O caso Marco Feliciano e os juristas evangélicos. Amigos ou inimigos ocultos?

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O violência que ocorre contra o deputado cristão Marco Feliciano é algo estarrecedor. Principalmente por se saber que os movimentos que estão articulando toda essa agitação, são justamente aqueles grupos que usam o discurso de defensores da democracia.

O fogo pesado sobre o deputado vem de todos os lados. Vem dos ferozes opositores e vem também de supostos amigos cristãos.

A turba está revoltada não somente por Marco Feliciano se opor ao aborto e ao homossexualismo, mas por ser um cristão. Marco Feliciano é apenas um bode expiatório.

Em meio a esses lançamentos de pesadas ogivas contra o pastor Feliciano, grupos que se dizem cristãos afinam seus discursos mostrando-se ombreados aos algozes de Feliciano, uns explicitamente, outros ainda amorfos.

Cito aqui, como exemplo, a atitude estapafúrdia do presidente da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (ANAJURE), o doutor Uziel Santana, que emitiu uma nota no último dia 20 de março, sobre a questão.

 O que é a ANAJURE?

Um grupo de evangélicos juristas que foi fundado, não faz muito tempo. Sua missão, pelo menos teoricamente, é defender as liberdades civis fundamentais, em particular a dos cristãos.

Todavia, “estranhamente”, a entidade emitiu um nota que ataca o caso Feliciano, ora nas entrelinhas, ora explicitamente.

Algo bem vexatório para uma instituição que provavelmente quer avocar para si a responsabilidade de ser a voz dos cristãos no Brasil.

Em conversa que tive com o meu irmão, doutor e pastor da Assembleia de Deus, Rubens Teixeira, que também é colunista do prestimoso Gospel Mais, ele foi enfático ao explicitar-me que “em um debate, há três posicionamentos possíveis: ficar isento, fortalecer, ou enfraquecer um dos lados. Quando alguém quer separar uma briga, não pode imobilizar um para que o outro bata” e a ANJURE parece estar inserida neste contexto. Durante os ataques iniciais a Feliciano, a ANAJURE manteve-se quieta, ‘isenta’, todavia, na expectativa de que o deputado renunciaria na tarde daquele dia 20, o presidente da entidade, talvez querendo capitalizar prestígios para si e para a instituição, emitiu a nota diagnosticando cirurgicamente aquilo que para ele foi o fato ocasionador da queda de Feliciano, o que não ocorreu. A ANAJURE deu um tiro no pé, ou quiçá, revelou, sem querer, as suas garras. Intencionalmente ou não, a Associação fez um discurso que agradou certamente os inimigos dos princípios cristãos.

Ainda, de acordo com o pastor Rubens, “os argumentos usados não defendem os princípios cristãos combatidos. Eles tentam fragilizar os políticos evangélicos de forma generalizada e, com isso, deixam aberta a guarda para que aqueles que pensam contrário aos princípios cristãos tenham êxito na empreitada de desmoralizar o que defendemos. É um desserviço à causa que acreditamos. Quando alguém procede desta forma, a isenção não está presente, e fica claro que há uma tendência, um viés. Neste caso, claramente contrário ao que deveria ser defendido”.

A nota da ANAJURE não alfineta só Marco Feliciano, mas a Bancada Evangélica como um todo, jogando todos às feras, inclusive aqueles parlamentares que usam veementes discursos em defesa dos princípios cristãos e morais. O doutor Rubens, meu irmão, tem entendimento igual. Para ele, “a maneira com a qual se referiu aos políticos evangélicos evidencia um espectro de visão distorcida da realidade. Não se pode desmoralizar ou desqualificar os políticos evangélicos se o desejo é proteger ou buscar uma solução equilibrada. O debate deve acontecer defendendo-se ideias, não desqualificando de forma generalizada os políticos evangélicos, ou qualquer outro grupo. Isso em si já demonstra preconceito. A generalização é péssima”.

Temos bons políticos evangélicos e precisamos preservá-los. A quem interessaria diminuí-los, especialmente em uma hora tão adversa para o Congresso Nacional, para os  cristãos e para toda a sociedade, por conta do impasse? Aproveitar-se da fragilidade momentânea para dar um empurrãozinho, colocar uma casca de banana, é covardia e oportunismo. Isso, além de não ser bom para a imagem de qualquer pessoa ou instituição, é contraproducente”, enfatizou Rubens.

Lamentavelmente o discurso do dr. Uziel Santana, presidente da ANAJURE, não fortalece nem ajuda a causa cristã.

Uziel, em sua nota recheada de argumentos frágeis, escreveu que o episódio “conseguiu trazer a sociedade e a imprensa contra os evangélicos”.

Quem passou para ele a informação que a sociedade está contra os evangélicos e a igreja?

O barulho é advindo de ‘meia dúzia’ de ativistas que tem muita influência na mídia. A prova de que o movimento é frágil ficou bastante  patente nas manifestações anti-Feliciano que foram organizadas em alguns estados. O número de manifestantes não chegou à casa dos milhares, e olha que a imprensa fez de tudo para alavancar a causa.

O dr. Uziel – que é da igreja Batista – ainda falou em tresloucada ‘guerra santa’. Existe porventura      grupos religiosos oponentes nessa causa? Pelo que sabe, não. Pelo contrário, o estardalhaço vem justamente daqueles que vêem a religião como o ópio dos povos.

O doutor Uziel Santana também enfatizou que a escolha de Marco Feliciano ocorreu, pois “os projetos pessoais estão acima dos valores da Verdade do Evangelho de Cristo. Tudo isso porque os valores do Cristianismo foram reduzidos a um tema: a luta contra o movimento gay. Isso está certo? Este, realmente, é um tempo de reflexão, arrependimento e amadurecimento. Que Deus tenha misericórdia e conserte a sua Igreja”.

Que projetos pessoais são estes? Quem não tem algum projeto pessoal? Todos temos.

Quem disse que Marco Feliciano foi eleito por seus pares para ser o presidente da CDH para que assim pudesse bater de frente com o movimento gay?

Lamentável declaração!

Para o pastor Rubens “este depoimento infeliz só não enfraquece os argumentos dos cristãos por não se pautar em ideias, mas sim em referências negativas genéricas aos políticos evangélicos e às igrejas, ou seja, não traz qualquer contribuição ao debate. A estratégia usada parece com a de alguns ativistas que, por falta de argumentos convincentes, partem para a violência e tentam desqualificar pessoas. Precisamos construir o que falta, não destruir o que existe, sempre lembrando que Jesus Cristo mandou que amássemos a todos, mas não disse que seríamos amados por todos”.

Precisamos atentar para os reais objetivos da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos, ainda obscuros (ou não). O caso Marco Feliciano acendeu uma luz.

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Paulo Teixeira é carioca, cristão evangélico da igreja Assembleia de Deus e atua na internet como blogueiro e articulista, desde 2007, focando assuntos sociais, políticos e religiosos, analisando-os sob a ótica cristã. Licenciado em matemática pela Universidade Castelo Branco (UCB/RJ) e graduando em história pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Perfil no Twitter: @PauloTeixeiraRJ

13 COMENTÁRIOS

  1. O Paulo Teixeira por ser da Assembleia de Deus e ter muitos diplomas, faz questão de enfatizar que o Uziel Santana é da Igreja Batista, generalizou sem dar maiores detalhes. Fica implícito que ele é um dos que mediocremente acredita estar a Assembleia de Deus acima das demais denominações. Para tratar a questão em pauta não é necessário enfatizar nome de nenhuma denominação, não é esta a questão primordial. Assim o Paulo Teixeira se igualou ou foi pior que o tal de Uziel Santana,este cidadão não representa os Batistas brasileiros que tem suas convicções fundadas no amor, graça e misericórdia de Cristo Jesus. Assim esta matéria fica desqualificada para qualquer cidadão de bom senso que deseja ler algo isento de qualquer tipo de bandeira. Não aprovo o que o Uziel Santana defendeu, muito menos a forma desonrosa, capciosa e tendenciosa do “desarticulista” Paulo Teixeira. Esta é minha opinião.

  2. AO PASTOR MARCOS FELICIANO DEIXO ESTA PALAVRA:RM8:36 POR AMOR ATI SOMOS ENTREGUES A MORTE TODOS OS DIAS,FOMOS CONSIDERADOS COMO OVELHAS PARA O MATADOURO.MAS EM TODAS ESSAS COISAS SOMOS MAIS Q VENCEDORES POR AQUELES Q NOS AMOU Q E JESUS CRISTO. SABEMOS Q ISSO E APENAS O INICIO MAS DEUS ESTA CONOSCO E JAMAIS NOS ABANDONARA NAO IMPORTA O Q VENHA A ACONTACER.VC ESTA CERTO PASTOR VAI EM FRENTE POR Q A VERDADE E PRA SER DITA DOA A QUEM DOER .JESUS ESTA CONTIGO .CONCORDO CM VC.

  3. uma pessoa me disse uma vez somente 3 coisas não se discute,1 jogo de futebol,2 politica,3 religião,e eu vou acrecentar mais uma a vida dos pastores de rede nacional,,vou dar uma de “silas malafaia”,na boa, cuida da sua vida,deixem a vida dos pastores em paz.
    vamos para de ser crente farizeu q só sabe atirar pedras.
    vamos cuidar da nossa vida e deixar a vida dos pastores em paz.não sou contra nem a favor do pastor marcos feliciano,acho q qm pode julgar ele é o proprio DEUS MAIS NINGUEM TEM ESSE DIREITO.

    • Dayaninha religião e política discute sim, temos que discutir e denunciar os maus políticos, somos nós que pagamos seus salários, quanto a religião, não se pode aceitar que alguém use a palavra de Deus para ofender, denegrir ou discriminar os que pensam diferente, ninguém é obrigado engolir a indignação, agora se você gosta e está acostumada a engolir sapo desse tipo de gente, ai já é problema seu. Quanto a isso eu e todo mundo tem esse direito sim.

  4. MARCO FELICIANO ESTÁ SENDO ALVO DAQUELES QUE QUEREM DESTRUIR A FAMILIA!
    SE ALGUÉM AQUI ESTÁ CONTRA FELICIANO É PORQUE ESTÁ A FAVOR DO HOMOSSEXUALISMO! TEMOS QUE SER UMA COISA OU OUTRA!
    ELES ESTÃO EM TODAS AS PARTES, ATÉ NA IGREJA! OU DEFENDEMOS O EVANGELHO OU VIVAMOS DE MÃOS DADAS COM SODOMITAS!

    • se vc nao tem ne uma especialidade academica ou em psicologia como vc disse . cala a boca apostata: nao vou fala aonde é seu lugar se nao vao me chamar de maxista. kkkkkkkkkkk

  5. Sou totalmente contra as pregações do Marcos Feliciano.
    Acredito que um bom curso de teologia o livraria de um monte de problemas.
    Agora sei que os ataques que tem recebido são direcionados a todos evangélicos.
    Nesse caso a situação muda de figura.

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