PRECONCEITO; O monstro que mora em sua IGREJA.

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Você até pensa que sabe o que ele é, onde ele “mora” na sociedade, ou ainda, quais são os preconceitos que vivem e residem em sua vida.

Outros, ainda fazendo guerra o defendem, batizando-o de “direito”, de “livre expressão” ou tentando amenizar seus efeitos, compreendendo em excesso suas causas…

E é tão amplo e tão maléfico este assunto, que temos uma tendência a renegá-lo apenas ao preconceito que conhecemos pelo senso comum;  Ao preconceito absurdo; o que infelizmente chega às vias de fato, o que mata e agride a integridade física, ou o que denigre a nossa moral.

Daí repetimos os discursos interesseiros de lideres “cristãos” inescrupulosos, que vem a público negando Jesus Cristo, em suas posições.  Repetimos e repetimos… até sermos vítimas deste mesmo preconceito.

Preconceito só sabe quem o vive.

Preconceito não é coisa de igreja, diga-se de passagem, mas lá ele não deveria existir de forma alguma, por razões óbvias.

 

Você que está no seio da igreja, inserido no “clã” evangélico, no “Fort dos separados”, não sabe o que é preconceito… Se soube um dia, a sua vivência e “testemunho” mostraram que você se esqueceu…  Desculpe-me.

Você até tem uma ideia do que pode ser preconceito, por ter tentado pregar o evangelho e ter sido deixado de lado, mas sem dúvida alguma, creia: Você não está em alguma desvantagem…

Você está reunido, “em família”, alicerçado por uma palavra de fé ou talvez, pela “loucura” dos lideres que o deixam cada vez mais alienado… Louco ou não, você está amparado.

Você não sabe o que é preconceito… Sinto muito.

Falo aqui, das dores do preconceito e não do preconceito que você resolve com um casamento conseguido a muito custo para calar aos religiosos e legalistas de sua igreja, que só o aceitam e o respeitam se você responder aos seus ideais religiosos…

Não falo do preconceito que, com um testemunho alardeado aos quatro cantos, ou com o ar religioso e cheio de “poder”, ou ainda, com um dialeto “crentês” afiado, ou tudo isso junto, você o “resolva”…

Não falo do preconceito que você põe fim, simplesmente com uma estratégia institucional e que ainda, afirma ser uma “resposta de Deus” para enganar aos outros e a si mesmo…

 

Falo de PRECONCEITO;  Não do seu mundinho, perdoe-me…

Falo daquele preconceito que Jesus sofreu.  Aquele de não ter amparo… do preconceito de não contar com uma igreja, com uma instituição, ou com os fãs que apoiam as sua sandices porque também são reféns de uma ignorância…  Falo daquele preconceito do qual, em seu pequeno “país evangélico”, você está longe de passar.

 

Você julga preconceito o fato de não aceitarem a sua cultura e pregação?

Compreensível… Eu também não as aceitaria.

Se não conhecesse a Deus, eu seria sim, capaz de aceitar a pregação de quem soubesse do que eu verdadeiramente passasse;  Sem sombra de dúvida, eu daria sim, ouvidos aos que chegassem mais próximos da minha dor.  A esses eu ouviria.

Mas existe uma distancia absurda entre a sua “santidade” e o meu pecado, não é?

Assim pensam com muita propriedade os que são deixados de lado pelo seu PRECONCEITO.

 

“Não jogue isso nas nossas costas!”  Grita a igreja…

“… Não coloque esse fardo! Não somos culpados de tudo…”.

 

É certo que não…

 

Entretanto, a igreja que não é culpada por exemplo, de um suicídio por razões homofóbicas ou não, visto que boa parte de seus representantes, assim se portam, é sim, CULPADA por manter longe, simplesmente por PRECONCEITO, quem deveria estar perto e ter a oportunidade de sentar-se à mesa e de se alimentar do Pão,  evitando tais desfechos.

CULPADA.  Sem desculpas

 

Sem descanso, a igreja tem de forma patética se reunido para declarar “guerra ao pecado”, mas só tem conseguido matar a pecadores como eu e você…(por mais que você não se julgue um…).

Por conta do preconceito travestido de “luta contra o pecado”, a igreja virou um circo de horrores que a cada dia vem afastando aos que deveriam ser aproximados.

E esse sangue será requerido das mãos de muitos…

Por mais que negue, a igreja é CULPADA.

 

É culpada de zelar indevidamente por seus oráculos, mantendo longe quem, senão está às portas da morte, não teve conhecimento do que Deus em seu amor desconhece e renega preconceitos.

É culpada de deixar crescer em si, esse “monstro” que tem negado a Jesus.

 

Mergulhada em preconceitos e religiosidade; ironicamente a igreja está refém das mazelas que desde o principio tem sido atributos de demônios e não do filho de Deus.

 

A igreja tem muito ainda que aprender sobre preconceito e religiosidade para manter-se a uma distancia segura deles e não do pecador…

 

Com urgência, a igreja tem que se voltar a quem a criou.

 

 

Rogério Ribeiro.

 

 

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Rogério Ribeiro é um cristão livre do sistema religioso. É Cineasta, roteirista e cronista. Escreve no blog "edição de amanhã", no "Antireligiosidade (http://antirel.blogspot.com.br/), entre outros. É autor de "Descansado sobre a Relva", livro que fala do relacionamento pessoal com Jesus Cristo, acima de qualquer coisa ou "impedimento" proposto pelo mundo religioso. Observador atento, Rogério Ribeiro aceitou o dever de alertar a igreja e, desde então é um compromissado "atalaia" dos nossos dias, às ordens de um só Senhor: Jesus Cristo.

27 COMENTÁRIOS

  1. Cara vc falo coisa que tem nda a ver, vc só é mais um anticristão esuqerdista, quer que a igreja aceite comportamentos errados para fazer media pra imprensa, governo etc, a igreja não é para isso, é para alertar as pessoas sobre a vontade de Deus, quer agrade ou não, se alguem se mata por isso não tem nda ver a igreja, milhares de pessoas comentem fornicação, a biblia condena e ninguem se mata por isso, agora vc vem dizer que homossexuais se mata por causa da igreja, pelo amor de Deus fica quieto.

    • Já parou pra pensar que fornicação é comportamento, já ser homossexual é ser o que a pessoa É? Como ser negro, ter olhos azuis, ser deficiente…

  2. parabéns! clap clap clap! Palavras bonitas, q a maioria provavelmente nem entende o q está sendo escrito….
    Cada dia q passa eu acho q essa coca-cola é fanta…

    • Boa noite Irraimundo, diante do seu comentário, tenho a nítida impressão que você não tem a menor noção de quanto o mesmo, foi preconceituoso, portanto acredito também, que você não tenha a menor noção do que seja preconceito, ou seja deu um tiro no próprio pé. Certamente está inserido no grupo de pessoas que você mesmo disse “provavelmente nem entendem o que está sendo escrito…” Ler um texto com isenção, sem um conceito pré concebido também é uma forma de se livrar do preconceito. Você tem todo o direito a opinião mas opine com respeito, senão logo, logo, será vítima do mesmo veneno. Aliás, se não for pedir muito, diga-nos em qual igreja anda aprendendo este tipo de atitude, estará prestando um serviço a todos os que acompanham este site, para que tenhamos o bom senso de nos precavermos com ela, mas também para que tenhamos a mente de Cristo para alertá-los para tudo que estão deixando de viver, pois Jesus nos deu vida e vida em abundância.

      • Aí, como estou me doendo, nossa como eu sou preconceituoso…
        Ah, faça-me rir! Já estou vacinado contra essa estratégia de nos fazer sentir culpados por uma coisa q ñ fazemos. O mesmo preconceito q vc alude eu ter cometido é o mesmo q vc pratica qdo fala em qual igreja eu frequento. Então vc é preconceituoso tb? Se ele se sentiu ofendido, me desculpe, mas EU ACHO Q ELE PODE SER GAY! E aí, qual o problema disso? Isso ñ está se tornando “Normal”? Preconceito? Nunca. Vou dar-lhe um abraço e convidar p/ tomarmos um café juntos. Ñ é pq sou crente, ñ é pq ele posta um texto com palavras bonitas e bem colocadas q eu devo concordar. O Dep. Jean e a Secretária já mostraram o verdadeiro intuito deles com a morte do rapaz. Ñ precisamos ficar nos corroendo de culpa por uma coisa q ñ fizemos.

        • Boa tarde Irraimundo, sua ironia e deboche são nojentos !!! Postura de adolescente bobo,infantil. Todos os textos aqui expressam opiniões, e como falei anteriormente, você tem todo o direito de ter a sua. Quanto a sua igreja só a citei pelos seus frutos expostos aqui, não é preconceito não, é responsabilidade, e se é tão certo de seus ensinamentos, porque não a revela ? Independente a tudo isso você tem a obrigação de uma coisa muito séria: SER UM CRISTÃO DE VERDADE e, se dIscordar eu só lamento… Crente você não é, você é cego. Desculpe é só a minha opinião. Fique em paz.

          • Quer dizer q eu sou nojento né? Dá pra se ver quem é o preconceituoso aki… kkkk! Tá com nojinho e eu q sou adolescente… VIRA HOMEM RAPÁ!
            Cara, poderia muito bem revelar a minha igreja, mas por respeito a ela, pois sei q vc irá tripudiá-la, como tripudiou na primeira postagem, ñ irei t dar esse gostinho. Mas eu tenho outros post por aí. Se vc tiver curiosidade, procure q vc ficará sabendo.
            SER CRISTÃO DE VERDADE, se discordar só lamento… Agora só é cristão quem concorda com esses textos revolucionários e é contra o Silas e o Marco Feliciano. Faça me o favor… E se vc quer saber a minha opinião, e mesmo se ñ quiser, crente vc tb ñ é, só é mais um “maria vai com as outras”, crente modinha q segue qq pseudo-intelectual…. Desculpe é só a minha opinião. Fique em paz! (e depois eu q sou o irônico nojento… kkk)

      • Como um crente vai ler um texto sem um conceito pré-concebido se já se baseiam na Bíblia e se recusam a ver qualquer coisa que a refute, ainda que óbvio? Isso sim é sem nexo.

  3. Uma outra visão sobre o assunto.

    Todos de uma certa forma possuímos preconceitos. Isso nem é de todo uma desgraça. Alguns de nossos preconceitos são tolos e, talvez, perniciosos, mas outros são, simplesmente, as regras necessárias pelas quais vivemos.

    “Pré-conceito” significa pré-julgamento: ou seja, decisões a que chegamos rapidamente sem ter de pesar muito as provas. Assim, se os “pré-conceitos” que temos são sensatos ou insensatos, dependerá das fontes de nossas crenças e de nossas preferências mais arraigadas.

    É claro que uma pessoa pode nutrir preconceitos tolos a respeito do tom da pele ou dos cabelos de outro ser humano ou sobre a natureza de sua religião. Mas também é verdade, como escreveu Edmund Burke (1729-1797), que por um sábio preconceito a virtude se torne hábito.

    Dessa maneira, povos de inclinações saudáveis e de instrução moral decente alimentam um preconceito a respeito do assassinato. Quando ouvimos que foi cometido um homicídio, reagimos a partir de nossos pré-conceitos — e é justo que o façamos. Não perguntamos se o homem assassinado era bom ou se o assassino tinha boas maneiras, ou (supondo que sintamos como se estivéssemos desferindo o derradeiro golpe) podemos conseguir escapar sem sermos notados. Diferente da personagem principal do romance de Fiódor Dostoiévski (1821-1881), “O Idiota”, não pesamos racionalmente os aspectos benéficos e nocivos de um determinado assassinato para então decidir se iremos eliminar outra vida humana.

    Ao contrário, simplesmente obedecemos ao mandamento “Não matarás”, caso sejamos pessoas normais. Ao tomarmos conhecimento de um assassinato, decidimos que independente das circunstâncias particulares, o assassinato é mau e que a justiça deve ser feita. Um preconceito sensato, adquirido desde cedo na vida, nos informa que o assassinato é algo proibido e que não deve ser tolerado por sentimentalismos.

    Igualmente, somos capazes de manter uma decente ordem social civil porque a maioria de nós age com base em sábios preconceitos sobre roubo, crueldade e fraude. Não temos de titubear e tentar ponderar as possíveis perdas e ganhos que encerram atividades como a trapaça ou o espancamento do próximo. Se somos bons, a maioria das pessoas é boa por ter hábitos morais. Não temos de realizar uma espécie de cálculo todas as vezes em que somos compelidos a tomar uma decisão moral.

    Instilamos, deliberadamente, preconceitos desejáveis desde o início da vida — por exemplo, no ato de dar umas palmadas caso nossos meninos persistam em chutar as canelas de outros meninos. Pais prudentes, de modo acertado, criam suas crianças com preconceitos a respeito de pequenos furtos em lojas, de estilhaçar janelas e de atormentar os cães. Não ensinam aos seus rebentos a perguntar: “Será que alguém vai me assistir torturando aquele cãozinho?”ou “Não seria mais divertido que perigoso dar um jato d’água na Sally?”

    Permitam-me acrescentar que pais saudáveis também tentam manter os filhos livres de falsos preconceitos. É uma questão de discriminação precoce, mas criar alguém completamente sem preconceito é educar de modo indeciso e totalmente imoral. Não é errado ser preconceituoso com trapaceiros, mentirosos, fanáticos e demagogos.

    Traduzido do inglês por Márcia Xavier de Brito

    O presente ensaio foi publicado originalmente no livro “Confessions of a Bohemian Tory: Episodes and Reflections of a Vagrant Career”. New York: Fleet Publishing Corporation, 1963.

    Fonte: CIEEP: Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista.

  4. Interessantíssima é a análise que Olavo de Carvalho faz do uso da palavra “preconceito” nos dias atuais em uma nota ao Dialética Erística, de Schopenhauer (SCHOPENHAUER, A. Como Vencer um Debate sem Precisar ter Razão. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997)

    Primeiramente, cabe delinear o que é “preconceito”. E a própria palavra dá a chave: pré-conceito, é um conceito prévio, um julgamento sem provas, um juízo sem razão porque não embasado numa investigação minuciosa, mas apenas numa primeira acepção – geralmente emocional – de algo; um preconceito, no sentido real, diferencia fundamentalmente de alguma opinião desagradável que é, contudo, bastante conceituada, pois pensada, raciocinada, construída com fundamentos e não com emoções cegas, sendo mais um “pós-conceito”.

    Isto delineado, passe-se a Schopenhauer e Carvalho.

    O estratagema nº 12 que Schopenhauer aponta como usado comumente pelos debatedores desonestos e manipuladores é a manipulação semântica, isto é, manipular o sentido de uma palavra para expressar já nela a tese que se defende:

    “No fundo trata-se de uma sutil petitio principii: aquilo que se quer dizer é introduzido já na palavra, na denominação, da qual se deriva por um simples juízo analítico” (SCHOPENHAUER, A. op.cit.; p.144).

    Em outro momento, Schopenhauer explica o estratagema nº 30, que é o “argumentum ad verecundiam”, i. e., o argumento de autoridade. Não é, propriamente, um estratagema do debate desonesto, mas uma técnica comum para qualquer debate, a qual pode, no entanto, ser subvertida, sendo esta subversão a que Schopenhauer condena. Uma das subversões deste tipo de argumento que é condenada é a de usar o senso comum de foram errônea:

    “Também podemos usar os preconceitos gerais como autoridade. Parte das pessoas pensa, com Aristóteles que [citação grega no original] ‘as coisas que parecem justas a muitos, dizemos que o são’. De fato, não existe nenhuma opinião, por absruda que seja, que os homens não se lancem a torná-la sua, tão logo se tenha chegado a convencê-los de que é universalmente aceita. O exemplo vale tanto para suas opiniões quanto para sua conduta. São ovelhas que vão atrás do carneiro-guia aonde quer que as leve. Para eles, é mais fácil morrer do que pensar. É estranho que a universalidade de uma opinião tenha para eles tanto peso, pois basta-lhes observar a si mesmos para constatar como eles mesmos aceitam opiniões sem julgar, pela força do mero exemplo. Mas, na realidade, não o vêem porque estão desprovidos de todos conhecimento de si mesmos” (idem, pp.166-167).

    São os chamados modismos, que as gerações modernas seguem sem raciocinar sobre: o modismo gayzista, o modismo abortista, o modismo do sexo livre, o modismo do “tudo que é antigo é ruim”, o modismo do “tudo que é católico é ruim”. Opiniões claramente preconceituosas – no sentido real da palavra, i.e., aceitas sem investigação, sem raciocínio, imbecilmente acatadas apesar de não possuírem fundamento algum. Afinal, diz Schopenhauer, palavras que apropriadamente se poderia aplicar às gerações modernas: “Para eles, é mais fácil morrer do que pensar”.

    Um claro modismo, altamente em voga nos dias atuais, é o uso da palavra “preconceito” para condenar tudo que não está de acordo com o status quo revolucionário e modernista atual. Por exemplo, se alguém preza pela família e se condena a união civil de homossexuais e o sexo livre tão difundido hodiernamente, esta pessoa é logo tachada de preconceituosa, ainda que sua opinião seja altamente conceituada: a lógica é que, se a família é a base social e indispensável a todo homem, é necessário que se proteja o casamento, onde ela surge, e a pureza de suas relações, especialmente pela virtude da castidade, para mantê-la! Nada há de preconceituoso nisso; ao contrário, quem assim decide caminha por um caminho correto, tradicionalmente reconhecido (e, antes que objetem, tradição é algo que sempre deu certo para todos, e nada tem a ver com modismo) e plenamente conceituado, pensado, raciocinado.

    Mas, como se disse anteriormente, é bastante comum encontrar quem tache toda opinião contrária ao senso revolucionário e modernista atual de “preconceituosa”. É feita uma manipulação semântica – das denunciadas por Schopenhauer – da palavra “preconceito”, que agora passa a significar “tudo que não concorda com a moda atual”. Quem não concorda com o ativismo gay, é preconceituoso; quem não aceita o aborto, é preconceituoso; quem é católico e diz que “fora da Igreja não há salvação” (coisa que a Igreja, pelo Evangelho, sempre ensinou), é preconceituoso; e por aí vai.

    A estratégia de condenar tudo como preconceito é adorada pelos marxistas culturais e liberais dos costumes das mais variadas matizes, especialmente pelos gayzistas e pelos abortistas. Quem nunca ouviu os ativistas gays, ao som das palavras “o homem deve unir-se à uma mulher”, execrar o outro como um homofóbo preconceituoso? Ou quem nunca viu uma abortista, ao som das palavras “nenhuma mulher tem o direito de matar seu filho”, repugnar o próximo como um machista medieval preconceituoso?

    Olavo de Carvalho faz uma interessante análise deste uso corrente da palavra “preconceito” – que se tornou uma verdadeira “categoria de argumentos” – em suas notas e comentários à obra de Schopenhauer.

    Primeiramente, nota o filósofo brasileiro que este uso da palavra “preconceito” completamente desvinculada de seu sentido real constitui-se um dos mais caros vocábulos da “Novilíngua” – a língua nova imposta pelos inimigos da inteligência humana com base na manipulação semântica das palavras, a mudança de seu sentido:

    “A manipulação semântica é o mais seguro indício de que o debatedor tem o intuito de vencer a qualquer preço, com solene desprezo pela verdade. Em épocas de radicalização política, ela se torna uso corrente. Nos regimes totalitários – uma invenção do século XX que Schopenhauer não poderia prever – , a manipulação semântica passou a ser usada já não no confronto polêmico, mas como instrumento de um discurso monológico destinado a bloquear, primeiro, a expressão de idéias antagônicas e, depois, a mera possibilidade de pensá-las. Se o orador sempre fala sozinho para a multidão, sem um oponente que venha equilibrar as coisas invertendo as conotações forçadas que ele dá a certos termos, estas vão aos poucos entrando no uso diário e o povo acaba por tomá-las como definições rigorosas; a ênfase postiça – positiva ou negativa – anexa-se de modo definitivo ao significado, e se torna impossível pensar o seu objeto independentemente do valor afirmado ou negado na palavra mesma. A erística sem debate é um dos produtos mais requintados da perversidade humana. George Orwell satirizou esse fenômeno no romance 1984, onde o totalitarismo perfeito implanta oficialmente a ‘Novilíngua’ (Newspeak), toda composta de conotações alteradas. Na vida real, as coisas são piores: a Novilíngua é imposta de facto, sem declaração oficial. Isto torna muito mais difícil combatê-la e sobretudo identificar seus responsáveis: eles permanecem anônimos por trás de um abstrato sujeito coletivo, até que este acabe por se identificar com a pópria natureza impessoal das coisas, com a História, com Deus ou com o povo inteiro, de modo que enfim a vítima venha a assumir a responsabilidade pelo crime. No Brasil, porém, o emprego da manipulação semântica adquiriu, nas últimas duas décadas, contornos peculiares, talvez jamais observados no mundo: o domínio totalitário da linguagem monológica por uma casta de manipuladores convive pacificamente com a democracia formal, defendida, paradoxalmente, pela mesma casta. […] Os exemplos poderiam multiplicar-se ad infinitum (talvez o mais significativo seja o uso generalizado da palavra preconceito para carimbar estereotipicamente certas correntes de opinião – por mais finamente conceptualizadas que sejam – e não, como seria normal, a crença adotada sem razão, o juízo composto de imagens afetivas erigidas em pseudoconceitos). O domínio esquerdista do vocabulário é total e irrestrito, o que faz com que cada cidadão brasileiro, ao discordar da esquerda, se veja desprovido de meios de expressão que não estejam sobrecarregados de um temível potencial de malentendidos; aos poucos, a dificuldade de falar se torna a dificuldade de pensar” (CARVALHO, O. Comentário Suplementar III; ibid., pp.220-223).

    E ainda em outro momento:

    “Não esquecer que, nos dias que correm, a simples adesão a um novo preconceito faz o sujeito se sentir livre de preconceitos. O uso corrente da palavra ‘preconceito’ é de teor nitidamente preconceituoso, pois cria uma prevenção irracional contra uma opinião que, em geral, só se conhece por alto. A acusação de preconceito é hoje um dos estratagemas de uso mais freqüente: ela dispensa o exame de argumentos da parte contrária. Nos meios acadêmicos, fortemente influenciados pela mentalidade ‘politicamente correta’, ampliar desmesuradamente o sentido da palavra ‘preconceito’ tornou-se até corrente de investigação e prova em História e ciências sociais: se um sujeito fez uma piada sobre judeus, é prova de que tem preconceito anti-semita. a suscetibilidade neurótica que espuma de raiva ante gracejos, por seu lado, não é preconceito: é exemplo de superior neutralidade científica” (CARVALHO, O. Nota 118, ibid., pp. 166-167).

    Na modernidade, portanto, e – num contexto mais próximo – especialmente no Brasil da atualidade, o uso da palavra “preconceito” se tornou altamente preconceituoso!

    Os comentários de Olavo de Carvalho à Schopenhauer provam com uma clareza invejável esta afirmação; fazem-se desnecessárias maiores explicações.

    A sobriedade dos argumentos de Olavo de Carvalho e a profundidade com que estas questões e outras mais são abordadas por Schopenhauer e pelo filósofo brasileiro em seus comentários tornam este livro leitura indispensável a um bom soldado cristão, que queira entender os estratagemas utilizados pelos inimigos desonestos da razão – e assim também da Fé.

    • Mauro interessante sua colocação embasada na filosofia germânica.
      O preconceito é verdade factual na igreja. A questão é que esta atitude a afasta do pecador.
      O homem natural está morto espiritualmente. É imperfeito moralmente, está perdido e precisa de Deus.
      A prática do preconceito dentro da igreja é uma das estratégia do maligno.

    • Mariana, teve a chance de refutar parágrafo por parágrafo, não o fez porque contra fatos não há argumentos.

      O paralelo dado por você não escreve uma linha sequer sobre o assunto, daí a fragilidade da crítica pela crítica.

  5. PRÉ-CONCEITO É FEITO SOBRE TUDO AQUILO QUE NÃO EXISTA LEIS E MANDAMENTOS DE UM SUPERIOR SEJA LEI DE UM PAÍS OU AS LEIS BÍBLICAS, MAS NO MOMENTO QUE EXISTE ORDENANÇAS JÁ NÃO SÃO PRÉ -CONCEITOS MAS SIM CONHECIMENTO DAQUILO QUE DESAGRADA AO PAÍS E SUAS LEIS , OU A DEUS E SUAS ORDENANÇAS, ENTÃO SENDO ASSIM PARA CRISTÃOS NÃO EXISTE PRÉ-CONCEITO MAS SABEDORIA VINDA DE DEUS, E ESTAS SÃO IMUTAVEIS, PASSARÁ CÉUS E TERRA E MEUS MANDAMENTOS NÃO PASSARAM

    • Conhecimento? Já abriu um livro que não fosse a Bíblia? Quem disse que a Bíblia é a lei de Deus? Ela mesma? Quem garante? Bem improvável, não acha?

  6. Os crentes fanáticos fundamentalistas, quanto a tudo que não entendem,tem preconceito e difamam,e, quanto a tudo que compreendem por instinto natural,como loucos,estúpidos e
    brutos sem razão,até nestas coisas eles se corrompem.Mas ai deles porque prosseguiram pelo
    caminho de Caim e,movidos de ganância,se precipitarfam no erro de Balaão….O final triste destes
    aluciados está na Epístola de Judas,capítulo 1,versículos 5 ao 23.Muita coisa contra os falsos
    crentes,estes que se sentem santos e ungidos do senhor.Colitados…..Vivem a julgar e brigar
    contra os direitos os outros…..

  7. Na moral Rogério,nunca visitei este site anteriormente,mas pré conceituar que seus leitores vivem em um mundinho e que suas respectivas igrejas são tudo isso que você mencionou;é no minimo chamar seu público de burro ou então uma tentativa ineficiente de influência-los ao mesmo tempo que tenta-se intolerantemente estabelecer uma “verdade” própria.Acredito que não se deve ter vergonha de expôr seus ideais abertamente,mas tentar persuadir o leitor a pensar que este ponto de vista é absoluto,realmente demonstra um despreparo gritante.

    • Boa tarde Eugênio, por favor me diga, você sabe o que é uma crônica ? Se não, é simples: Crônica é uma narrativa histórica que expõe os fatos seguindo uma ordem cronológica. Nos jornais e revistas, a crônica é uma narração curta escrita pelo mesmo autor e publicada em uma seção habitual do periódico, na qual são relatados fatos do cotidiano e outros assuntos relacionados a arte, esporte, ciência etc.
      Os cronistas procuram descrever os eventos relatados na crônica de acordo com a sua própria visão crítica dos fatos, muitas vezes através de frases dirigidas ao leitor, como se estivesse estabelecendo um DIÁLOGO.
      Discordo de você quando confunde diálogo entre autor e leitor com persuasão, ou como você mesmo disse: “estabelecer uma verdade própria”; Muito pelo contrário, o texto me possibilita pensar por mim mesmo e, se o nosso “mundinho” não nos possibilita a amplitude de pensamento o problema está em nosso “mundinho”. É óbvio que o argumento de uma crônica ou qualquer outro texto não é regra pra nada mas também negar que a problemática de nossa igrejas exposta pelo autor não existe, desculpe é no mínimo ingênuo de sua parte.

      • “Falo de PRECONCEITO; Não do seu mundinho, perdoe-me…”
        “CULPADA. Sem desculpas”
        “Por mais que negue, a igreja é CULPADA”
        Se isso ñ for uma tentativa de persuasão e imposição de conceitos… Realmente eu sou burro!

  8. Meu querido eu tenho uma pergunta. Como você trataria as ministrações do Evangelho em uma igreja frequentadas por pessoas que realmente são vítimas de preconceitos e por quem acha que é, mas não é? No caso de homossexuais, por exemplo, você isentaria a sua mensagem de textos bíblicos como 1Co 6:9-11 ou Rm 1:23-32 que afirmam que os homossexuais, se não se arrependerem da prática homossexual, não herdarão o Reino de Deus? Você é teólogo, formador de opiniões, precisar sair mais, visitar mais igrejas. Você já foi em todas as igrejas do Brasil ou do mundo e viu que todas são preconceituosas? Pois você diz que a igreja, dando a entender toda ela,”é CULPADA por manter longe, por simplesmente PRECONCEITO, quem devia está perto…”

    Acredito que haja muito preconceito em muitas igrejas evangélicas, e de todos os tipos. Presenciei uma pessoa da minha igreja tratando com preconceito um ex-homossexual convertido ao evangelho, por causa do jeito de falar que ele ainda tinha, e um homossexual, que nem na nossa igreja estava, e talvez não se sinta, depois dessa, vontade de ir, pela forma como ele estava comendo uma sobremesa. Aquilo foi ridículo. Porém, o puro Evangelho não deve ser deixado de lado para que pessoas que querem continuar na prática do erro e não querem ouvir que estão errando o alvo, possam vir a igreja. Jesus, no capitulo 6 do Evangelho segundo escreveu João, trás um discurso duríssimo, aos que estavam ali perto d’Ele apenas pelos benefícios materiais que acreditavam que Jesus ia lhes proporcionar. Só estavam lá pelo pão. Quando Jesus lhes apresentou o Pão da Vida eles O abandonaram. Essas pessoas foram mantidas longe por causa da pregação da Palavra de Deus. E aí, pra você, Jesus agiu com preconceito ao lançar-lhes em rosto a Verdade?

    Concluindo, dou-lhe uma dica. Assista aos cultos do pastor Jessé Gois, da Assembleia de Deus ministério Canaã. Ele prega duramente contra o erro, o que talvez você chamaria de preconceito, e muitas dessas vítimas de preconceitos se convertem a Jesus aos prantos e gratos por ele expor-lhes a Verdade.

  9. Estas seitas que querem se ´passar por santas igrejas,na verdade são empresas e tem de
    todo tipo:pequenas,médias e grandes.O compromisso não é com a salvação da alma,mas com
    dinheiro,fama e poder.Vale até difamar outras igrejas taxando-as de endemoniados para
    tomar os devotos para elas.Deveria ter um código de ética entre elas,mas parecem que não
    tem.Não tenho nada contra o evangelho de JESUS,do amor.Critico os falsos crentes que
    usam a bíblia conforme suas conveniências.

  10. Só digo uma coisa aqui: só sabe quem passa na pele, seja dentro ou fora da igreja. Quem não tá nesse contexto, pode crer, o egoísmo ou a falta de compreensão, não deixam perceber e não dão sensibilidade e a compaixão que um verdadeiro servo de Deus deve ter para com aquele que sofre.

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