O Cristão deve se envolver na Política?

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O que mais ouço quando falam de política e cristianismo é: política não é de Deus. E quando algum cristão entra para a política, logo é taxado de maneira pejorativa como se quisesse levar vantagem em se eleger.

O grande problema é que dizemos que política é do diabo, e os “bons” não se envolvem deixando justamente para que os maus governem. Os cristãos acham que mudarão o mundo de olhos fechados e mãos levantadas trancados em suas igrejas, enquanto isso, crianças são abusadas sexualmente em todo o país, dinheiro que deveria ser empregado em saúde e educação é desviado por corruptos para obras superfaturadas, professores são mal pagos e a policia hoje é mais vista como agressora do que protetora.

Sei que o SENHOR sustentará a causa do oprimido, e o direito do necessitado. Salmo 140:12
Compadecer-se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados. Salmo 72:13

Infelizmente, os cristãos tem se envolvido de forma errada na política, para defenderem apenas suas próprias causas, porém Deus nos chama a olhar para o pobre e aflito, para defender o direito do necessitado.

Somos chamados a pregar um evangelho para o homem todo. Muitos pregam apenas algo espiritual, porém o Pai Nosso nos direciona a dizer: Venha o Teu Reino. Somos chamados a implantar o Reino de Deus aqui, através de nós.

Devemos pregar a salvação, mas ao mesmo tempo, é impossível oferecer o pão espiritual, se as pessoas estiverem morrendo de fome. Quando Hitler começou sua batalha por conquistar o mundo, um homem se envolveu na política afim de destronar este cruel assassino. Aquele homem foi Dietrich Bonhoeffer, um pastor luterano, que fez parte da resistência alemã, e não se rendeu ao nazismo, antes lutou com todas as suas forças para que o nazismo fosse extinguido. Foi preso e morto por enforcamento pouco antes de Hitler se suicidar. Um pastor que viveu o evangelho e agiu politicamente colocando em prática aquilo que cria.

Martin Luther King Jr dizia: O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons. Martin Luther King era um pastor protestante que ao ver como os negros eram discriminados e considerados inferiores nos Estados Unidos, se envolveu em um Movimento dos Direitos Civis dos Negros com uma campanha de não violência e amor ao próximo. Mostrando que todos somos iguais perante Deus e foi o homem mais jovem a conquistar o Prêmio Nobel da Paz, pouco antes de ser assassinado. Seu discurso mais famoso era: Eu tenho um sonho…

Willian Wilberforce foi um parlamentar inglês, que se sentia chamado por Deus para ser pastor. Quase abandonou a carreira política, porém Deus não o permitiu e o direcionou a servi-lo no parlamento e Willian lutou por toda a sua vida contra a escravidão na Inglaterra. Foi o líder do movimento abolicionista do tráfico negreiro e lutou contra isto quando era uma forte comércio na Inglaterra. Durante 20 anos, ano após ano tentou a abolição, até que em 1807 conseguiu aprovar no parlamento o Ato contra o Comércio de Escravos, sendo aplaudido de pé por todos presentes.

Deus nos chama a uma causa. Não dos evangélicos, mas dos aflitos, dos oprimidos, dos pobres, daqueles que precisam de representantes que os defendam! Não devemos ter segregação em nosso país, devemos ter políticos que amem uma causa e estejam dispostos a morrer por ela, assim como estes homens estiveram dispostos. Eles não são lembrados como pastores, mas como homens que dedicaram suas vidas na política fazendo a diferença no curso da história.

Não adianta falar mal do dinheiro mal empregado em estádios da Copa e na época das eleições votar da mesma maneira displicente de sempre, onde nunca lembra em quem votou para deputado federal. Onde não analisa propostas e nem o histórico dos candidatos.
Falar mal não mudará a situação, primeiro mude sua atitude e seu voto poderá mudar. Seja um agente de mudança na história do nosso país e não apenas mais uma vítima que só reclama da vida.

A questão não é não se envolver na política. A questão é se envolver da maneira certa. Com o coração voltado para Deus. Visando glorificar a Deus em todas as áreas da sociedade. Isto é ter uma cosmovisão cristã adequada e bíblica.

Por Daniel Simoncelos

12 COMENTÁRIOS

  1. A grande questão não é se pode ou não se envolver com política, mas que aqueles que se envolverem possuir um caráter não de pastor, pois estes vão vá para se apascentar, mas de diáconos, pois estes iriam lá para servir. não elejam mais pastores bispos e afins, apenas diáconos.
    “Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de
    uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida
    ganância, conservando o mistério da fé com a consciência limpa. Também
    sejam estes primeiramente experimentados; e, se se mostrarem
    irrepreensíveis, exerçam o diaconato. Da mesma sorte, quanto a mulheres, é
    necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis
    em tudo. O diácono seja marido de uma só mulher e governe bem seus filhos e
    a própria casa. Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si
    mesmos justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus.

    Qualificações dos Diáconos
    A partir de 1Tm 3.8-13 e At 6.3, podemos definir as seguintes qualificações para uma
    pessoa ser ordenada diácono:
    Qualificações Morais Qualificações Domésticas Qualificações Espirituais
    Respeitáveis Marido de uma só mulher Provados
    De uma só palavra Que governe bem seus filhos Fiéis
    Não inclinados a vinho Que governe bem sua casa Consciência Limpa
    Não cobiçoso de lucro Cheios do Espírito Santo
    Irrepreensíveis Cheios de Sabedoria
    Não maldizentes
    Boa reputação

  2. Eu tenho uma grande dúvida em relação ao que você disse. Concordo que essa parada de política não é de Deus, é pura religiosidade, Jesus era um cara MUITO político. O problema, é que as pessoas têm confundido POLÍTICA, com POLITICAGEM ou com POLITICO-PARTIDARISMO.
    A Ciência Política em si, não se resume ao partidarismo, mas sim na “polis”, aquilo que é público.
    A minha principal dúvida é: REALMENTE, O INTERESSE “POLÍTICO” DOS EVANGÉLICOS QUE INGRESSAM NESSE MEIO, TEM SIDO DE BENEFÍCIO SOCIAL OU SIMPLESMENTE ELEITORAL MESMO?
    Marisa Lobo, como todos sabem, é PSICÓLOGA e no curso dela, como em tantos outros que tratam não só da medicina, mas das ciências sociais, ela viu algo sobre ciência política, sobre filosofia, sociologia e muitas outras matérias que falam sobre a sociedade.
    Porque, ao invés de ingressar na política partidarista, ela não se entrega ao evangelho puro, santo e sem mácula, pregando por onde for, sem precisar de holofotes, de câmeras? Ela NÃO precisa ser vista, o que as pessoas tem que ver, é o Cristo que ela diz pregar.
    Eu fico seguindo as publicações dela e vejo discussões inúteis, por coisas banais, inexplicavelmente ridículas. Porque? Porque é disso que o povo gosta, do barraco.
    Porque ela não se interessa em estudar a política educacional, econômica, de segurança, ambiental?
    Eu sinceramente, tenho visto verdadeiros cristãos fazendo muito mais do que ela e tantos outros por aí.
    Não sei se consigo concordar com isso.

  3. OLHA EU NUNCA VI UM EVANGELICO QUE SE ENVOLVEU EM POLITICA CONVERTER DE VERDADE UM POLITICO A PROVA ESTA AI A CORRUPÇÃO SÓ AUMENTA E OS EVANGELICOS QUE SE ENVOLVERAM EM POLITICA SE DESVIARAM DO CAMINHO DA FÉ FOI PROVADO E COMPROVADO O MAGNO MALTA DESVIOU DINHEIRO DA PETROBRAS E TANTOS OUTROS EVANGELICOS VOÇES MESMOS ANUNCIARAM NO SITE EVANGELICO O MALAFAIA E O FELICIANO ESTÃO TODOS OS DIAS ENVERGONHANDO O EVANGELHO E OS PASTORES QUE TINHAM VERGONHA NA CARA CARATER ESTÃO SEGUINDO OS EXEMPLOS SUJOS DELES UM ERRO NÃO JUSTIFICA OUTROS ERROS DIGA NÃO A POLITICA E SIM SIM SIM A JESUS A VIDA DE CRISTO A INTEGRIDADE A SALVAÇÃO JESUS ESTA VOLTANDO GRAÇAS A DEUS

  4. Temos que nos envolver na política, porque ela é uma das formas mais altas de se praticar a caridade. A política está suja por que os cristãos não se envolveram nela com espírito evangélico. O fiel não pode se fazer de Pilatos e lavar as mãos. É cômodo e fácil colocar a culpa nos outros, mas e eu, o que faço?
    O alerta vem em boa hora, sobretudo quando se vê a aprovação de leis cada vez mais iníquas em países de tradição cristã. Essa derrocada dos princípios deve-se, entre outras coisas, à negligência dos leigos e pastores e ao relativismo de muitos políticos que se dizem cristãos, mas na prática, negligenciam os seus ensinmentos. Embora se tente dizer que é vedado à Igreja opinar sobre questões ligadas ao Estado, lembro aos religiosos que quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas.

    A legítima separação entre Igreja e Estado, instituída por Cristo quando disse “dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é Deus”, não significa de maneira alguma que a moral oriunda da lei natural possa ser relativizada no campo político. E cabe aos cristãos impedir qualquer tentativa que caminhe neste sentido. Não pode haver, na sua vida, dois caminhos paralelos: de um lado, a chamada vida espiritual, com os seus valores e exigências, e, do outro, a chamada vida secular, ou seja, a vida de família, de trabalho, das relações sociais, do empenho político e da cultura.

    Se acontecer de os dirigentes promulgarem leis injustas ou tomarem medidas contrárias à ordem moral, estas disposições não poderão obrigar as consciências. A recusa de obediência às autoridades civis, quando suas exigências são contrárias às da reta consciência, funda-se na distinção entre o serviço a Deus e o serviço à comunidade política.

  5. Em que partido político Jesus se envolveu? Em que partido político os cristãos dos primeiros séculos se envolveram? Smos cidadãos do Reino dos céus e aguardamos o Reino dos céus enquanto pregamos o Evangelho, ou nos envolvemos na política corrupta deste mundo e nos manchamos com a sordides deste mundo? Cristãos, abram os olhos e deixem a politica para os que advogam este mundo! Vamos pregar o Reino!

  6. Entre os membros da Frente, 57% enfrentam problemas com a Justiça, de acordo com informações levantadas pelo jornalista Paulo Lopes no site Transparência Brasil, incluindo seu presidente, deputado federal João Campos, e o cantor Marcelo Aguiar.

    São 32 deputados com processos por suspeita em crimes como peculato (apropriação de bens ou valores públicos de forma indevida), improbidade administrativa, corrupção eleitoral, abuso de poder econômico, sonegação fiscal e formação de quadrilha.

    Entre as igrejas representadas por esses deputados, a Assembleia de Deus é a denominação com mais parlamentares envolvidos em escândalos. Entre os 24 deputados que são membros da igreja, 11 devem explicações à Justiça.Essa tal de bancada evangélica é uma vergonha nacional.Podemos assim dizer:bancada diabólica!

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