugir desse mundo “fétido”, onde o pecador “cabeça dura”, não quis uma vida com Jesus porque não quis fazer parte do nosso mundo evangélico, tendo uma vida de acordo com a nossa “justiça”, esquecendo-nos de que a nossa… Bom, a nossa “Justiça evangélica” não passa de “trapos de imundícia”.

 

E Sobretudo lembrando que nesse texto, a teologia ficará de lado deixando vir à tona apenas o caráter – esse sim, explicito – de Jesus, sigo lembrando a quem estuda muito mas infelizmente parece não ouvir ao professor…

 

Você acredita mesmo que a “Arca de Noé” hoje, é pra deixar de fora quem de fora já está e simplesmente, para receber a quem já se julga “possuidor” de seu espaço nela?

 

Você realmente pensa que quando Jesus disse: “Como nos dias de Noé…” Ele falava, de uma “segregação”, ou da graça sobre os salvos no Espirito, que sopra aonde quer?

 

Onde ficaria a Graça que desde sua vinda, deveria ter sido repartida a todos, na busca por um reino de pessoas para Deus, ao invés de um “reino” para apenas algumas pessoas??

Você crê realmente na ideia de que somos os escolhidos, por isso, o pecador… “bom o pecador que se dane??”

Foi para isso realmente, que o Deus a quem você prega, deu-se ao trabalho de deixar o Céu??

E finalmente, você trabalha para a sua “graça”, ou para a GRAÇA de Deus que foi dada ao mundo?

 

Só pra lembrar a teólogos ou não, toda a pregação e vida de Jesus mostrava o contrário; Eles esperavam um, mas nasceu outro; Queriam um Rei que superasse a Davi, matando e vingando os inimigos e que, fizesse “cair” o império romano; Contudo, o que apenas receberam fora um profeta, que além de não gritar nas praças, mandava a que seus seguidores caminhassem duas milhas com seus opressores…

 

Não parou pra pensar que há alguma coisa errada na nossa postura de filhos de Deus??

Enquanto lideres evangélicos debruçados sobre uma “teologia” torpe e gananciosa arrastam a multidões tornando-as mais merecedoras do inferno que eles próprios, você ainda insiste em seguir a “rota” dos religiosos?

Pensa que há alguma diferença entre os lideres daquela época e os atuais?

Ou ainda, se esquece de que os que “expulsaram” a Jesus da “igreja” e o crucificaram, foram os seus próprios “irmãos” no povo de Deus, tal como tantos seguidores de tais líderes hoje?

 

Não seria necessária esta lembrança, a não ser que a cegueira hoje, como fora disseminada naquela época, fosse tão vigente.

Este texto é um alerta ao seu raciocínio; Tão claro e simples como fora a mensagem sem “teologismos” de Jesus.

 

Olhe bem, em que “Arca” você tem entrado para que no dilúvio de sua própria paixão, você não venha a submergir em arrependimentos…

 

Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.

Provérbios 14:12

 

A porta da “Arca” de nossos dias é sim, bem estreita; mas pode ser justamente o contrário do que você conheça como “estreita”.

 

Para muitos, uma “porta estreita” seja, o “negar ao mundo e a sua concupiscência…” Para outros, no entanto, seja além disso, repartir da GRAÇA que não nos pertence… é dom de Deus.

 

Pense nisso…

Pra não entrar na “arca” errada e acabar num barco furado.

 

 

Rogério Ribeiro.

 

 

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Rogério Ribeiro é um cristão livre do sistema religioso. É Cineasta, roteirista e cronista. Escreve no blog "edição de amanhã", no "Antireligiosidade (http://antirel.blogspot.com.br/), entre outros. É autor de "Descansado sobre a Relva", livro que fala do relacionamento pessoal com Jesus Cristo, acima de qualquer coisa ou "impedimento" proposto pelo mundo religioso. Observador atento, Rogério Ribeiro aceitou o dever de alertar a igreja e, desde então é um compromissado "atalaia" dos nossos dias, às ordens de um só Senhor: Jesus Cristo.

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