A risível “ofensa”

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Aos evangélicos ofendidos por conta da última parada gay.

 

Sinto tocar na “dolorida ferida” ainda exposta, mas gostaria realmente de entender:

Porque tanta ofensa??

O que faz com que se sintam tão ofendidos??

É o orgulho Cristão?

A ideia de conquista de espaço, como grupo organizado??

E se é, o que isso tem a ver com conduta cristã??

Quando foi prometido por Jesus aos que cressem, uma “soberania”, como é prometida erroneamente e de forma bastante interesseira nos púlpitos atuais??

Até onde sei, o que foi salientado é que, seriam sim, “peregrinos em terra estranha”…

Perdi alguma coisa, ou foram vocês quem perderam o fio da meada??

 

A ideia de respeito, lugar de destaque no mundo, “cabeça e não cauda”, ou as reivindicações nos termos: “somos povo de Deus”, podem ser “lindas” e caírem bem num contexto de “estado”, mas só encontram respaldo no velho testamento, nunca no novo… Nunca na prática de Jesus Cristo.

Tem a ver com povo de Israel e não com o Israel de Deus… Tem a ver com ORGULHO, não com JESUS CRISTO.

E, falando dEle e diante da patética “ofensa” – plantada na cabeça de muitos, por líderes e políticos irresponsáveis que se comportam de acordo com o seu próprio  “Evangelho de Judas” mais conhecido como “teologia da prosperidade” – , É preciso lembrar que Jesus – o motivo que deveria te levar aos cultos no domingo e a uma vida cristã verdadeira nos moldes dEle -, acusou sim e com veemência, mas apenas aos que faziam o que a atual igreja faz.

Em momento algum, Jesus se dirigiu a outros povos ou classes, por conta de suas ofensas, dizendo que estes eram um povo “sem respeito”, “sem pudor”, por motivos óbvios:

Ele sabia do sofrimento de cada um deles e a causa.

Coisa que você que atende pelo nome de “Cristão”, também deveria saber…

Diante da “defesa” dos discípulos desejando fogo do céu para queimar uma cidade, Ele, nem crédito deu…

Bem diferente dos vergonhosos cantores gospel’s e dos líderes chamados “cristãos” que, em face do ocorrido, só tem mostrado o seu ódio maquiado de pedido de “respeito”, e o lado “negro” de uma igreja “doente” que não tem propriedade alguma no uso do nome de quem um dia, foi seu Mestre…

Lamento, mas “pelos frutos” todos, sem exceção, vem a conhecer quem é de Cristo e quem não é.

Por mais que seu Pastor diga o contrario.

 

Ao contrário, em sua vida terrena, Jesus acusa é a “igreja” (o sistema religioso) e severamente, posteriormente, a sua própria igreja em apocalipse.

Não poucas foram às vezes em que nos evangelhos, Jesus adverte severamente aos que tinha na lei, no sistema e no orgulho (um pouco menor do que esse, vivido pelo povo evangélico), o “embasamento” para reclamar e agir mal…

A estes, por conta de seu ORGULHO FÉTIDO, ele disse e continua a dizer, mesmo parecendo não trazer o menor temor à “nação evangélica”:

 

“… o nome de Deus é blasfemado entre os gentios, por vossa causa…”

 

E então??

O “chororô” patético vai continuar?

A igreja doente vai continuar a destilar seu ódio (aquele que ela não enxerga e o pior, pensa que Deus não vê)??

Pense…

Por que, Jesus Cristo, apesar de seu amor, está contra, mas contra essa tal… “IGREJA”.

 

 

Rogério Ribeiro.

 

 

 

 

 

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Rogério Ribeiro é um cristão livre do sistema religioso. É Cineasta, roteirista e cronista. Escreve no blog "edição de amanhã", no "Antireligiosidade (http://antirel.blogspot.com.br/), entre outros. É autor de "Descansado sobre a Relva", livro que fala do relacionamento pessoal com Jesus Cristo, acima de qualquer coisa ou "impedimento" proposto pelo mundo religioso. Observador atento, Rogério Ribeiro aceitou o dever de alertar a igreja e, desde então é um compromissado "atalaia" dos nossos dias, às ordens de um só Senhor: Jesus Cristo.

8 COMENTÁRIOS

  1. Olá Rogério,
    A paz de Cristo! Quero parabenizá-lo pelo texto. Muito certo, preciso e sem rodeios. Mudou alguns conceitos que eu tinha.
    Deus continue te abençoando.

  2. Nossa, que tão poucos comentários para um texto excelente. A verdade não é atrativa viu! Rogério compartilho desse seu pensamento. Esse texto deveria ser lido lá no Congresso, no Senado, nas Assembleias Legislativas para ver se o “rebanho do reino de deus” se tocam.

  3. A Bíblia é um livro de história e política precioso.
    Nos ensina a diferença entre caráter, moral e ética:
    – Caráter é o que é bom para cada indivíduo.
    – Moral é o que é bom para cada sociedade.
    – Ética é o que é o equilíbrio das duas, e é bom para todos.
    A moral muda de país para país, de cidade para cidade, de casa para casa. São as regras para o funcionamento das vidas das aglomerações de pessoas no mundo. Duas pessoas que entram em acordo tem uma moral, se falamos de apenas uma, é caráter.
    Por isso o conceito de bom ou mal caráter é abstrato, é mais eficaz se pensamos no caráter como adequado, ou não, à moral de cada lugar.
    O que a Bíblia nos ensina, é a buscarmos Ética, acima de caráter ou moral. A buscarmos regras de convívio que beneficiem todos, buscando a nossa felicidade.
    Nela estão contidas as palavras de Deus, mas não é, em sua totalidade, escrita por ele, mas por homens, ao longo de muitas gerações. Deus nos deu 11 mandamentos de ética: dez através de Moisés, e um último através de Jesus: Amai-vos uns aos outros, como eu os amei – São esses, os ensinamentos que a Bíblia sugere que os cristãos sigam. Se alguém tem dúvida de como Jesus nos amou, precisa reler sua história, e sua relação com quem precisou dele. Jesus nunca foi maioria, mas tocou o coração de todos e fez diferença no mundo ao suportar a dor da crucificação em frente a milhares de pessoas.
    Entendido o conceito do que é moral, ensinado por Jesus, podemos dizer que ele lutou contra a moral daquela época, firmemente, pregando um mundo que olhasse além dela: um mundo ético, ou seja, equilibrado. É muito fácil compreender a Bíblia quando somos cristãos conscientes da sua simplicidade, e ao mesmo tempo, de sua genialidade. Fiquemos atentos às mudanças naturais nas regras da nossa sociedade, e busquemos o que é bom para todos. Vamos enxergar as coisas com olhos de amor, e descobrir que qualquer pessoa pregada numa cruz, seja ela de qualquer gênero, cisgênero ou não, está nos lembrando o que Cristo nos disse, quando o crucificamos lá atrás “Pai, perdoai, eles não sabem o que fazem”.

  4. NO VELHO E NO NOVO É IGUAL, ORQUE DEUS NÃO É HOMEM PARA QUE MINTA NEM POSSUI SOMBRA DE VARIAÇÃO
    28 E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
    29 Estando cheios de toda a iniqüidade, fornicação, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
    30 Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;
    31 Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;
    32 Os quais, conhecendo o juízo de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.

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