ATENÇÃO: MPL decide pelo fim dos protestos. Motivo: “pautas conservadoras”

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O Movimento Passe Livre (MPL), que iniciou a mobilização contra o aumento das tarifas de ônibus que culminou com as manifestações realizadas em todo o país, anunciou que não vai mais convocar protestos, conforme noticia o O Globo.

Segundo o jornal, durante a passeata desta quinta-feira (20), o MPL abandonou o ato quando o mesmo se transformou em uma manifestação contra partidos políticos. Em entrevista à CBN, um dos representantes do grupo, Douglas Beloni, afirmou que pautas conservadoras estavam ganhando espaço, o que foi desaprovado pelo movimento.

— O movimento não deve mais convocar manifestações, levando em conta algumas pautas conservadoras que foram levantadas. Por exemplo, algumas pessoas pediam a redução da maioridade penal — explicou ele à CBN.

Em relação à reação dos manifestantes em não aceitarem bandeiras de partidos nos eventos, Douglas disse que “houve uma hostilidade a outros partidos que estavam desde o início compondo luta contra o aumento”, conforme noticia o jornal O Globo On Line.

COMENTÁRIO:

Aqueles que pensaram que o movimento era apartidário, enganaram-se.

Como bem disse um dos representantes, havia partidos políticos que estavam com eles desde o início das reivindicações.

A partir do momento que a sociedade começou a acordar e exigir pautas que possivelmente colidem frontalmente com as ideologias dos integrantes do movimento, para surpresa de todos, eles decidem não mais continuar com as manifestações.

Que pautas são estas, classificadas como “conservadoras”, pelo integrante do MPL?

Bem, ele citou que tinha gente pedindo para reduzir a maioridade penal (mandar para a cadeia os “menores” de hoje, que cometem crimes como adultos).

Quem é contra a redução da maioridade penal no Brasil? São justamente aqueles que compõem grupos da esquerda radical.

Temas diversos começaram a ser levantados nas manifestações. Isto poderia implicar num levante da sociedade justamente contra tudo o que as esquerdas tem tentado incansavelmente implantar no Brasil, há décadas: legalização do aborto, legalização das drogas, legalização da prostituição, adoção de crianças por duplas homoeróticas et cetera.

Alguns dos líderes falam em combate à corrupção, mas não enfatizam diretamente como defendem isto. Discursos genéricos. Imagine, por exemplo,  se alguns do povo começarem a pedir ao STF o julgamento imediato dos condenados pelo “mensalão”…

Ressalta-se que tem gente das esquerdas na lista. E aí, como ficaria a situação?

Se o objetivo de alguns era causar um caos social premeditado, sob o manto dos “vinte centavos”, e depois apresentar um “salvador da pátria”, de extrema esquerda, para dar solução à situação, possivelmente não foram bem sucedidos.

Estejamos em alerta e monitoremos toda essa situação.

A manifestação ordeira, honesta, democrática e pacífica da sociedade é legítima, mas precisa-se estar em ALERTA para não virar refém dos interesses de meia dúzia.

Espero que o movimento, caso continue, seja pacífico, ordeiro e despojado dos teores esquerdopatas.

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Paulo Teixeira é carioca, cristão evangélico da igreja Assembleia de Deus e atua na internet como blogueiro e articulista, desde 2007, focando assuntos sociais, políticos e religiosos, analisando-os sob a ótica cristã. Licenciado em matemática pela Universidade Castelo Branco (UCB/RJ) e graduando em história pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Perfil no Twitter: @PauloTeixeiraRJ

26 COMENTÁRIOS

  1. Paulo para de falar besteira. Pois tu tá falando apenas do MPL que é de São Paulo. Não li matéria alguma com o conteúdo que você informa, onde saiu o que tu falas no teu blog (como blogueiro dê o local da informação para a gente ler). Quando escrever o que tu achas, seja um blogueiro cristão e pelo menos diga que é tua opinião já que duvido que o pessoal do MPL tenha dito quais são as posições (no plural) conservadoras que são contrários, em vez de tu ficar julgando sem saber. Outra coisa a maior manifestação até agora foi no Rio de Janeiro e tanto no Rio quanto no resto do país o MPL não tem nada a ver. E para tu que és um blogueiro fajuto devia saber que quase TODAS as manifestações foram feitas pelas redes sociais e não por um movimento. Para de escrever besteiras……

  2. Concordo que temos que tomar partido, Paulo. Mas aproveito pra pedir sua
    opinião: vc é a favor da redução da maioridade penal???? Em meio ao caos
    penitenciários que vivemos???

  3. Eu fico besta com os comentarios que eu estou lendo,o que os MPL ia ganhar com isso?Só porque eles não vão mais fazer passeatas agora eles são corruptos?Até quando vai ter que ficar fazendo passeatas?Eles fizeram a parte deles agora é a hora do povo fazer a sua,que é colocar pra fora da politica os corruptos.Agora só porque eles não se posicionaram a favor ou contra algumas pautas que a sociedade esta atenta tudo que eles fizeram vai ser jogado fora,o foco principal é lutar contra corrupção,melhorias na saúde e transporte,educação e segurança.agora se eles começarem a se posicionar contra aborto,casamento gay vai haver uma verdadeira bagunça pois tem muitos que são a favor, e o mesmo vai acontecer se eles se posicianarem a favor pois os que são a favor dos gays vão criticar,então para não causar polemicas eles não querem dar opnioes.

    • A história do povo brasileiro mostra claramente que o povo não tem iniciativa própria. Precisa de líderes. Como os líderes das manifestações vão “sair fora”, pelos motivos explicitados, o movimento democrático e ordeiro, em tese, tenderia a minguar.

      Particularmente, espero que não.

  4. Meu amigo, só quem tem olhos vendados ñ conseguiu enxergar o verdadeiro motivo do MPL sair disso.
    A princípio, esse movimento começou devido ao aumento de 0,20 centavos nas passagens do paulistano, iniciado pelo MPL. Blz. Depois, espalhou-se pelo país inteiro e, na onda, vieram diversos assuntos q a população já estava de saco cheio, entalados na garganta: Segurança, saúde, Copa, mensalão, corrupção, educação e etc, colocando nas ruas pessoas q ñ tinham NADA A VER com MPL, sendo encabeçadas “por todos e por ninguém”. Qdo foi atendido o pedido inicial do MPL (revogação do aumento), a causa p/ eles já estava resolvida e ñ tinha mais um pq de eles estarem nas ruas. Foi isso q o representante deles falou no Jornal Hoje, de hoje. E até entendo a posição do MPL, pois ñ seriam bestas de serem responsabilizados pela Z… q virou o país depois disso. Tiraram o time de campo; agora se continuar com a zorra q tá aí, a responsabilidade ñ será deles. O q está acontecendo agora é um movimento com diversas causas, mas sem objetivo algum, q p/ serem estancados leva muito tempo, coisa q os revolucionários ainda ñ compreenderam, e até eles compreenderem continuarão nas ruas fazendo passeata pacífica e destruindo o próprio patrimônio.

    • IRRAIMUNDO,

      Do que saiu na imprensa, essa mobilização contra o aumento começou em Natal com o prefeito que saiu e com o atual que repetiu o aumento.

      Quanto a políticos, que esse nas eleições, ou seja, em tempo próprio, venham e se façam ouvir, mas desde que apresente candidatos de vergonha e qualidade, pois a tendência sempre foi nos enfiar garganta abaixo como candidatos figurinhas que não possuem estatura pra cuidar do galinheiro, imagine do poder constituído.

      C

      • Onde começou pouco importa no momento, e, o povo reclama tanto q ñ têm candidato decente, mas NINGUÉM se candidata. A candidatura é livre meu irmão, é só se filiar a um partido, mostrar as propostas e arrebatar o máximo de pessoas possíveis…

        • Equivoca-se, pois nunca foi livre a filiação, muito menos ainda a candidatura.

          Depende da convenção indicá-lo como candidato do partido, pois segue orientação passo a passo dos proprietários/coronéis.

          Tente se candidatar no PT, por exemplo, e verá indiscutível dificuldade, pois haverão averiguar a vida pregressa do interessado, o dna.

          Você sabia que são os partidos que determinam o tempo de cada candidato no horário eleitoral?

          Por ser assim, poderá, pois, um candidato a vereador nunca se pronunciar no horário eleitoral gratuito, já outros sem que tenha o mesmo valor, várias vezes.

          • Bem, pela constituição, é livre a candidatura, mas é claro q segue alguns mandos e desmandos do partido onde se filia. Por isso devemos saber em qual partido estamos nos filiando. Pelo menos como vereador, creio q ñ há problemas. A vida política é como um emprego, deve-se crescer aos poucos…

    • IRRAIMUNDO,

      Do que saiu na imprensa, essa mobilização contra o aumento começou em Natal com o prefeito que saiu e com o atual que repetiu o aumento.

      Quanto a políticos, que esse nas eleições, ou seja, em tempo próprio, venham e se façam ouvir, mas desde que apresente candidatos de vergonha e qualidade, pois a tendência sempre foi nos enfiar garganta abaixo como candidatos figurinhas que não possuem estatura pra cuidar do galinheiro, imagine do poder constituído.

      Com relação as pretensões de cada um, que se façam ouvir usando as armas legais e permitidas, seja contra a corrupção, a segurança, drogas…

    • IRRAIMUNDO,

      Do que saiu na imprensa, essa mobilização contra o aumento das passagens começou em Natal com o prefeito que saiu e com o atual que repetiu o mesmo percentual.

      Quanto a partidos, que nas eleições, ou seja, em tempo próprio, venham e se façam ouvir, mas desde que apresentem candidatos de vergonha e qualidade, pois a tendência sempre foi nos enfiar garganta abaixo candidatos que não possuem estatura moral/intelectual pra cuidar do próprio galinheiro, imagine dar conta do poder constituído de um país.

      Com relação as pretensões de cada um e suas demandas, que se façam ouvir usando as armas legais e permitidas contra a corrupção, insegurança, drogas…

    • IRRAIMUNDO,

      Do que saiu na imprensa, essa mobilização contra o aumento das passagens começou em Natal com o prefeito que saiu e com o atual que repetiu o mesmo percentual.

      Quanto a partidos, que nas eleições, ou seja, em tempo próprio, venham e se façam ouvir, mas desde que apresentem candidatos de vergonha e qualidade, pois a tendência sempre foi nos enfiar garganta abaixo candidatos que não possuem estatura moral/intelectual pra cuidar do próprio galinheiro, imagine dar conta do poder constituído de um país.

      Com relação as pretensões de cada um e suas demandas, que se façam ouvir usando as armas legais e permitidas contra a corrupção, insegurança, drogas…

      Cadê o que escrevi?

  5. Gente preste atenção, o MPL já deu o seu recado, os aumentos foram revogados e eles estão corretos em sair, seus pontos de vistas já foram aceitos pelas autoridades, tem mais, o pronunciamento da Presidente da República foi muito bem ouvido e entendido por todos. Foi muito bom o Movimento do Passe Livre, foi por causa dele que outras questões, como saúde e educação nós fomos também às ruas. Agora acabou, o recado foi dado, para todo o Brasil e nós brasileiros sabemos disso. A imprensa em muito apoiou. Deixa a Copa rolar e vamos assistir essa
    grande festa que iremos ter em nosso país. Fomos escolhidos para sediar a Copa do Mundo, portanto vamos segurar esse bastão e ir até o fim. Somos ou não somos brasileiros, se recebemos essa missão, vamos até o fim, se for o contrário, não gostamos de futebol e por isso temos que dizer : Viva a Copa, Viva os políticos honestos que temos e Viva o Brasil.

  6. Correto devemos nos posicionar como cristãos pelos valores biblicos(inegociaveis), mas tambem devemos nos posicionar nas questões politicas por que isso é cidadania. So a esquerda defende a pauta dos questões citadas acima? A mulher do candidato a presidencia da republica em 2010 Sr. Monica Serra confessou a alunas da graduação onde ela era profesora que ja fez varios abortos.Será que seu marido mandaria prende-la? E qual e mesmo o partido dele? A o PSDB é realmente um partido de esquerda. Devemos parar de demagogia a a classe politica não tem principios e valores morais como um todo so fazem o que angaria votos tanto direita quanto esquerdopatas, a diferenção está no governo de direita ( para as eleites entregando nossas riquezas ao capital estrangeiro) e a esquerda ( que distribuiu renda, tirou grande parte da população da linha da pobresa, e elevou o Brasil a um outro patamar nas relações intenacionais sendo respeitado até pelas principais potencias economicas mundias.
    Ps: Sou casado pai de um filho cristão com a graça de DEUS defençor da familia tradicional contra legalização de drogas e prostituição. E nenhum partido de direita se posiciona dessa forma perante a opinião publica, nem a Sr Marina silva que se diz evangelica defende as bandeiras do cristianismo e defende plebiscito nacional para tais temas. Uma grande prova de que tanto direita como esquerda não tem os principios que nos temos, a grande questão é quem nos seus tempos de governo fez mais pelo povo e isso inegavelmente os ESQUERDOPATAS ganham de lavada…

  7. O objetivo real do MPL nunca foi lutar contra um aumento de R$0,20 centavos, só um tolo pode acreditar nessa lorota. Eles exigiam “passe livre”, isto é, aumento da carga tributária, que já é de cerca de 40% de tudo o que o país produz (fora o pesadíssimo imposto inflacionário e o custo da burocracia). Aumento da carga tributária só pode resultar em aumento real dos preços dos produtos e serviços em relação ao salário. Em outras palavras, o “passe livre” significa produtos mais caros. O sujeito “anda de graça” de ônibus, mas é tão tolo que não percebe que na verdade ele paga por essa passagem no preço do pãozinho, da couve, da gasolina, da casa, do armário da poltrona, da batedeira. Alguma coisa (ou muitas coisas) tem de aumentar seu preço para que a passagem de ônibus seja “grátis”. Ou pode ser cobrado no imposto de renda, que diminui o salário real das pessoas.

    Nos temos uma carga tributária alta, que se soma ao imposto inflacionário, ao custo corrupção, ao custo da falta de preparo da mão de obra e ao custo enorme da obrigação das empresas de manter uma um grande número de funcionários cuidando da parte burocrática (por que o governo e os legisladores brasileiros são fãs ardorosos da burocracia). Resultado? O brasileiro paga comparativamente muito caro pelos produtos e serviços, e por isso ele é pobre. Eventualmente, se os impostos continuarem a se tornar mais pesados, a economia vai para o buraco de uma vez.

    O desgoverno brasileiro tem buscado por anos adiar esse problema de uma economia fraca, através da “expansão monetária” (criação de moeda fiduciária, nos empréstimos “baratinhos”). Juros baratos por outros motivos são uma coisa boa, mas “baixa-los” pela criação de uma enorme quantidade de moeda fiduciária é receita para o desastre. O resultado à médio prazo só pode ser a criação de “bolhas” especulativas (o que aconteceu nos EUA e Europa) ou inflação de preços (ou pior ainda, as duas coisas). Além disso, a inflação monetária causa distorções temporárias dos preços, que induzem os empresários e governos a fazerem investimentos que parecem bons e produtivos, mas depois de anos revelam-se ruinosos (desviando dinheiro dos investimentos realmente bons e produtivos). Tudo isso gera destruição da riqueza da sociedade,

    Lula e Dilma tinham perfeita noção da rota que estavam tomando, mas devem ter pensado “a longo prazo, estaremos todos mortos”. Pois bem, o longo prazo chegou, com sua cara feia de inflação e estagnação econômica. Creio que o partido no poder seguirá o mesmo caminho do governo argentino, com soluções fáceis, populistas e falsas, que depois só geram mais problemas econômicos. O povo tem o que pediu.

    • Com certeza ñ entendo tanto de economia qto vc, mas o motivo de eles estarem nas ruas protestando foi bastante claro sobre o Passe Livre e TAMBÉM do aumento dos 0,20 centavos. Um desejo foi atendido e o outro, segundo as suas palavras, deixado de lado p/ ñ entrar em colisão com o “desejo da nação”. Ponto p/ o MPL.

  8. Também o MPL nunca foi “apartidário”. Seus líderes são do PT, do PSOL do PSTU e outros. O objetivo era criar problemas para os adversários do PT e dar os governantes petistas a oportunidade de exercer seu “bom-mocismo”, e elevar militantes do PT e de pequenos partidos stalinistas a “representantes legítimos das aspirações do povo.”. Tudo isso com a ajuda da imprensa amestrada brasileira. Ocorre que o fogo, que era para queimar só os adversários, saiu de controle, e começou a queimar aliados. Agora, a fase de controle de danos…

    Mas no geral, a armação foi vantajosa para aqueles que a montaram. Caminhamos para que Lula seja o novo Chaves, e logo aqueles que ousarem discordar serão perseguidos judicialmente. O objetivo sempre foi o poder absoluto.

  9. Houve quem levantasse a tese de que o movimento, com a saída dos seus líderes da extrema-esquerda, perderá toda sua força, embora o povo brasileiro seja conservador. Como certeza, SIM. Não existe tal coisa como “movimento espontâneo de massa”. Sempre há líderes, e se não houverem, algum líder se imporá, podendo inclusive ter pensamentos e objetivos totalmente contrários à da maioria do povo, e ainda assim o controlar com inteligência.

    A política sempre será controlada por profissionais, ainda que oficialmente esses profissionais da política sejam “trabalhadores” ou “estudantes”.

    Mas não há militância conservadora ou liberal no Brasil, sendo quase todo seu povo conservador? Não, a pouquíssima que há é incipiente. A imensa maioria dos universitários e jornalistas é composta de militantes de esquerda, que consideram o cristianismo e judaísmo como as raízes de todos os males, e lutam para silenciar quem não pensa como eles. Conservadores caíram na espiral de silêncio. Virtualmente ninguém na academia sequer conhece os principais autores conservadores. As notícias e a história são estudadas agora exclusivamente sob a ótica esquerdista, e é permitido aos esquerdistas mentirem sempre, sobre qualquer coisa que eles queiram, e a imensa maioria dos jornalistas nunca os contradita.

  10. A Bíblia posiciona-se claramente sobre qual a forma mais adequada de organização social. A Lei de Moisés, embora não seja aplicável diretamente a outros tempos e outros povos, é também Ensino (Torah) sobre princípios.

    Sobre a organização social, a Torah posiciona-se claramente contra a Monarquia (que significa centralização, burocracia, impostos, intromissão do governo nas vidas privadas e convicções pessoais, engenharia social, dirigismo cultural e econômico). O governo local dos anciãos, proposto por Moisés representa o princípio da subsidiaridade levado às suas últimas conseqüências. Não há funcionários públicos, Os ancião (as pessoas mais respeitáveis) dirigem a cidade, sem se intrometer nas vidas particulares, nem criar leis tiradas da cartola. Sua função consiste apenas em julgar casos judiciários graves e organizar a defesa. As muralhas e o as instalações urbanas são mantidos pelas “famílias” (clãs, na verdade, por comum acordo, e não por impostos). Os anciãos não são políticos, são apenas pessoas que se revelaram sábias ao arbitrarem questões judiciais menores entre particulares. Cada um deles, isoladamente, é um tribunal privado, um árbitro, escolhido pelas partes por ser considerado sábio. São lideranças absolutamente naturais. Reunidos, formam um tribunal para julgar casos importantes, ou um conselho para decidir como se defender em caso de guerra.

    continuo…

  11. Desde o início sempre soube que toda essa mobilização era para tirar o foco de cima da insatisfação da sociedade brasileira, quanto as nossas leis penais e a redução da maioridade penal. Vivemos em um inferno, temerosos de passearmos nas ruas e a impunidade gigantesca. Todo esse movimento era para ser assim, com partidos participando exigindo melhores e mais eficazes leis.

  12. Segundo as declarações de alguns organizadores dos atuais protestos no Brasil, podemos perceber que as manifestações estão sendo organizadas por grupos de profunda inspiração marxista, que julgam que o atual governo não é tão radical como deveria ser.

    Por isso, pretendem mudar todo o sistema, aproveitando-se de pessoas de boa vontade, que justamente querem mudanças na vida social. Assim, pessoas bem intencionadas são usadas por grupos radicais que analisam a realidade de modo dialético e que, no fundo, pretendem uma revolução violenta, popular e nada democrática.

    Algo de semelhante ocorre em diversos países do mundo. Como esses grupos radicais não ganham suficientes votos, pretendem impor suas ideias por meio da força de alguns “heróis” e pela manipulação emotiva das grandes massas.

    Sendo assim, agem transmitindo a ideia de que farão uma manifestação pacífica, incitando os sentimentos e a boa vontade de muitos. Atraem muita gente que realmente se manifesta de modo pacífico; porém, em certo momento, acabam utilizando métodos violentos para sofrer uma justa resposta das ordens de segurança e se apresentarem como vítimas do Estado repressor. O objetivo é desestabilizar os governos e todos os partidos políticos, através da manipulação popular. Depois das manifestações passam a ideia de que a violência não era intencional, mas que foram pessoas “infiltradas” que a promoveram.

    Em síntese, no atual momento devemos ter espírito crítico para averiguar se os violentos são “aproveitadores” e “infiltrados” nas manifestações, ou se são os seus mesmos organizadores, que se aproveitam do apoio popular para justificar assim suas ideias e métodos revolucionários.

    A população mobilizada pode ser canalizada para exigir as mudanças necessárias para o país avançar sem a esquerda radical, de preferência.

  13. O sistema proposto por Moisés é o caso mais extremo de miniarquismo da história da humanidade. Outros sistemas miniarquistas (embora menos radicais) foram o suíço (mas o país gradualmente tem migrado, principalmente nos últimos anos, para um regime de governo grande) e o americano (que a mais de um século abandonou o miniarquismo proposto na sua constituição e adotou tendências imperiais, que agora, com o atual presidente-imperador, chegam ao seu ápice).

    Tocqueville falava maravilhado do sistema americano (quando ainda era miniarquista), impressionado pelo extremo associativismo do povo. Essa é uma condição imprescindível para que um sistema miniarquista funcione. O povo se associava para promover a educação, o auxílio aos pobres, a difusão de livros, atividades religiosas, etc. Era comum que as pessoas de pequenas comunidades se reunissem para ajudar alguém a reconstruir um celeiro de alguém. Em alguns grupos muito restritos (como os Amish), até hoje acontece de o grupo se reunir para construir a casa de um casal prestes a casar. Esse extremo associativismo voluntário é a marca de um sistema miniarquista. Até hoje, em muitas cidades (até cidades grandes), o prefeito, o chefe da promotoria, o xerife (chefe de polícia) são eleitos pelo povo, diluindo tremendamente o poder político, o que é um resquício do miniarquismo. O povo não era proibido de andar armado, porque ele devia ser partícipe da sua própria segurança. Até a justiça civil era amplamente privada, porque muitíssimas pessoas concordavam entre si em recorrer a árbitros aceitos pelas duas partes para resolver casos pequenos.
    Num sistema miniarquista, o povo prefere sempre resolver o máximo de problemas por si mesmo e cobra do governo que julgue bem e coordene a defesa do país, e nada mais.
    Essa era a proposta da Lei de Moisés, só que muito mais radical. Havia uma ampla proteção aos necessitados, e uma ampla previsão de educação, mas eram do povo, e não estatais. Não haviam burocratas, políticos, cobradores de impostos e fiscais cuidando de nada disso. O dízimo era sempre em espécie, nunca em dinheiro, e os sacerdotes não podiam vende-lo. Alimentados os sacerdotes e levitas que serviam no tabernáculo, nada mais restava a fazer com os dízimos, a não ser dá-los aos necessitados. Observando todos os textos que falam do dízimo, se nota que era lícito que ele fosse distribuído diretamente aos necessitados (pobres, viúvas, órfãos, imigrantes), em vez de levado aos sacerdotes. Nota-se também que aqueles levitas que se encontravam dispersos nas cidades de outra tribos também eram alimentados desta forma. Mas porque? Porque eles eram encarregados de ensinar e explicar a Torah, o que significa ensinar religião, legislação, história, sabedoria para a vida, geografia, organização social, etc. Cada pessoa deveria escrever trechos da Torah nos umbrais de sua casa, o que significa que se esperava que as pessoas fossem alfabetizadas. Cada um deveria meditar sobre os profundos significados da Torah, o que significa um povo pensador, que não é enganado por embusteiros. Cada pessoa deveria ensinar a Torah a seus filhos , o que significava saber ler, compreender o significado, e meditar o suficiente para ser capaz de tirar dúvidas.
    Além do dízimo, os agricultores deveriam deixar que os necessitados recolhessem as espigas não ceifadas ou caídas, atrás dos ceifeiros. Suponho que aqueles pobres incapazes do trabalho braçal (velhos, crianças pequenas, aleijados, cegos, loucos, doentes) fossem favorecidos na distribuição dos dízimos, porque não poderiam participar da colheita. Essa lei representa um incentivo para que o necessitado faça algo por si mesmo, para que assuma o máximo de responsabilidade por sua própria vida. Mês pobre e sem meios de sustento, ele é convidado a participar da atividade econômica, a ajudar a produzir riqueza, e não a esperar só dos outros.
    Essas leis sociais não traziam penas civis, mas a pressão social era tão grande que eram cumpridas, para evitar a desonra e ostracismo.

    Além disso haviam as leis de resgate, que obrigavam o credor a aceitar o resgate por propriedades de família e pessoas. As dívidas poderiam resultar em servidão que era a obrigação de trabalhar para o credor, pelo prazo máximo de sete anos (mas o servo poderia trabalhar ao mesmo tempo para si mesmo, prestando serviços para terceiros, acumulando o valor do resgate). O credor era obrigado a alimentar, vestir e dar abrigo ao servo e também a entregar a este um certo valor em dinheiro ao fim da servidão, para que este recomeçasse sua vida de homem livre. Era socialmente esperado que parentes ajudassem no resgate de propriedade e liberdade, o que trazia um reforço das relações dentro da família ampliada. Isto estruturava a sociedade, fortalecendo as ações voluntárias. Freqüentemente parentes resgatavam os servos, impedindo que sua servidão continuasse por sete anos. As propriedades, mesmo que não fossem resgatadas antes, voltavam para a família de origem após setenta anos.
    Finalmente, era esperado que as pessoas, conforme sua prosperidade, dessem uma contribuição extra para os necessitados, principalmente nas festas, mas não só.
    Esse quadruplo conjunto de leis, impostas não pela coerção estatal (a rigor, não existia um estado propriamente dito), mas pelo costume e honra diante dos concidadãos, produziriam tal proteção aos necessitados, que ninguém chegaria à miséria. A força das relações naturais e voluntárias produziu o mais fantástico sistema de proteção social, num tempo em que todos os povos da terra nem imaginavam algo assim.
    Tudo isso era implementado sem que houvessem funcionários públicos, nem impostos.
    Infelizmente, o povo não se manteve sempre fiel Torah. Isso resultou em enfraquecimento e eventual derrota final do país. Mas os princípios permaneceram: simplicidade das leis e instituições, dedicação ao estudo e sabedoria, incentivo ao fortalecimento dos laços interpessoais, liberdade de ação, justiça, cuidado com os fracos através de ações da própria sociedade, e governo mínimo.

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