Citar a maldição de Noé torna Marco Feliciano racista? O poeta abolicionista Castro Alves diz que não!

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A literatura negra, e poemas como Vozes D’África do Livro “Navio Negreiro” do poeta abolicionista Castro Alves (1896) provam que Marco Feliciano não é racista, apenas um afrodescendente que como outros poetas, descreveu sua história.

Um dos mais importantes estudos e pesquisas sobre – Poesia versus racismo – explica de forma critica literária e poética a polêmica da maldição da África e esclarece que foi um fato histórico (bíblico e/ou mítico conforme crença) contado de geração a geração e é reconhecido pela literatura brasileira e está presente em muitos poemas, descrito de forma muitas vezes romântica por poetas negros.

Mas “’o que seria este crítico literário’? É um guardião da história, um defensor de tradições, um curador do folclore, ou seja, um estudioso da cultura que define a identidade nacional de um povo. Mas ele também é um pensador, um formador de opinião, um crítico das ideologias, consequentemente, sua função essencial é pesquisar, produzir e inovar”.

Um crítico literário é também um leitor e intérprete das metáforas e alegorias da vida; um contemplador dos mitos, lendas, símbolos, arquétipos e investigador de seus significados; um observador atento da sociedade e um estudante da psique humana.  A desonestidade oportunista intelectual é que “desgraçam” nossa nação e nossa política e deturpam nossas raízes, quando Marco Feliciano citou Maldição de Cam, filho de Noé, apenas o fez como pastor contanto a história da humanidade de forma a mostrar ao mundo como crer na vida, morte e ressurreição de Cristo pode nos livrar de qualquer maldição histórica.

Esse fato histórico bíblico e ou mítico para outros faz parte da cultura negra, inclusive abolicionista como Castro Alves, autor de Vozes D’África, descreve em seu poema as raízes dessa maldição. Só não entendo e acho impossível que romancistas, professorem de letras, críticos, artistas de matizes africanas, por exemplo, não conheçam a verdade cantada em versos e prosas da cultura de negra. São verdades bíblicas, ou alegoria para alguns, mas que fazem parte sim, da história do continente africano.

Com essa verdade histórica, não posso deixar de crer – trazendo para o do caso Marco Feliciano – que trata-se de um caso típico de desonestidade intelectual e perversão da verdade, uma mentira social implantada como mentira útil, que já foi desmascarada pelos próprios poetas e ativistas honestos negro e abolicionista do século retrasado e passado.

A polêmica em torno do deputado federal Marco Feliciano, chegou a um estado de histeria coletiva tão grave que cegou profissionais, parlamentares e até jornalistas que contaminados pela subjetividade e por um preconceito disfarçado de direitos humanos, massacram um deputado, com “formação reativa” na tentativa de desconstruir sua imagem e atribuindo-o um rótulo falacioso de racista, por causa de um breve estudo bíblico (histórico) de uma linha teológica que fala sobre a maldição do continente africano que diz em uma de suas explicações que “o filho de Noé Acam, foi amaldiçoado e como consequência todo continente africano”. Podemos encontrar essa história descrita no Livro de Genesis.

Mas o que quero mostrar neste texto são estudos sobre critica literária, poemas escritos por poetas abolicionistas e/ou de matizes africanas, que falam sobre o racismo e a poesia onde mostra claramente em seus versos, fatos históricos e citam vários poemas que foram inspirados justamente por esta “maldição”, que segundo a Bíblia, foi quebrada com o sangue de Cristo, como todas as outras tantas descritas no Antigo Testamento. Gostaria que os honestos os amantes de literatura, letras, líderes, personalidades, lessem este artigo de forma honesta e acabassem com essa mentira inventada de racismo. Ela não se sustenta, é mentirosa.

Citar a história da civilização humana em nenhum momento poderia ser motivo para atribuir a uma pessoa o rótulo de racista para disfarçar outros interesses sórdidos… É lamentável.

Um dos estudos sobre poema cita, entre outros, o de Castro Alves – Vozes D’África – e diz:

“A leitura dessa prosa evoca a semântica do inapelável que Castro Alves construíra nas Vozes d’África uma geração antes de Cruz e Sousa. Em ambos os textos a maldição ganha dimensões telúricas e a dor é sinal de uma carência de sentido: ‘Que existir é esse que as pedras rejeitam, e pelo qual até mesmo as próprias estrelas choram em vão milenarmente?’.

‘Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito…
Onde estás, Senhor Deus?…

Em Dor Negra a maldição é inerente à natureza da África, de sorte que a perversidade do cativeiro teria vindo somar-se a um infortúnio radical cuja origem se perde na noite dos tempos: ‘Três vezes sepultada, enterrada três vezes: na espécie, na barbaria e no deserto, devorada pelo incêndio solar como por ardente lepra sidérea, és a alma negra dos supremos gemidos, o nirvana negro, o rio grosso e torvo de todos os desesperados suspiros, o fantasma gigantesco e noturno da Desolação’ (19)”.

Veja o artigo completo, “Estudo científico Poesia versus racismo”, que fala claramente da maldição da África, neste link.

A construção do vilão racista

Marco Feliciano, ingenuamente, coloca um estudo real, bíblico, em seu Twitter pessoal, é intencionalmente mal interpretado pela “patrulha ativista”, políticos e assessores, pagos para investigar todas as “falas” de qualquer um que se oponha às suas causas. Então, ele vira literalmente o “fato” que precisavam para fortalecer suas sandices. Logo, tendo o “Fato” é só manipular as falas, atribuí-las um juízo de valor, um preconceito, uma motivação, e pronto eis ai um vilão. E me pergunto como se pode por um tweet avaliar a motivação de um ser humano? E pior: tem pastor dando entrevista afirmando que a motivação do Feliciano foi racista. Oportunismo? 15 minutos de fama, estes ditos pastores, negam a história bíblica com medo do politicamente correto, porém a literatura não nega sua história, por saber que ela  faz parte da luta principalmente contra o racismo e preconceito e resignificação da raça negra.

Como amiga do pastor Feliciano, como profissional de psicologia conhecedora do comportamento humano, e das motivações humanas, fico perplexa com receio dessa histeria que formou em torno do caso Feliciano, e me questiono como as pessoas podem atribuir um juízo de valor motivacional a um simples comentário de 140 caracteres. No mínimo é uma escandalosa demonstração de preconceito por um homem que tem sim, personalidade forte e fala o que pensa mesmo quando esse pensamento não agrada a todos, ou seja, um homem que desafia a sociedade relativista e pode sim, gerar muitas interpretações oportunistas. Porém o que nos conforta é que a lei não é subjetiva, e sim trabalha com fatos reais, não inventados.

Minha preocupação é que esta história de racismo está indo longe demais, e é uma mentira, construída, inventada por opositores dispostos a destruir a imagem de qualquer pessoa que ameace seus objetivos, mesmo que isso signifique matar moralmente um ser humano e toda sua família, e pior incentivar o ódio, como vem acontecendo com as manifestações contra Marco Feliciano que nada tem de pacíficas.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, com certeza esse pastor é um entrave para os objetivos dos “embusteiros”, e a meu ver a questão passa pela via financeira também; o acusam de racista, induzindo ao erro para tentar desviar a atenção para emendas milionárias que podem conseguir aprovar através da Comissão de Direitos Humanos.

Em 2011, campanhas de apoio à prevenção e ao combate à homofobia tiveram R$ 302,8 milhões, aprovados pelo PT, na Comissão de Direitos Humanos. Fato este que me deixou preocupada, não pela verba destinada a campanhas contra o preconceito, mas porque no mesmo ano, questões como violência contra idosos e violência sexual contra crianças foram deixadas de lado, questão essas que como cidadã, militante há anos, contra a exploração sexual infantil, abuso e pedofilia, me senti indignada, pois se houvesse equilíbrio nesta comissão poderiam ao menos ter dividido essa verba.

Como cidadã já estou pedindo em ofício esclarecimentos à presidência da Comissão de Direitos Humanos. Minha questão é: como podem negligenciar a violência sexual contra crianças tendo a ciência da gravidade da violência infantil? A cada 8 minutos, uma criança é abusada e ou morta neste país.

Voltando ao caso do deputado Marco Feliciano, contesto como psicóloga e como pesquisadora e teóloga, e afirmo as referências que marco Feliciano citou são sim verdadeiras biblicamente falando, e foram apenas citações de estudos sem motivação racista. Em nenhum momento suas palavras mostraram preconceito, são apenas estudos conhecidos há dois mil anos e divulgados por pesquisadores em algumas linhas teológicas. O estudo citado por Feliciano é cantados em versos e prosas desde o século passado e por poetas negros em todo mundo e no Brasil.

Quero ainda citar mais uma vez o poeta abolicionista Castro Alves, que foi um jovem entusiasmado pelas grandes causas da liberdade e da justiça. A campanha contra a escravatura lhe inspirou Vozes d’África (1868) e O Navio Negreiro (1869).  Nele descreve com amor, paixão e fé a luta de um negro por liberdade e a dor da escravidão, clama a Deus, e fala claramente sobre a maldição bíblica sobre a África. Seria Castro Alves um racista, porque citava fatos bíblicos em seus poemas? Suas motivações eram conhecidas abolicionistas, mas era um branco que lutava pelos negros. Marco Feliciano é um pastor de matizes também africana, mãe negra, padrasto negro, que apenas citou o mesmo estudo e está sendo covardemente atacado não por ser racista, mas por colocar suas opiniões claramente contrárias ao casamento gay.

O fato de o deputado Feliciano ter suas posições não atrapalha em nada sua função de presidente da Comissão de Direitos Humanos. É tudo um jogo sórdido político, movido por uma ditadura que está sendo aos poucos desmascarada, pois estamos em um estado democrático de direito.

Porém creio que, a comissão será enfim usada para todos em igualdade, causas como pedofilia, abuso sexual, perseguição religiosa, doenças mentais, contaminação por chumbo, torcedores corintianos, brasileiros presos em outros países, deficiência física, índios etc. encontrarão juntamente com as causas já defendidas pela comissão, a sua voz.

Segue outro estudo sobre o Livro O navio negreiro a autora Bárbara Del Rio Araújo. Ela descreve e analisa cada parte e conteúdo do poema, e também cita uma maldição sobre o continente africano, mas sobre outra ótica, como veem estas histórias e ou mitos existem e fazem parte da história e cultura negra:

“Outros autores reconhecem a história bíblica descrita no poema de Castro Alves, mas dão a ela um aspecto místico diz o autor: ‘o aspecto mítico, especificamente é expresso quando o poeta povoa o imaginário lendário acerca da origem (quem são e de onde vem) dos negros que dançam e habitam o interior do navio’:

Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem é? Se a estrela se cala,
Se a vaga opressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa…
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!…

(ALVES, 1972, p.180)

A resposta da pergunta sobre a origem desse povo ‘quem são estes desgraçados…’, vem logo na estrofe seguinte, a qual articula junto à esfera mítica do continente africano, o mito cristão relatado no livro bíblico do Gênesis”

-Bárbara Del Rio Araújo.

Acesse outro estudo que descreve outra versão bíblica para a maldição do continente africano, intitulado “Mito e história encenados no ‘navio negreiro’”, clicando neste link.

Minha motivação em mostrar a verdade do caso Feliciano é acabar com o preconceito e a incitação de ódio que está se instalando no Brasil em torno de um pastor, por causa de uma mentira cruel, que visa apenas questão pessoal de políticos ativistas, oportunistas, estão usando os negros e um pastor como bode expiatório, sem se importar com as consequências sociais. E justamente neste momento histórico tão importante onde os negros conseguiram tanto espaço, onde a igualdade está sendo fortemente consolidada, esses oportunistas agem de má fé utilizando a dor de ambos os lados.

Abaixo o poema Vozes d’África, de Castro Alves, na integra:

Deus! ó Deus! Onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito…
Onde estás, Senhor Deus?…

Qual Prometeu Tu me amarraste um dia
Do deserto na rubra penedia
— Infinito: galé!…
Por abutre — me deste o sol candente,
E a terra de Suez — foi a corrente
Que me ligaste ao pé…

O cavalo estafado do Beduíno
Sob a vergasta tomba ressupino
E morre no areal.
Minha garupa sangra, a dor poreja,
Quando o chicote do simoun dardeja
O teu braço eternal.

Minhas irmãs são belas, são ditosas…
Dorme a Ásia nas sombras voluptuosas
Dos haréns do Sultão.
Ou no dorso dos brancos elefantes
Embala-se coberta de brilhantes
Nas plagas do Hindustão.

Por tenda tem os cimos do Himalaia…
Ganges amoroso beija a praia
Coberta de corais…
A brisa de Misora o céu inflama;
E ela dorme nos templos do Deus Brama,
— Pagodes colossais…

A Europa é sempre Europa, a gloriosa!…
A mulher deslumbrante e caprichosa,
Rainha e cortesã.
Artista — corta o mármor de Carrara;
Poetisa — tange os hinos de Ferrara,
No glorioso afã!…

Sempre a láurea lhe cabe no litígio…
Ora uma c’roa, ora o barrete frígio
Enflora-lhe a cerviz.
Universo após ela — doudo amante
Segue cativo o passo delirante
Da grande meretriz.

………………………………

Mas eu, Senhor!… Eu triste abandonada
Em meio das areias esgarrada,
Perdida marcho em vão!
Se choro… bebe o pranto a areia ardente;
talvez… p’ra que meu pranto, ó Deus clemente!
Não descubras no chão…

E nem tenho uma sombra de floresta…
Para cobrir-me nem um templo resta
No solo abrasador…
Quando subo às Pirâmides do Egito
Embalde aos quatro céus chorando grito:
“Abriga-me, Senhor!…”

Como o profeta em cinza a fronte envolve,
Velo a cabeça no areal que volve
O siroco feroz…
Quando eu passo no Saara amortalhada…
Ai! dizem: “Lá vai África embuçada
No seu branco albornoz… ”

Nem vêem que o deserto é meu sudário,
Que o silêncio campeia solitário
Por sobre o peito meu.
Lá no solo onde o cardo apenas medra
Boceja a Esfinge colossal de pedra
Fitando o morno céu.

De Tebas nas colunas derrocadas
As cegonhas espiam debruçadas
O horizonte sem fim …
Onde branqueia a caravana errante,
E o camelo monótono, arquejante
Que desce de Efraim

…………………………………

Não basta inda de dor, ó Deus terrível?!
É, pois, teu peito eterno, inexaurível
De vingança e rancor?…
E que é que fiz, Senhor? que torvo crime
Eu cometi jamais que assim me oprime
Teu gládio vingador?!

………………………………….

Foi depois do dilúvio… um viadante,
Negro, sombrio, pálido, arquejante,
Descia do Arará…
E eu disse ao peregrino fulminado:
“Cam! … serás meu esposo bem-amado…
— Serei tua Eloá. . . ”

Desde este dia o vento da desgraça
Por meus cabelos ululando passa
O anátema cruel.
As tribos erram do areal nas vagas,
E o nômade faminto corta as plagas
No rápido corcel.

Vi a ciência desertar do Egito…
Vi meu povo seguir — Judeu maldito —
Trilho de perdição.
Depois vi minha prole desgraçada
Pelas garras d’Europa — arrebatada —
Amestrado falcão! …

Cristo! embalde morreste sobre um monte
Teu sangue não lavou de minha fronte
A mancha original.
Ainda hoje são, por fado adverso,
Meus filhos — alimária do universo,
Eu — pasto universal…

Hoje em meu sangue a América se nutre
Condor que transformara-se em abutre,
Ave da escravidão,
Ela juntou-se às mais… irmã traidora
Qual de José os vis irmãos outrora
Venderam seu irmão.

Basta, Senhor! De teu potente braço
Role através dos astros e do espaço
Perdão p’ra os crimes meus!
Há dois mil anos eu soluço um grito…
escuta o brado meu lá no infinito,
Meu Deus! Senhor, meu Deus!!…

São Paulo, 11 de junho de 1868

39 COMENTÁRIOS

  1. Que o preconceito existe em nosso pais, e no mundo, é fato; mas atribuir a causa ou incentivo ao preconceito à frases pinçadas fora do contexto na internet ou em videos, é uma falta de bom senso.

  2. A interpretação dada ao trecho do Gênesis pelo pastor Marco Feliciano — e é só uma interpretação; uma entre diversas outras – tornou-se corrente no século XVIII para justificar a escravidão e é usada ainda hoje nos EUA para justificar a segregação e o racismo.

    Por exemplo, este trecho do livro Heroes of The Fiery Cross (esses heróis são a Ku-Klux-Klan):

    “The Book of Genesis, in its account of Shem, Ham, and Japheth, sons of Noah, teaches the supremacy of the white race. Ham saw the nakedness of his father, but made no effort to cover him, and a curse was pronounced upon him and his posterity. Noah awoke from his wine and said, “Cursed be Canaan [Ham]; a servant of servants shall he be unto his brethren.” “Blessed be the Lord of God of Shem; and Canaan shall be his servant.” “God shall enlarge Japheth [the white race], and he shall dwell in the tents of Shem; and Canaan shall be his servant” (Gen. 9:25-27). This edict was imposed by a wise and just God, and should not work a hardship on the black race. It cannot be otherwise than it should be for their good. Until the curse is lifted from the human race, the very best position that the sons of Ham could be placed in is that of servants (not slaves), thus establishing white supremacy as foretold more than four thousand years ago…”

    Ou confira este link: http://www.uwkkkk.com/separation.html

    Ou este diálogo do filme Mississipi em Chamas: “Hatred isn’t something you’re born with. It gets taught. At school, they said segregation what’s said in the Bible… Genesis 9, Verse 27. At 7 years of age, you get told it enough times, you believe it. You believe the hatred. You live it… you breathe it. You marry it.”

    Ignorar estes fatos não faz com que eles deixem de existir. E não há malabarismo retórico possível que os mude.

  3. E tem mais a fala, a retórica dele foi como pastor, e não como político,não pode ser descaracterizada?, E quem não fale besteiras , a Marta Suplicy falou há um tempo atrás desconsiderandpo o povo brasileiro quando mandou as pessoas, salvo engano “relacharem e gozarem” e e povo já esqueceu?

  4. Marisa Lobo é muito fraquinha em argumentos, olha o abismo de Castro Alves do ano 1896, para Marco Feliciano do ano de 2013…. Entre esse abismo há o que chamamos de mudança de mentalidade…. não se dá pra manter a mentalidade de 1896, séc XIX, em pleno 2013, no séc XXI.

    • Antigamente chamar deficiente mental de “mongolóide, retardado, imbecil. idiota” e físico de “aleijado, malacabado, infeliz, coitadinho” também não era preconceito. Usar Castro Alves como “prova” é ridículo.

  5. Concordo Marisa, embora discorde da interpretação dessa linha teológica, não nego o fato de que ele não fez nada de errado citando essa linha. Mas, o próprio Jesus só disse algumas verdades na hora certa, pois seus discípulos ainda não podiam suportar. Assim, deve-se tomar cuidado quando se fala publicamente de assuntos polêmicos envolvendo povos, raças, e orientação sexual. Ele, como pastor, está sentindo na pele isso, e espero que tome mais cuidado da próxima vez. As criancinhas tomam leite, algumas pessoas não estão prontas para tomar alimento sólido.

    Jesus só disse palavras duras para os que sabiam o que ele dizia (os fariseus, escribas etc.) e eram hipócritas, mas nunca disse uma palavra dura para uma adúltera, um ladrão, um cobrador de impostos currupto, leprosos, e nem mesmo para o romano que na ignorância o matava. Quando perguntado sobre o motivo da doença do cego, ele nada disse, preferiu curá-lo. Que ele tenha mais cuidado.

    Não precisa dizer publicamente para quem não conhece Jesus que homossexualismo é pecado. É a mesma coisa que julgar um cego por tropeçar, ou um surdo por não ouvir suas palavras. Devemos ensiná-los a enxergar e ouvir primeiro (conhecer Jesus), para depois julgar sua posição em relação ao que aprenderam.

    Acredito que Marco Feliciano não é uma boa pessoa para representar essa comissão, não pelo que ele disse, ou nada pessoal, mas porque as pessoas que são defendidas nessa comissão não ficarão à vontade com ele. Não sentirão nele alguém que compadece das suas causas. Assim como, se estisse uma Comissão dos Cristãos, você não se sentiria representada pelo Jean Willys, embora ele jurasse de pés juntos que sua opinião pessoal em relação aos cristãos não vai interferir na sua política.

    Claro que Marco Feliciano, e o próprio Jean Willys, foram alvos de manipulação política. Os dois são apenas peças usadas pelos verdadeiros jogadores. Quando foi anunciada a “provável” nomeação de Feliciano, os ânimos do outro lado já se alteraram, e começaram os protestos. Ele ficou sem saída. Se negasse o cargo, iria parecer que estava fugindo, sendo vencido por “Satanás”, pelos protestantes. Ele não teve escolha, foi lançado nessa fornalha. São os jogos de poder, onde Satanás dá as cartas. Nessa guerra (o sistema político), Deus deu à Besta o poder de vencer os santos. Jesus disse que o mundo jaz no maligno, disse para deixarmos os mortos enterrarem seus mortos. Isso é o começo da perseguição Marisa, é o que dá as ovelhas quererem brincar de lobos. Jesus não nos chamou pra essa guerra (melhorar esse sistema falido, esse mundo morto, esse prédio velho), não nos chamou para reformar Sodoma e Gomorra. É só o começo.

  6. Parabéns pelo texto!
    Infelizmente quem é contra Feliciano, seria contra qualquer um que se opusesse aos seus conceitos e quem é a favor também seria de qualquer um que pensasse como ele. Diz um provérbio “instrui o sábio e ele será mais sábio ainda” tenho certeza que muitos te odiarão por causa da bandeira que defendes, mas você não está sozinha, pense! por que será que matarão Jesus e os profetas principalmente João Batista? Não é fácil contradisser uma geração que não aprendeu ouvir o “não”, que não aprendeu a respeitar os direitos dos demais e que acreditam que sua “verdades” devem ser aceitas a qualquer custo, ainda que seja preciso o uso da agressão ou do mau caratismo. Simplesmente fecho esse comentário com uma frase dita por um grande líder dos direitos humanos Martin Luther King “o que me preocupa não é nem os gritos dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética… o que me preocupa é o silêncios dos bons”

  7. Primeiro que o pastor não é nenhum literário, e outra, jamais disse o que disse como uma história folclórica, mas como uma verdade absoluta. Simplesmente abomino esse tipo de defesa, completamente infundada. Porque não postam a declaração do pastor na integra para vermos se este fez em algum momento uma citação a um dos muitos folclores africanos, como algo literal e não como uma verdade absoluta. Polpem me. vOCES DEVEM ESTAR DE BRINCADEIRA!

  8. As pessoas só estão vendo aquilos que querem, e deixado de enxerga o que interessa, é muito julgamento pra poucas pessoas inteligente, sem coerência e pouco informação e dos que se acham alto suficiente inteligente pra querer denegri a imagem que o Pr: Marco Feliciano tem. Se fosse o Dp: Jean ninguém estava falando nada, todo mundo apoiaria e ainda aplaudiria ele com as suas ideologia pagã. Agora Fundamento Teológico são poucos que tem! Como disse Marisa Lobo: Não podemos APAGAR a história, por opinião pessoal… Estude mais… leia mais…

  9. Olha querem acabar com toda essa palhaçada, é só o congresso votar um plebiscito e pronto a nação dirá se é certo ou não o que diz essa PL 122.
    Quanto aos negros eles estão pouco se lixando pra toda essa conversa, sou filho de negro, neto de negro e sobrinho de negro e não vejo nenhum dos meus familiares atras desta besteira, eles estão sim atras de pagar as suas contas, vamos parar com essa ladainha e outra os ativistas não estão nem ai para os negros, tudo isso é golpe para que a população veja e critique.

    • Que tal um plebiscito para decidir sobre o direito à vida de evangéicos?

      Claro que não. Não se decide sobre direitos fundamentais com plebiscitos. Mesmo que a maioria quiser que X grupo seja exterminado, isso não é permitido numa democracia. Democracia NÃO é ditadura da maioria. Engula isso.

    • Se você acha que democracia é ditadura da maioria e que direitos fundamentais se resolvem com plebiscitos, se engana. Mesmo que a maioria quisesse que grupo X fosse exterminado, isso não seria permitido. Existem direitos fundamentais e cláusulas pétreas que não estão sujeitos a voto, até para a própria manutenção da democracia.

  10. Falou tudo Marisa. Só analfabetos, gays, petistas e fascistas do PSOL não querem entender nada pq a ideologia maldita deles cega mesmo ! Parabéns….foi um tapa na cara destes covardes e intolerantes !

  11. Minha querida, incluir Castro Alves nessa sua defesa sem sentido a favor do MF eh uma piada de 1 de abril. Ele nao assume o que ele fala. Ele tenta justificar o injustificável. Se ele acha que. Negro nao eh almadicoado por que eh que ele escreveu e sustentou o que escreveu em um culto? Eu cresci escutado esse discurso racista. Nao eh culpa dele nao. Ele eh apenas um papagaio que nao estuda e repete o que os outros falam. O problema do evangélico eh que nao estuda, nao lê, nao rebate o que esses pastores Ignorantes vomitam em púlpito. Eh triste que em 2013 ter que escutar um pastor e um deputado federal que esta lá no congresso ganhando as minhas custas, dizer que eu sou inferior.

    • Todo povo evangélico é alimentado com vômito dos pastores.

      Vide a quantidade bizarra de pregações anti-bíblias existentes nas igrejas evangélicas, que incluem:

      – Manifestações espirituais similares aos dos terreiros de umbanda, só que renomeados para “mover do Espírito”.
      – Compra e venda das bençãos de Deus.
      – Leilões das bençãos de Deus.
      – Compra e venda de amuletos.
      – Substituição de Jesus Cristo, Deus e tudo o que é sagrado pela figura do fundador da seita religiosa que se segue.

      Quem questiona os pastores, mesmo estando certo, é “rebelde”, é do “diabo”.

      Marco Feliciano é racista e homofóbico, ele mesmo faz questão de deixar isto bem claro nas pregações que ministra.

  12. O que podemos notar,é que as pessoas estão mostrando uma descontextualização do que é a Bíblia,”não podemos pegar à parte,sem antes passar por um todo”.Eu não posso pegar pra minha vida,àquilo que foi direcionado para vida de Sansão,posso até deixar meu cabelo crescer,mas,o símbolo de força no cabelo foi para Sansão!Não adianta eu querer morrer como Jesus Cristo,se O UNIGÊNITO FILHO de DEUS É só Cristo,o meu sacrifício seria nulo,diria que além de blasfemo,seria arrogante e de péssimo caráter.”Púlpito de igreja é uma coisa,Tribuna de parlamento é outra coisa”,parafraseando:Uma coisa é uma coisa.Outra coisa é outra coisa.Teologia traz opiniões,Deus está infinitamente acima das opiniões,ou então Hitler,Mussolini,Nero,Ciro,Bonaparte,etc.seriam exemplos de pessoas a serem seguidos,no entanto,o mundo ficou bem melhor sem eles.

  13. Muito Bom.. tem uma ótima fundamentação, na verdade as pessoas de hoje são “maria vai com as outras”, muitos dizem que ele é racista e nem sabem a origem dessa “notícia”, na verdade nem sabe o que é racismo… Parabéns pelo texto!

  14. queria muito ver esse povo q gosta tanto de citar a biblia viver no dia a dia as sandices do velho testamento !!!!…em tempo…DEIXEM O POETA DESCANSAR EM PAZ.Alem de feliciano citar ” a maldição”…de uma forma poética,claro ele foi absolutamente respeitoso com os povos africanos q por causa dessa “maldição” sofrem tantas misérias,como fome,pestes,guerras e,é claro a AIDS…tudo catigo divino,advindo da Maldiçâo…e tb não sou legal,escrevo em caixa alta…se me der vontade.

  15. TANTOS O FELICIANO COMO JEAN W.E A MAIOR PARTE DOS POLITICOS QUE LÁ ESTÃO SÃO ILUMINATTIS(MAÇONICOS)DISFARÇADOS DA MAIS VARIADA MATIZ E QUE AO INVÉS DE DIZER AS VERDADES OCULTAS A MUITOS SÉCULOS PREFEREM FAZER ALARDE DE SI MESMOS E DESVIANDO O POVO DA VERDADE DE YAHUSHUA(JESUS)FILHO DO CRIADOR(E NÃO DEUS,QUE É ZEUS)!!!!VOCÊS DARÃO CONTAS DESSA MASSA ENORME DE SERES HUMANOS ENGANADOS E CONDENADOS A UM INFERNO ETERNO!!!!RAÇA DE VÍBORAS!!!!

  16. […] Informalmente, o deputado já argumentou a respeito da maldição usando como ilustração um poema de Castro Alves, que era abolicionista e cita a maldição bíblica em sua obra. Recentemente, a psicóloga Marisa Lobo publicou um artigo em sua coluna no Gospel+ falando sobre o poema Vozes d’África. Leia aqui. […]

  17. […] Informalmente, o deputado já argumentou a respeito da maldição usando como ilustração um poema de Castro Alves, que era abolicionista e cita a maldição bíblica em sua obra. Recentemente, a psicóloga Marisa Lobo publicou um artigo em sua coluna no Gospel+ falando sobre o poema Vozes d’África. Leia aqui. […]

  18. […] Informalmente, o deputado já argumentou a respeito da maldição usando como ilustração um poema de Castro Alves, que era abolicionista e cita a maldição bíblica em sua obra. Recentemente, a psicóloga Marisa Lobo publicou um artigo em sua coluna no Gospel+ falando sobre o poema Vozes d’África. Leia aqui. […]

  19. Parabens à psicóloga Marisa Lobo, muito inteligente, coerente e demonstra o saber naquilo que discorre. Por outro lado lamento como temos tantos cristãos ímpios que para isso nem precisamos de ter inimigos já bastam os ímpios que se dizem cristãos.

  20. […] Informalmente, o deputado já argumentou a respeito da maldição usando como ilustração um poema de Castro Alves, que era abolicionista e cita a maldição bíblica em sua obra. Recentemente, a psicóloga Marisa Lobo publicou um artigo em sua coluna no Gospel+ falando sobre o poema Vozes d’África. Leia aqui. […]

  21. Acho que nesse país, têm hora para sermos sinceros. Nosso povo, está acostumado a ser manipulado por agentes públicos, que só visam interesses próprios. Foi assim, quando foi deposto o ex-Presidente Collor. Acredito que este movimento ativista, na verdade, não são solidários aos negros ou as demais minorias; Eles querem é um líder com maior representatividade que o Jean Willys. Não se surpreendam, quando um deles se candidatar a deputado pelo PSC. Para finalizar, não sou homofóbico, só estou vendo uma realidade próxima.

  22. A Aliança Evangélica vem a público para repudiar o uso inadequado das Escrituras Sagradas, a Bíblia, juntamente com as interpretações e afirmações daí decorrentes, especificamente as feitas quanto a supostas maldições existentes sobre africanos e negros.

    Afirmações desta natureza são fruto de leitura mal feita de parágrafos bíblicos, tomados fora do seu contexto literário e teológico, que acabam por colaborar com os interesses de justificar pensamentos e práticas abusivas, contrárias ao espírito da Palavra de Deus, cujo foco está na Justiça, na Libertação e na promoção da Vida e Dignidade Humana.

    O texto em questão, que tem servido de pretexto para declarações insustentáveis, tanto em púlpitos, redes sociais, na tribuna do Parlamento e até protocoladas junto à Justiça Federal, sob o manto da imunidade parlamentar, versa sobre o significado da passagem bíblica encontrada no Livro de Gênesis capítulo 9, versos 20 a 27.

    Nessa passagem Noé, embriagado, despe-se e assim é surpreendido por seu filho Cam que, ao invés de manter a discrição e o respeito devidos ao pai, o anuncia aos seus irmãos; estes se recusam a ver o pai nesse estado e, sem olhar para ele, cobrem-no com uma manta. Desperto Noé, ao saber da postura de seu filho Cam, amaldiçoa seu neto Canaã, filho de Cam, destinando-lhe a servidão.

    O equívoco em questão dá a entender que a maldição proferida pelo patriarca bíblico contra Canaã, seu neto e filho de Cam, atinge os seres humanos de tez negra que habitaram, originariamente, o continente africano, o que explicaria os vários infortúnios em sua história passada e presente, culminando no longo período em que foram feitos escravos no Ocidente; e que o ato de Cam em ver a nudez de seu pai, mais do que um desrespeito, indica um ato de violação sexual por parte de Cam.

    Queremos salientar enfática e categoricamente:

    Primeiro, Cam teve outros filhos: Cuxe, Mizraim e Pute, e somente Canaã foi amaldiçoado.

    Segundo, embora o comportamento inadequado descrito no texto bíblico tenha sido o de Cam, filho de Noé, o objeto específico da maldição foi Canaã, o neto de Noé. [Segundo Orígines, um dos pais da Igreja, do sec. III, Canaã foi quem avisou seu pai sobre a situação do seu avô, publicando o que deveria ter mantido sob reserva]. Amaldiçoar, no senso bíblico, não determina a história, mas descreve a consequência da quebra dum princípio estabelecido pelo ato desrespeitoso; portanto, significa a percepção de efeitos e desdobramentos de um comportamento específico. Ou seja, a postura de Cam e de seu filho Canaã estabelece um padrão comportamental que resultaria numa situação de inversão paradoxal, onde alguns dentre os descendentes de Canaã se tornariam dominados e serviçais dos seus irmãos.

    Terceiro, Canaã, neto de Noé, foi habitar e estabeleceu-se na região a oeste do rio Jordão, até a costa do Mediterrâneo (sudoeste da Mesopotâmia), onde os descendentes de Canaã desenvolveram práticas absurdas, inclusive o sacrifício de crianças, e não no continente africano!

    Quarto, é de entendimento entre os teólogos especialistas no Velho Testamento que a maldição profética de Noé sobre Canaã foi cumprida quando da conquista da região povoada pelos descendentes de Canaã, os cananeus, por parte dos filhos de Jacó, sob o comando de Josué há mais de três milênios.

    Quinto, a maldição proferida sobre Canaã pelo seu avô Noé significou uma percepção e discernimento sobre uma tendência comportamental de um grupo humano, antevendo o resultado de uma corrupção cultural e civilizatória específica e localizada, e em consequente servidão, e de modo nenhum faz referência à cor da sua pele.

    Sexto, não há nada, absolutamente nada, nem neste texto bíblico em foco nem na Escritura como um todo, que indique qualquer maldição sobre negros e africanos, e muito menos algo que justifique a escravidão.

    Sétimo, o texto bíblico precisa ser lido em seu contexto imediato e considerado à luz da totalidade da Escritura, como saudáveis práticas de interpretação bíblica nos ensinam. De acordo com o próprio capítulo 9 de Gênesis, verso 1 e seguintes, é indicado que o desejo de Deus e sua promessa visam abençoar, dar vida, alimento e todo o necessário para o desenvolvimento de todos os descendentes de Noé, seus filhos e de toda a família humana. A declaração divina de abençoar a Noé e seus descendentes é firme e abrangente, e não pode ser contestada ou reduzida pela declaração relativa e descritiva de Noé a respeito de seu neto.

    Oitavo, Deus reafirma o desejo de abençoar a toda a humanidade, a todas as famílias da terra, raças e etnias no episódio descrito na sequência da narrativa bíblica, quando da vocação de Abrão (Genesis 12), intenção que tem seu ápice e culminância na pessoa, vida e ministério de Jesus e continuado em curso na Igreja. Em Cristo, toda maldição é destruída e uma Nova Criação é estabelecida, sendo chamados a participar deste novo concerto todas as nações, etnias, raças, povos e famílias de todas as terras e da Terra toda, sendo revogadas assim todas as maldições e oferecida salvação a todas as pessoas.

    Nono, a alegada violação sexual de Cam a Noé não é sustentada pelo texto. A citação do texto da lei de Moisés que chama a violação de descobrir a nudez não dá suporte a tal alegação, uma vez que os verbos usados são diferentes na raiz e no significado: no primeiro caso, trata-se de observação a distância; e, no segundo caso, trata-se de ato deliberado contra outrem.

    Décimo, toda vez, na história, que esse texto foi aventado a partir dessa hipótese vulgar, tratou-se de ato de má fé a serviço de interesses escusos, seja quando usado para justificar a escravidão de ameríndios no Brasil colonial, seja quando usado para justificar a escravidão dos africanos de tez negra, seja quando utilizado para a elaboração de sistemas legais de segregação social como o que ocorreu nos Estados Unidos, seja quando usado para justificar a política nefasta e mundialmente condenada do apartheid.

    Tal leitura equivocada da Escritura corre o risco de ser vista como suspeita de esconder outros interesses de natureza política, econômica e de dominação social e religiosa. Não há nenhum apoio bíblico para defender qualquer maldição sobre negros ou africanos, que fazem parte, igualmente e em conjunto, da única família humana.

    Lamentamos o equívoco provocado por tal vulgarização do texto bíblico, bem como a banalização quanto ao conteúdo de nossa fé, assim como repudiamos qualquer tentativa, intencional ou não, de uso inadequado do texto para quaisquer fins que não o de promover a vida, a libertação e a justiça, como a própria Escritura expressa muito bem.

  23. Não é fora do contexto, leia essa entrevista que Marco Feliciano deu: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/deputado-maldicao-africana-tambem-chegou-ao-brasil

    Depois leve essa entrevista para 100 instituições que lutam em pró do negro e perguntem se ele representa alguns deles… Se algum movimento social contra a discriminação do negro no Brasil disser que apoia o que ele pensa, eu serei seu maior defensor. É só isso! Nada mais!

    Alias o que você acha? Que ele foi novamente mal interpretado?

    #ForaFeliciano

  24. Excelente publicação Marisa, por ouvir muitos “boatos” e polêmicas causadas em torno do Feliciano, eu ficava sem entender sobre a suposta posição racista. Porém vejo que mais uma vez, é a tendenciosidade da mídia e a falta de esclarecimento do povo.

    Marco Feliciano, Deus abençõe a sua vida e continue te dando a direção e sabedoria para defender aquilo que crê, com toda liberdade. Em nome de Jesus.

  25. O problema consiste em tomar relatos bíbicos como verdades históricas, em substituir o conhecimento pela crença. Quando a pessoa começa a usar as crenças (quaisquer que sejam elas) para embasar sua visão de mundo uma distorção certamente ocorrerá. Por definição crença é a confiança naquilo que não se conhece direito, ou naquilo que não se pode provar. Não faz sentido dizer que se acredita no teorema de Pitágoras, por ex. Toda e qualquer deformação da informação encontrada na mitologia e tradição religiosa, se não tomada criticamente, deformará pensamento de quem nela acredita.

    O problema é acreditar. Conhecimento, ciência, pesquisa, cultura e indagação são as “curas” para esta doença.

  26. Como é um racista um homem que aprovou medida de cotas para negros em serviços públicos enquanto esteve na presidência da CDHM? Se ele mesmo é um afrodescendente? Se alguém ainda defende essa ideia estapafúrdia, me explique então essa “lógica de racismo ultra-avançadíssima recém descoberta”! kkkkkkkkkkkkkkkk

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