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Três motivos para detestar ideologias

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Os críticos e os fracos
Comments (6)
  1. João Batista disse:

    O século 19 foi pródigo dessas teorias que eram mais ideologias do que ciência.(Como a da evolução..).
    1) No campo da criminologia, Lombroso criou um sistema que identificaria um criminoso antes mesmo dele cometer algum delito. Como? Simplesmente na análise das feições, dos traços fisionômicos e do tipo físico, no melhor estilo da presunção eugênica. Tal teoria deu força aos pressupostos de validade das antigas práticas helênicas de Esparta no período da história clássica descritos por Homero.
    1.1 – Nos Estados Unidos e na Inglaterra surgiram teorias eugênicas e de purificação raciais. Movimentos como KKK, no sul dos EUA e outros pela Europa buscavam a condenação da miscigenação racial, sobretudo se tal miscigenação fosse entre negros e brancos.
    1.2 O novo colonialismo da Europa sobre a África foi totalmente baseado naquelas teorias, criando os regimes de segregação racial durante os séculos 19 e 20.
    1.3 A Índia, com tradição remotíssima de segregação por castas, também aceitou a dominação Inglesa, onde as teorias eugênicas encontraram sua fonte mais antiga.
    1.4 As guerras Franquistas na Espanha,
    1.5 as idéias do füher nazista ;
    1.6 o facismo italiano desembocaram na segunda guerra mundial, com um saldo de milhões de mortes, sobretudo de sionistas e negros em todo o mundo.
    Vejo claramente a iniciativa satânica nessas teorias “modernas” editadas pela ciência.
    O projeto Khantiano de unificação dos ordenamentos jurídicos mundiais e a criação de um só governo humano sobre todos os homens, com poderes irrestritos sobre os países e nações é o desiderato destes novos modelos.

    1. Edson Camargo disse:

      Caro “João Batista”,

      Não vou entrar no mérito das suas intenções, não posso, mas achei interessantes as suas observações, não só pelo que citou, mas também pelo que deixou de citar. Antes de tudo, para lhe fazer justiça, na menção a Kant você acertou em cheio.

      MAS… quase tudo em seu comentário tem a característica típica de uma invenção de Stálin: o tal “terceiromundismo”. “A Europa e os EUA são maus e exploradores”. Talvez por isso não mencionou, justamente num comentário sobre os males da modernidade, os maiores autores de crimes nesse mesmo período: os socialistas.

      Vamos àquilo que você deixou de tratar. A primeira é a típica: falar dos escravocratas europeus e esquecer que quem mais escravizou negros foram os árabes, que difundiram teses racistas e praticaram tráfico negreiro sete séculos antes dos europeus.

      Outra: A eugenia infanticida espartana não era diferente da dos índios das terras colonizadas daqui da América Latina ou daquilo que até hoje ainda é praticado por centenas de diferentes etnias africanas.

      Mais outra:
      “1.4 As guerras Franquistas na Espanha,
      1.5 as idéias do füher nazista ;
      1.6 o facismo italiano desembocaram na segunda guerra mundial, com um saldo de milhões de mortes, sobretudo de sionistas e negros em todo o mundo.”

      Negativo. Franco lutou contra os comunistas que pretendiam devassar a Espanha e fizeram horrores ( http://is.gd/JOJUz8 ). E Hitler foi armado por Stálin, cujo regime játinha um considerável histórico de perseguição a judeus na URSS, e começaram a guerra como aliados. Tanto os nazistas quanto os fascistas alemães se diziam se diziam inspirados pela ideias de Marx.

      Para economizar tempo, vai um trecho de um artigo de Olavo de Carvalho que trata exatamente do que você praticou neste post, e apresenta ótima bibliografia a respeito.

      “1. Os traficantes muçulmanos não levaram para seus países 11 milhões de escravos. Levaram entre 15 e 17 milhões.[4]

      2. Sete séculos antes que os europeus chegassem à África, os muçulmanos foram os genuínos inventores do tráfico negreiro. Na África pré-islâmica sempre existiu escravidão – inclusive de brancos –, mas não no sentido que o termo tem vulgarmente hoje em dia. O que havia era um regime de servidão, semelhante ao do feudalismo europeu, onde o servo, malgrado a posição social inferior, tinha sua renda própria, estava vinculado ao seu senhor por um juramento de fidelidade mútua e em geral era considerado um membro da família. Os árabes não só introduziram ali a escravidão em larga escala, mas criaram todo um sistema comercial de dimensões continentais, devastando comunidades e nações, demolindo estruturas sociais milenares e infectando de espírito escravagista, primeiro alguns indivíduos e grupos locais, depois povos africanos inteiros, que com o decorrer do tempo acabaram aprendendo, como o malfadado reino de Oyos no século XVIII, a se tornar aprisionadores e vendedores de seus irmãos.

      3. Pelo menos sete séculos antes que idéias semelhantes ocorressem aos europeus, os muçulmanos foram os primeiros a criar e disseminar, em todas as classes sociais, da intelectualidade ao povão, teorias da inferioridade racial dos negros para justificar a escravização em massa dos povos africanos. O sr. Moreira leu o artigo em que demonstro isso, já que o menciona numa de suas críticas. Mas, espertamente, desviou os olhos do assunto central ali abordado para concentrar-se numa observação de passagem que fiz sobre a invasão da Etiópia (voltarei ao assunto mais adiante). Ora, a simples prioridade temporal e ampla disseminação social do racismo antinegro nos países islâmicos já bastaria para demonstrar, mesmo sem os dados suplementares aqui fornecidos, que “o Islam foi a cultura mais escravagista dos últimos dois milênios”. O sr. Moreira fez bem em fugir do assunto, lendo do artigo só as partes que julgava poder contestar. Eis aqui os trechos dos quais ele se esquivou:

      O terceiromundismo, que foi uma invenção de Stálin, acabou por se tornar – e é até hoje – uma das fontes maiores da autoridade do espírito revolucionário, instilando na alma da civilização ocidental um complexo de culpa inextinguível e obtendo dele toda sorte de lucros morais, políticos e financeiros. Subscrita pelos organismos internacionais, alimentada por fundações bilionárias e várias dúzias de governos, trombeteada por incansáveis tagarelas como Noam Chomsky e Edward Said, entronizada como doutrina oficial por toda a grande mídia da Europa e dos EUA, essa ideologia toda feita de mendacidade oportunista acabou por se impregnar tão profundamente na opinião pública que qualquer tentativa de contestá-la, mesmo em tom neutro e acadêmico, vale hoje como prova inequívoca de “racismo”.

      Um de seus dogmas principais é justamente a acusação de racismo, atirada genericamente ao rosto de toda a cristandade por incontáveis exércitos de intelectuais ativistas e, nas últimas décadas, por todos os porta-vozes do radicalismo islâmico. Imbuído da crença na inferioridade congênita dos negros, o homem branco europeu teria sido, segundo essa doutrina, o escravagista por excelência, dizimando a população africana e financiando, com a desgraça do continente negro, a Revolução Industrial que enriqueceu o Ocidente.

      Tudo, nessa teoria, é mentira. A começar pela inversão da cronologia. Os europeus só chegaram à África por volta da metade do século XV. Muito antes disso o desprezo racista pelos negros era senso comum entre os árabes, como se vê pela palavra de alguns de seus mais destacados intelectuais. Extraio estes exemplos do livro de Bernard Lugan, Afrique, l’Histoire à l’Endroit (Paris, Perrin, 1989):

      Ibn Khaldun, o historiador tunisino (1332-1406), assegura que, se os sudaneses são caracterizados pela “leviandade e inconstância”, nas regiões mais ao sul “só encontramos homens mais próximos dos animais que de um ser inteligente. Eles vivem em lugares selvagens e grutas, comem ervas e grãos crus e, às vezes, comem-se uns aos outros. Não podemos considerá-los seres humanos”.

      O escritor egípcio Al-Abshihi (1388-1446) pergunta: “Que pode haver de mais vil, de mais ruim do que os escravos negros? Quanto aos mulatos, seja bom com eles todos os dias da sua vida e de todas as maneiras possíveis, e eles não lhe terão a menor gratidão: será como se você nada tivesse feito por eles. Quanto melhor você os tratar, mais eles se mostrarão insolentes; mas, se você os maltratar, eles mostrarão humildade e submissão.”

      Iyad Al-Sabti (1083-1149) escreve que os negros são “de todos os homens, os mais corruptos e os mais dados à procriação. Sua vida é como a dos animais. Não se interessam por nenhum assunto do mundo, exceto comida e mulheres. Fora disso, nada lhes merece a atenção.”

      Ibn Butlan, reconhecendo que as mulheres negras têm o senso do ritmo e resistência para os trabalhos pesados, observa: “Mas não se pode obter nenhum prazer com elas, tal o odor das suas axilas e a rudeza do seu corpo”.

      Em contrapartida, teorias que afirmavam a inferioridade racial dos negros não se disseminaram na Europa culta senão a partir do século XVIII (cf. Eric Voegelin, The History of the Race Idea. From Ray to Carus, vol. III das Collected Works, Baton Rouge, Louisiana State University Press, 1998). Ou seja: os europeus de classe letrada tornaram-se racistas quase ao mesmo tempo em que o tráfico declinava e em que eclodiam os movimentos abolicionistas, dos quais não há equivalente no mundo árabe, de vez que a escravidão é permitida pela religião islâmica e ninguém ousaria bater de frente num mandamento corânico.

      O racismo antinegro é pura criação árabe e, na Europa, não contribuiu em nada para fomentar o tráfico negreiro.[5]

      4. Dos escravos negros que vieram para a América, a quase totalidade não foi aprisionada por europeus, mas por muçulmanos. O escravo, quando é vendido, simplesmente troca de dono. A condição de escravo lhe advém desde o instante mesmo da sua captura. Antes de ser escravos de portugueses, espanhóis ou franceses, os africanos que eles compraram foram escravos de árabes. O total de escravos aprisionados e vendidos por muçulmanos sobe, portanto, para a casa dos 25 milhões, na mais branda das hipóteses.”

      Daqui: http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/13297-criando-uma-celebridade–4.html

      1. João Batista disse:

        Edson,
        ……….’Mea culpa’. Pequei por falta de aprofundamento e comentei de forma demasiadamente superficial. Me restringi a’ideologias’ e ignorei suas origens. Não quis dizer que “A Europa e os EUA são maus e exploradores”, mas que segmentos expressivos da sociedade adotaram as ideologias em questão.
        ………..Quando citei :” As guerras Franquistas na Espanha” não estava atribuindo a Franco a responsabilidade dos horrores, mas tão sómente usando esses termos como referência ao evento em si. Concordo que foram sim os socialistas os antagonistas que causaram a reação franquista.
        ………..Nunca pretendi escrever um ‘artigo’…mas valeu a pena. Seu aprofundamento neste comentário está tão bom ou melhor do que seu texto principal.
        ………..Shalom Adonai.

        1. Edson Camargo disse:

          Sua intervenção foi muito oportuna, caro João Batista.
          Obrigado, e que o Senhor o abençoe.

        2. mário jorge disse:

          É isso ai João, valeu o comentário, humildade e sabedoria andam de mãos dadas, a Paz de Cristo em sua vida …

  2. O seu texto está encharcado de ideologia. Deteste-se!

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