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Cristãos têm o dever de protestar contra o pecado, a injustiça e a perseguição

Comments (1)
  1. Wendell Martins disse:

    Já estamos precisando com urgência de uma REFORMA À REFORMA, vez que a igreja dita “evangélica” hoje comete exatamente os mesmos erros, quando não piores, que a Igreja Católica Romana na Idade Média.

    O pujante movimento neopentecostal trouxe suas indulgências modernas, com dízimos e ofertas escorchantes do povo, cuja finalidade é bancar luxo e ostentação de seu líderes vaidosos, arrogantes, mal intencionados e, principalmente, não convertidos ao genuíno Evangelho de Cristo. Lembre-se que muita gente seguindo tais ministérios não significa qualquer tipo de chancela de Deus, vez que, na verdade, não significa nada, porque o próprio Jesus falou que o caminho é estreito…

    Não bastasse, temos ainda escândalos sexuais, corrupção, despreparo, falta de amor ao próximo, egocentrismo, hedonismo e promiscuidade entre igreja e Estado (pastores e líderes com uma sede insaciável de dinheiro, poder, prestígio e privilégios). Para piorar, colocamos no poder, na cota de um “homem de Deus”, um homem corrupto, mentiroso contumaz, adúltero, desrespeitoso, injusto e sem nenhum tipo de misericórdia, porque não tivemos o discernimento mínimo de identificar um autêntico ímpio. (Infelizmente, acredito que se o anticristo estivesse pelo Brasil nesses dias, possivelmente o teríamos eleito para defender nossos “valores cristãos”…)

    Com todo o respeito, a fundamentação bíblica exposta neste artigo não fundamenta a tese do “protestar” ou “denunciar” o pecado. E ainda tem o grave perigo de descambar para o moralismo, como vemos hoje em dia, que esse “evangelho” não só se reduz a uma conduta moral (lembrando que ninguém se salva por obras), como frequentemente é hipócrita, fazendo às escondidas o que denuncia nos púlpitos.

    Um evangelho que, como criticam os ateus, se lastreia — através de uma ignorância devidamente planejada pelos líderes — apenas no medo, na culpa e/ou na ganância (ou mesmo nos três juntos), em vez do amor a Deus.

    Obviamente não comungamos com o pecado, mas nosso papel neste mundo não é sermos moralistas nem atacarmos pessoas pecadoras, mas sim de convencê-las com nosso exemplo. Lembre-se que os evangelhos nunca registraram Jesus atacando um pecador, apenas os religiosos da época, cheios de empáfia e de arrogância resultante de sua religião vazia e sem misericórdia. Esses “pecadores” (nos evangelhos frequentemente párias da sociedade) após terem um encontro genuíno com Jesus e ficarem constrangidos pelo seu amor, se davam conta da sua condição de pecado e da necessidade de mudança, após o que Jesus os advertia para, indo, não pecarem mais. Quanta diferença!

    O livro de Atos do Apóstolos registra que os cristãos caiam na graça do povo porque eram irresistivelmente amáveis. Quem convence as pessoas da justiça e do juízo de Deus é o Seu Espírito Santo, não nós, inclusive porque somos todos trapos de imundície diante do Criador. Nosso parâmetro é o bom samaritano, o resto é com o Espírito Santo. Apenas pregamos. Nossa função não é convencer nem converter, não é nosso departamento, e se fosse com certeza não daria certo, pois estamos todos exatamente na mesma condição, conforme advertem as Escrituras, no sentido de que TODOS pecaram (é bom nunca nos esquecermos disso, ao olharmos para um viciado ou uma prostituta e sermos assediados pela soberba do fariseu narrado por Jesus).

    Evangelho não é moralismo. Moralismo é moralismo, qualquer religião, filosofia ou cosmovisão oferece. Evangelho é Evangelho, Boas Novas, Poder de Deus para todo aquele que crê. Nada mais simples…

    Eu acredito na Igreja de Cristo, mas peço a Deus que nos livre dessa “igreja evangélica”… dessa igreja “terrivelmente” evangélica (queria que alguém me explicasse como algo que tem terrível no nome pode ser boa), que semeia ódio, não tem testemunho nem misericórdia e as vestes da igreja de Laodiceia lhe caem muito bem.

    Enfim: precisamos de uma REFORMA À REFORMA.

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