Saída à Francesa: Terrorismo Islâmico, terrorismo americano, terrorismo francês…

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“… a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.” [John Donne]

Sim, John Donne, a morte de qualquer ser humano pela estupidez humana nos diminui. É por isso que está mais que na hora de sermos honestos emocionalmente.

Pelo quê choramos? Por quem sofremos? O que nos dói?

Hollande disse que a França está em guerra! É mesmo, Hollande? Só nós, ocidentais e franceses, não sabíamos disso!
Eu lamento a morte dos franceses na última sexta-feira 13 e abomino o terrorismo. Todo e qualquer terrorismo, inclusive o francês, o americano, o russo… Mas lamento e abomino o fato de que nem todas as vítimas nesse planeta dispõem de carpideiras.

A ideologia do “terror” venceu! Viva George W. Bush! O “Ensaio sobre a cegueira”, do profeta Saramago, se cumpriu.
Terrorismo é quando o Estado Islâmico mata inocentes a pretexto de combater o terrorismo do Estado francês.
Terrorismo, também, é quando o Estado francês mata inocentes a pretexto de combater o terrorismo do Estado Islâmico.

Já há rumores da morte de dezenas (talvez centenas) de civis na Síria vítimas do revide francês no último domingo. Mas são apenas rumores. Como as agências que nos trazem notícias de lá são sempre do lado de cá, talvez fiquemos mesmo só nos rumores. E como só choramos pelo que vemos, como prantearemos pelos invisíveis?

Por Dilson Cunha
(Extraído do Facebook)

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Raquel Elana, formada em Teologia, Pós Graduação em Jornalismo Político/ (Jornalista – MTb 15.280/MG) e Ministérios Criativos pelo IBIOL de Londres, é autora de 3 livros, entre eles: Anjos no Deserto - uma coletânea de testemunhos de mais de 10 anos de trabalho no Oriente Médio. Desde 2012 está envolvida com o trabalho de atendimento aos refugiados da guerra civil da Síria.

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