Síndrome de Estocolmo

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A Síndrome de Estocolmo é um distúrbio psicológico que afeta vítimas de sequestro. Ela se dá quando, depois de um certo tempo de cativeiro, a vítima passa a nutrir admiração e cuidado pelo sequestrador. Esta “síndrome” foi catalogada quando em um sequestro ocorrido em 1973 na Suécia, as vítimas continuaram a defender seus agressores mesmo depois de terem ficado reféns durante quase uma semana. O mais interessante é que as vítimas que são afetadas por este tipo de distúrbio não percebem que algo está errado.

Da mesma maneira, hoje vivemos uma época conturbada. Um mundo onde políticos fazem do pobre o refém de sua suposta generosidade. E assim vivemos um sequestro de dignidade. O pobre não encontra libertação. Apenas se conforma em aceitar a situação, comparando-a com desgraças maiores que possa ter vivido em outras épocas. É claro que os auxílios sociais são importantes, mas se não transformam a realidade, então são apenas mais do mesmo.

No que se refere à fé cristã, o panorama não é diferente. A cada dia pipocam pastores e Igrejas que se recusam a ensinar o Evangelho que realmente é composto por boas notícias. Pra que libertar as pessoas se podem ter controle sobre a vida (e sobre a grana) delas? E o povo continua sofrendo por falta de conhecimento.

Boa era a época em que as pessoas preferiam perder a vida na luta pela liberdade.

Tristes são os dias de hoje, onde as pessoas preferem perder a liberdade achando que podem ter vida.

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Pastor, teólogo do mundo real, palestrante desmotivacional, tradutor freestyle das Escrituras, admirador do Ensino Reformado e portador de TDAH com a bênção de Deus! Conheça mais sobre o autor no blog "www.ariovaldo.com.br".

1 COMENTÁRIO

  1. Muito interessante seu comentário Pastor.
    Me identifico muito.
    Tenho 25 anos e quando vejo na historia (passado), do Brasil e outros grandes países, que o povo saia as ruas para protestar pelo bem coletivo e lotavam as ruas com gritos de manifestação e placas como mensagens objetivas. Assim sacudiam o governo e provocavam grandes mudanças.
    Independente da fé o povo se unia, quando era pra um bem maior e coletivo, e protestava até que alguma posição fosse tomada.
    Hoje temos medo de nos complicar por apoiar alguém injustiçado. “não apoio a greve dos bombeiros, porque sou metalúrgico! e eu não apoio a greve dos metalúrgicos porque sou farmacêutico! e eu não apoio e greve dos farmacêuticos porque sou carpinteiro!”. E assim segue essa “vida de gado, povo marcado, povo feliz” conformado com a comodidade dessa falsa liberdade. Esquecemos que antes disso somos todos trabalhadores.
    Também assim, somos cristãos e/ou pais de famílias não podemos nos deixar contaminar por essa síndrome!

    Deus abençoe!

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