Gasto público em evento religioso: “Quando acontece com a minha religião, sinto vergonha”

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Esporadicamente deparamos com matérias jornalísticas que abordam o uso de dinheiro público para patrocinar eventos religiosos.

No vídeo abaixo consta a minha opinião exibida no Jornal da Rede Record de ontem (22/jul), sobre o dinheiro público gasto com a vinda do Papa Francisco ao Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Observe que estendo esta opinião para qualquer evento religioso, inclusive os evangélicos.

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• Evangélico • Doutor em Economia pela UFF • Mestre em Engenharia Nuclear pelo IME • Pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil pela UNESA • Engenheiro de Fortificação e Construção (civil) pelo IME • Bacharel em Direito pela UFRJ (aprovado na prova da OAB-RJ) • Bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN)

14 COMENTÁRIOS

  1. Até acho que como chefe de estado o papa merece uma ceromônia de recepção a altura. Agora quanto a Jornada mundial da juventude, que é um evento católico, os gastos relativos deveriam ser patrocinados pela própria igreja católica, até porque o dinheiro provém de impostos pagos por pessoas que professam outras religiões, então não acho justo o uso de verba publica tanto para esse evento como para qualquer outro evento religioso (marcha para Jesus, por exemplo) e também para marcha gay etc.

      • Felipe, antes de opinar procure se informar melhor. Por acaso foi o que fiz., essa notícia sobre os gastos dos governos com a jornada está em vários jornais, não permita que certas coisas lhe ceguem.

        Visita do papa ao Brasil custará R$ 118 milhões para os cofres públicos, diz jornal
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        Do UOL, em São Paulo
        • Alessandro Bianchi/Reuters

        Vinda de papa ao Brasil custará R$ 118 mi
        O papa Francisco virá ao Rio e Aparecida (SP) no próximo mês de julho, e isso custará R$ 118 milhões em gastos públicos, incluindo verba federal, estadual e municipal. A contabilidade foi feita pelo jornal “O Globo” e publicada em sua edição deste sábado (11).
        Só o governo federal desembolsará R$ 62 milhões, sendo que R$ 30 milhões serão só para as ações de segurança ao redor do sumo pontífice. O efetivo será de 10.700 homens, com a maioria dele sendo das Forças Armadas. A Igreja vai colaborar com a contratação de 2.000 seguranças particulares.
        A Prefeitura do Rio e o governo estadual gastarão R$ 28 milhões cada um de seus orçamentos para a vinda papal.
        As autoridades justificam o gasto por conta da mobilização popular para o evento –a visita do papa faz parte da 26ª Jornada Mundial da Juventude, que acontece de 23 a 28 de julho no Rio. A expectativa é que dois milhões de peregrinos se desloquem para a cidade.
        Entre os gastos estão também as 4 milhões de hóstias que serão distribuídas durante os seis dias da Jornada. Elas serão fabricadas por seis fornecedores em todo o país.

      • Felipe, Faça uma pesquisa sobre os gastos do governo com a jornada e de quanto poderá chegar esses gastos, você verá que não falei bobagem, mas de algo que está nos jornais.

  2. Mesmo sendo chefe de estado não se justifica essa gastança do governo, que até um café da manhã saiu superfaturado. Tudo é motivo para desviar dinheiro para as fortunas dos políticos.

  3. O correto e ter uma lei que proibisse, que nenhuma igreja tivesse repasse de dinheiro publico, nem tao pouco estas estes movimentos de espécie alguma, onde já se viu dar dinheiro publico para marcha pra isso marcha pra quilo não tem que dar dinheiro publico para nada destas coisas, as igrejas evangélicas viveram esse tempo todo sem ajuda publica, agora fica nessa brigaiada por causa de dinheiro, a católica sempre mamou nas tetas dos governos seja federal estadual ou municipal o certo e cortar pela raiz nem um nem outro e pronto aja visto que as igrejas católicas sempre são reformadas com dinheiro publico isto e coisa que todo mundo sabe, então porque não acabar com isso, não tem um merda de um deputado para colocar em pauta este assunto, o papa com a desculpa de chefe de estado vem ao brasil e o brasil gasta este mundaréu de dinheiro, ora que chefe de estado merda nenhuma ela vem tratar de assuntos de sua igreja, não tem nada de politico ou comercial ou algum tratado de barganha de tecnologia ou afins, então quem deveria arcar com pelo menos a metade seria a igreja não o povo brasileiro, o certo repito e não ter dinheiro para igreja nenhuma nem para movimento algum

  4. não concordo com dinheiro público sendo usado em benefício de qualquer líder religioso. Assim como também não concordo com dinheiro gasto em carnaval e outros eventos.Temos outras prioridades.estamos morrendo em filas de hospitais, escolas caindo aos pedaços, segurança pública péssima, transporte publico péssimo, pessoas passando fome com a seca no nordeste. este dinheiro poderia aliviar a vida de muita gente.

  5. Custo total da jornada pode chegar a R$ 350 milhões, estima o Comitê Organizador
    19/07/2013 – 18h00
    Nacional

    Alana Gandra
    Repórter da Agência Brasil

    Rio de Janeiro – O Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) estima o custo total da organização do evento deverá alcançar R$ 350 milhões. De acordo com o COL, cerca de 70% desse custo serão viabilizados por meio de contribuições dos peregrinos, que variam do valor mínimo de R$ 106 ao máximo de R$ 600. O comitê esclareceu ainda que parte do custo vem de doações espontâneas, patrocínios e parcerias, além do licenciamento de produtos que geram divisas para o evento.

    Em nota, os organizadores destacam que “a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 é um evento único, de grandes proporções, e se diferencia pelo aspecto humano, já que busca promover reflexões que visam à construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Serão gerados mais de 20 mil empregos diretos com a realização do evento e estima-se um impacto econômico de mais de meio bilhão de reais. Para sua realização são necessárias inúmeras parcerias. As fontes de financiamento da JMJ vão desde patrocínios privados a doações de pessoas físicas”.

    Cerca de R$ 20 milhões foram arrecadados entre patrocínios e eventos promovidos pela JMJ, incluindo a Feijoada JMJ, rifas, venda de produtos. Segundo informou o COL, na Espanha, que foi o último país a receber a Jornada Mundial da Juventude, em 2011, o impacto econômico foi em torno de R$ 920 milhões. O evento gerou 8 mil empregos, sendo 3 mil somente na capital.

    O COL acredita que além do aspecto financeiro, a JMJ trará reflexos positivos para o Rio de Janeiro e o Brasil em termos de imagem, o que beneficiará, sobretudo, o turismo.

    Em relação aos investimentos efetuados pelo governo federal para o evento, a informação oficial é que os números só serão divulgados após o fechamento da jornada. A assessoria de imprensa da Secretaria-Geral da Presidência da República disse que a maior parte dos recursos está sendo aplicada em segurança, além dos gastos inerentes à recepção do papa como chefe de Estado.

    A prefeitura do Rio disse estar trabalhando no planejamento da JMJ há um ano. Sua missão é garantir comunicação, mobilidade, logística, saúde e o bom funcionamento da cidade durante a permanência do papa Francisco. Para garantir o êxito do evento, a administração do município prevê aplicação de cerca de R$ 26 milhões, “através de serviços, logística e planejamento, que incluem desde a urbanização das vias de acesso ao Campus Fidei, limpeza e dragagem do Rio Piraquê, construção de passarelas para os peregrinos, entre outras ações”.

    Em nota, o governo fluminense disse ter assumido o compromisso de custear o transporte dos peregrinos e voluntários nos sistemas de trens (Supervia) e metrô, além dos bolsões de recepção de ônibus com peregrinos que vêm de fora da região metropolitana para direcionamento ao seu destino final, conforme for fixado pela prefeitura. O governo estadual comprometeu-se também a custear o evento com o papa Francisco no Palácio Guanabara e o evento de despedida do papa na Base Aérea do Galeão.

    “Os custos de transporte serão definidos a partir do número de usuários. Os custos dos bolsões e dos eventos ainda estão sendo orçados. O investimento total do estado está dentro do previsto inicialmente, cujo limite são R$ 26 milhões”, diz a nota.

    Edição: Fernando Fraga

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  6. Meus respeitos a parte ao Sr. papa, mas é lamentável como o governo do Rio está gastando um montante absurdo de dinheiro público com a segurança de um único homem, enquanto 193 milhões de brasileiros estão a mercê da própria sorte espalhados por todo nosso país. A insegurança está batendo as portas, muitas vezes entrando dentro das próprias residências do cidadão brasileiro.
    Como diz o ilustre Boris Cazóis: “Isso é uma vergonha”.

  7. Francamente eu não entendo o porquê de tanta celeuma. No final das contas, o problema é dinheiro? Quem dera que o governo ajudasse mais entidades religiosas ao invés de ficar gastando com programas anticristãos… É só estudar história para ver que o que há de melhor no mundo acidental no que se refere a cultura e educação provém de entidades cristãs – jamais existiu uma “civilização laica”.
    Seria muito bom se existissem mais eventos cristãos no Brasil – na verdade, o país deveria estar repleto de tais manifestações, pois assim seria uma boa maneira de ajudar a acabar com essa gigantesca onda de anticristianismo que assola o país, representado pela liberação do aborto e do casamento gay, pela apologia do sexo e das drogas, pela péssima educação oferecida pelo Estado, pela passividade em combater o narcotráfico e a criminalidade em geral, entre outras coisas….
    Complementando:
    – No que se refere aos gastos governamentais com eventos desta natureza, o Brasil não está fazendo nada de diferente em relação aos demais países do mundo – obviamente não estou falando dos países muçulmanos. Neste contexto, cabe lembrar que é uma obrigação de ordem constitucional prover segurança ao cidadão para ir e vir independente de suas crenças pessoais.
    – Pensem bem, o que é verdadeiramente vergonhoso é sermos uma nação de cristãos e termos um dos piores sistemas de educação do mundo, termos 50 mil assassinatos por ano, aceitarmos o aborto…
    A Paz de Cristo

  8. dinheiro publico, deveria nunca entrar em nenhuma area que não fosse saúde segurança ensino e qualidade de vida para os cidadãos estradas iluminação esgoto, bem estar social….nunca em passeata gay nunca em estadios de futebol ..nunca em marchas para Jesus recepção de papas mst ou coisas que o valham….direito adquirido termina quando começa o direito de outro….logo não sou católico e não quero pagar para o papa visitar o país logo sou católico e não quero financiar a marcha para jJESUS..logo sou ateu e não quero pagar nbem uma e nem outra logo somo pessoas e não queremos pagar esta vergonha que é marcha gay ou marcha da maconha…e que aqui todos sem tirar e nem por ateus gays católicos crentes torcedores de futebol macumjbeiros mst índios ninguém quer pagar mais para ser roubadoo por politicos…diga não a qualquer privilégio quem paga a conta sempre somos nós

  9. Anualmente a Assembléia de Deus faz encontros estaduais de jovens, pelo menos fazia, porém nunca precisou de dinheiro do estado, aliás como ocorre com as demais igrejas, inclusive a católica.

    O problema é que um evento com cunho religioso, diferente, pois, das passeatas gays e dos evangélicos que são pedagógicas(aceitação da minoria), em que se está usando a figura do estado vaticano pra pregar sua fé com o dinheiro público. Fidel Castro vir ao Brasil é uma coisa, afinal tem que se receber, mas daí o estado bancar financeiramente para que ele em toda a esquina junte multidão pregando o comunismo, isso é outra coisa.

    Interesses de estado não devem ser confundidos e nem misturados com os do particular, de grupos ou de religiões, já imaginou Edir, Silas, Valdomiro, reivindicando aviões da FAB como ocorreu agora para com o papa em seu deslocamento?

    A igreja católica é rica, portanto não precisa e nem deve se agachar a isso, portanto se ponha de pé, banque as despesas, pois as idas e vindas do papa visam pregar a fé católica.

  10. Se o papa fosse um lider evangélico ele cobraria pelo menos uns R$ 100 milhoes pela visita. O Dinheiro que estado gastou é investimento. A curto prazo já se pagou só com os impostos gerados pela injeção de 1,2 bilhoes na economia. O maior lucro financeiro vem a médio prazo com a divulgação gratuita do Rio de Janeiro como destino turistico. Mas o maior lucro só vem a longo prazo e será visto na juventude brasileira.

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