Home »

Os assassinos da areté

Colunas em seu email

Receba Colunas em seu email gratuitamente! Insira seu email:

Gospel+ no Twitter!

ou no facebook

Os assassinos da areté

O Prêmio Areté, uma tentativa de Oscar do mercado editorial evangélico brasileiro, em sua edição de 2012, homenageou um defensor confesso da poligamia (po-li-ga-mi-a), entusiasta da “teologia” comunista da “missão integral”, e com uma história marcada pela atuação em favor do partido que impôs ao Brasil o aborto de anecéfalos, a mordaça gayzista, o mensalão, e as alianças com o narcoterror vermelho das FARC, Chávez e Fidel, por meio do Foro de São Paulo.

Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Eis o premiado: Robinson Cavalcanti, assassinado brutalmente pelo próprio filho há poucos meses. Morte trágica, lamentável, não menos estarrecedora do que o legado que Cavalcanti deixou, por conta de posturas intelectuais para lá de heréticas e pecaminosas, que nortearam desde a produção de seus artigos à sua mentoria ao movimento que contaminou a igreja evangélica brasileira com o esquerdismo grosseiro da Era Lula, com seus chavões, relativismos e revisionismos, além dessa confusão nefasta e corruptora entre santidade e a mera afetação moralistóide do politicamente correto, essa hipnose semântica e comportamental com a qual a esquerda vai impondo sua revolução cultural e inutilizando a consciência de pastores, líderes, artistas, ministros e ovelhas.

Eis o premiado: Robinson Cavalcanti. Seria essa homenagem um desagravo ante sua morte? A homenagem significa algo. Certamente. E o que significa a morte desse homem? Nada? Aos liberais teológicos, fãs fiéis desse demiurgo do socialismo gospel tapuia, pergunto: o que esta morte significa? O “amorrrrr” de Deus que vocês evocam de forma cada vez mais caricata e afrescalhada? Aos meus irmãos defensores da boa e velha ortodoxia evangélica, pergunto: o que o assassinato do bispo vermelho representa, diante de toda a estrutura de uma realidade criada e comandada por um Deus soberano, maravilhosamente amoroso em sua graça, mas que reitera nas Escrituras o caráter retributivo de sua justiça?

Sim, o significado pleno dessa morte horrorosa, sim, só o Senhor sabe. Mas não me venham com agnosticismo de shopping center. A pergunta se impõe.

Eis o premiado: Robinson Cavalcanti. Premiado, notem, pela fina flor da divulgação teológica e cultural da igreja evangélica brasileira, dias após ser reapresentado, para toda a internet evangélica lusófona, o soturno e revolucionário modus pensandi com que o bispo socialista defendia “teologicamente” a poligamia, no livro “Libertação e Sexualidade”.

Vivemos num mundo repleto de significado, criado por um Deus artista, perfeito, amoroso, soberano e justo, que se comunica com o homem por meio das obras criadas, dos fatos incontestáveis e da ação do Espírito Santo. Evoquem-No, e perguntem: o que significa esta morte? Por muito menos, já vi atribuírem os significados e as motivações mais bizarras a todo o tipo de atitude tomada por cristãos. Vejo isto sempre, eis um vício nacional. Agora, quero ver. Que tal atribuírem motivações e propósitos ao Senhor Deus para uma morte como essa, de uma figura como essa, com uma obra como essa?

E não me iludo. As desconversas são previsíveis. Afinal, não são poucos os sofistas frívolos, bem posicionados na hierarquia das grandes editoras, que estão muito confortáveis com a atual situação. E eles têm seus agentes na blogosfera.

Eis o premiado: Robinson Cavalcanti. Que chorem pela morte de um homem que amavam, ainda que tenha sido amado pelos motivos mais questionáveis. Chorem, lamentem o fim brutal de uma família. Mas chorem também por não terem chorado quando alguém que desprezou e afrontou as Sagradas Escrituras num de seus pontos mais elementares foi tratado com honrarias pelos que deveriam repreendê-lo, e jamais o fizeram. Do padrão estabelecido por Deus para a família à deturpação de toda a cosmovisão cristã em nome de uma ideologia anticristã na origem, fundamentos, meios e fins, Robinson Cavalcanti teve participação ativa, como um general. E homenageando a este corruptor, a elite do mercado editorial evangélico consentiu na corrupção doutrinária.

Temos a obra: uma tragédia. Temos o crime, a morte: outra tragédia. E temos o prêmio, trágico, mas não diferente das tragédias clássicas em seu poder elucidador: fica evidente, mais uma vez, a desfaçatez de certos setores da elite editorial dita evangélica, o silêncio pusilânime dos que deveriam se opor à farsa, e a cegueira acerca do nosso real estado enquanto Igreja. Fica óbvia a perda generalizada do senso de sã doutrina, do que é o zelo pela Palavra de Deus, e do que realmente é o amor a Ele, e que vem dEle: pois as novas ovelhas e as vindouras têm diante de si o mau exemplo levado à glória, apenas para que o lobo alfa morto seja visto com a mais tenra irmãzinha do rebanho. Preparada está a armadilha para que sejam abatidas no altar da mentira ideológica, da distorção abusiva de preceitos bíblicos elementares, e da relativização do que Deus estabeleceu para a família.

E é por isto que devemos chorar por nossas ovelhas, por nossa igreja. “Areté” é uma palavra grega que significa excelência, virtude, qualidades nobres da alma, da inteligência, e retidão moral. A homenagem ao bispo vermelho entusiasta da poligamia denota o perfeito contrário do que “areté” pode significar. E o quanto temos chamado, na produção cultural evangélica brasileira, o mal de bem, o repulsivo de louvável, e sequer atentarmos para isso.

"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."
Avatar de Edson Camargo

Por

Jornalista e músico, é editor-executivo do site de opinião e análise de conteúdo midiático "Mídia Sem Máscara". Estudioso da filosofia, com ênfase nas áreas de teoria do conhecimento, história das idéias e filosofia política, é um amante dos grandes temas da teologia e um entusiasta da educação clássica.

Artigos de em seu email, gratuitamente!

Gospel+ no Twitter!

ou no facebook



Comentários via Facebook

4 comentaram, comente você também!

  1. Finalmente alguém que apresenta a verdade, conforme os fatos se colocam. Até quando serão suportados os que zombam de Cristo, negando ver conexão entre ideologias assassinas e teologias que as apóiam e as promovem, como se esse apoio e promoção não as tornasse, no mínimo, cúmplices de tudo?

  2. Gostaria de sugerir algo para melhorar o artigo e confessar minha ignorância. Quando era aluno do Seminário Presbiteriano do Norte, na década de setenta, assisti uma ou mais aulas especiais de Robson; li um livro bem antigo, mas não me lembro de detalhes sobre as denúncias deste artigo. Vou, a partir de hoje, procurar os livros do falecido bispo para ler e ver se procedem, pois até agora, o que tenho comigo é que ele mereceu o prêmio. Quem sabe a Sepal poderia opinar, já que Robson atuava muito com eles. Mas faço uma sugestão ao autor: refaça seu artigo colocando citações dos livros, artigos, palestras ou vídeos: só assim será respeitado como literatura de informação. E não nos levará mais ao trabalhão que será buscar outras fontes. Em meu blog estarei postando o que descobrir, se Deus permitir.

    • Caro Gedson,

      Tudo o que escrevi já é de conhecimento público. Leia ao meu artigo ‘Robinson Cavalcanti: sempre socialista, nunca conservador’ (http://is.gd/c5TEIa), de agosto de 2007, que teve uma boa repercussão. Ainda assim, Robinson Cavalcanti nunca se retratou do que escreveu, e continuou como referência para socialistas, liberais teológicos de várias linhas e outros modernetes que se dizem cristãos.

    

Sua resposta

Adicione seu comentário abaixo, ou faça trackback de seu site ou blog. Você pode também assinar esses comentários via RSS.
Seja legal. Não escreva em CAIXA ALTA. Mantenha no tópico. Limite de 3000 caracteres no comentário.

Há 11,228 comentários aprovados no Colunas.