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A ilusão e a realidade brasileira que se projetam no futebol

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A ilusão e a realidade brasileira que se projetam no futebol

A Seleção Brasileira decepcionou milhões de torcedores que esperavam uma medalha de ouro nos jogos olímpicos. De novo.

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Futebol no Brasil tem uma relevância gigante, e isso todos sabem. Essa importância se dá por diversos fatores: é o sonho de 9 a cada 10 meninos tornar-se jogador de futebol; a escalada dos que se arriscam  vira a esperança de melhoria de vida de familiares; é o esporte que mexe com emoções, transformando vilões em heróis e vice-versa (o vice-versa tem sido mais frequente ultimamente); e é, ainda, uma válvula de escape, em que os brasileiros, sofridos, projetam no time o país que gostariam que o Brasil fosse.

Deixando o moralismo oportunista de lado, sou do tipo que não aceita legalistas criticando o brasileiro por ser apaixonado pelo esporte. Paixão é emoção, é a expressão de um sentimento que vem de dentro, que por diversas vezes, fala mais alto que a razão. Como seres humanos, somos basicamente isso: uma composição complexa de razão e emoção, e não é possível abrir mão de nenhuma das duas. Talvez, no máximo, aprender a dominá-las.

A tristeza do momento de mais uma decepção é cruel pois a vida continua. Logo mais, os milhões frustrados vão caindo em si, vão se dando conta de que a rotina volta à porta na segunda-feira, que as contas a pagar não vão esperar o luto, que os compromissos não podem ser adiados, que o futebol é só um esporte. “Só” um esporte? Não. É alívio cômico (e por diversas vezes trágico) de uma realidade que assola a todos.

O mais cruel é que, na volta aos seus times, esses mesmos jogadores que carregaram a expectativa de toda uma nação, vão voltar a brilhar, fazer belas jogadas, gols, dancinhas comemorativas, e com isso, voltar a suscitar no povo descrente, a crença que é possível projetar mais uma vez na Seleção, a idealização de país que gostaríamos de ser.

Falando especificamente sobre a final do futebol nos jogos olímpicos, muito me incomodou ver os jogadores brasileiros sussurrando (ou seria dublando?) o hino nacional. Para piorar a situação, deu vergonha ao ver os mexicanos cantando o hino de seu país a plenos pulmões. Ali, tive uma sensação daquelas que não se explica, subjetiva, pois capacidade e talento não se mensura assim. Apenas compromisso. E aqueles jogadores demonstraram compromisso com a projeção que, talvez, os mexicanos tão sofridos quanto nós, façam de seu país em sua seleção.

É triste que, a cada dia que passa, a genialidade de Nelson Rodrigues se comprove. O brasileiro (com raras exceções) sofre com complexo de vira-lata. Ama o país na boa, de boca para fora, mas não briga, não se compromete, não tem noção de civilidade, não nutre respeito pelos símbolos do que deveria ser uma pátria. E justifica isso colocando-se numa posição de inferioridade. E assim como os torcedores projetam a idealização do país na seleção, a realidade, frustrante, também se apresenta nela. Lamentável.

Acredito sim, que muito do orgulho e compromisso que um povo tem para com seu país vem do que esse país oferece a esse povo. Mas o Brasil só oferecerá condições ideais, quando construirmos esse país que idealizamos. Se queremos um país mais justo, temos que erguê-lo. Se queremos melhores escolas, hospitais, moradias, empregos e justiça, precisamos lutar por isso.

É triste que o futebol e a realidade andem tão próximas. O futebol poderia continuar lúdico, a realidade não. Ainda tenho fé no espírito de civilidade que pintou caras de muitos brasileiros nos anos 1990 e derrubou um patife que ocupava o posto de presidente. Ainda tenho fé que um dia, o povo se reúna e expulse os corruptos. Ah, antes disso, muitos de nós precisa abandonar a obsessão pela Lei de Gerson, e parar de buscar vantagem em tudo, afinal, novamente: os políticos que lá estão são uma amostra do nosso povo, que vende votos, que aceita o “rouba, mas faz”, que perpetua pessoas e partidos no poder em troca de assistencialismo…

Mas, novamente é subjetivo: tenho fé. E nesse caso, não em Deus (que nada tem com isso), mas que um dia nosso povo pense mais em nosso país, na desigualdade, no mal que a corrupção nos traz…

Quem sabe através do evangelho verdadeiro e transformador? Por que não? A mensagem bíblica é justamente essa, não? Justiça, amor, paz… Mas repito: acredito que não devemos esperar em Deus, aquilo que nos cabe fazer. Seja lutar pelo nosso país, seja divulgar o evangelho verdadeiro, seja combater heresias e corrupção ou quem sabe, através do testemunho, inspirar outros, numa corrente positiva (não mística).

Desculpem pelo longo desabafo!

Vamos em frente! Graça e Paz a todos!

"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."

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4 comentaram, comente você também!

  1. Os brasileiros esnobam os atletas de outras modalidades, julgando-os e minimizando os esforços em meio às condições esportivas que dependem de muito mais investimento e apoio, sob a expectativa de que apenas o futebol faça do Brasil uma potência olímpica…total falta de espiríto esportivo!

  2. Seleçâo brasileira? ta mais pra paulista e carioca, os nordestino sempre sendo excluido, pra eles so os paulista e carioca que sabe jogar futebol, chupa brazil, made in Nordeste!

  3. Elias Filho disse:

    Precisa dizer mais alguma coisa????

  4. Jonathan Jefferson disse:

    nossa dissi tudo po e mesmo assim grça e paz

  5. o brasil vive de farças e que viver de nomes, mas acho muito bom perder asim quem sabe um dia eles mudem de opinião

  6. QUAL A DESONRA EM SER MEDALHISTA OLÍMPICO! AH PARA! DESONRA É PEGAR ESTES GAROTOS TALENTOSOS E PARA MANTÊ-LOS NO BRASIL, EM VÊZ DE TREINAR E CUIDAR DA SAÚDE FICAM FAZENDO PROPAGANDA O DIA INTEIRO PORQUE OS CLUBES NÃO TEM DINHEIRO MAIS QUEREM FICAR COM ELES. NEYMAR SE MANDA CARA. ENQUANTO ALGUÉM TE QUER. VÁ PARA O CHELSEA!

  7. Para uma grande maioria dos Brasileiros ser campeão no futebol (masculino) já basta nas olimpíadas, não se importando com outras modalidades e quadro de medalhas.
    Eu digo isto com muita propriedade que o início da culpa disto tudo são as emissoras de televisão e a falta de patrocínio em outras modalidades.

  8. A maioria dos jogadores jogam por dinheiro, perdendo ou ganhando o salario deles é paga ainda que atrasado, eu concordo em ganhar o dinheiro , mas temos que dar o melhor para a area aonde atuamos, fazer valer a pena o que ganhamos.

  9. Gostar de futebol, pra mim, é uma espécie de idolatria, pois alguns se xingam, se ofendem, se matam pelo time. Perdem a noção de razão, gritam, comportam-se como verdadeiros loucos. Além do que, a bem da verdade, isso (futebol) em nada edifica o homem. Esporte é uma coisa…a idolatria ao futebol no nosso país é algo muito profundo e ninguém se manifesta contra…afinal, é uma "paixão nacional" como disseram…Paixão nacional deveria ser buscar a DEUS….aliás, uma paixão internacional….tem algum doido que faz por DEUS, o que faz pelo seu time do coração ? humm, dificil…..pra mim, idolatria….ao cúmulo de declararem um time específico "todo poderoso"….acorda brasileiro…antes que venham a dormir…..

    • essa é minha singela opinião, sem indicar respaldo bíblico, mas se quiserem respaldo bíblico para o que falei, exponho aqui nos comentários.

    • Bem como vc disse, msm…gostar é uma coisa, idolatrar é outra totalmente diferente.

    • Entendo Raphael, porém tem muita, mas muita gente que gosta de futebol e age como descrevi acima…torna-se uma pessoa insana….A palavra ensina que tbm é idolatria os "ídolos" que existem no coração do homem…a partir do momento que esse "gostar" transforma a pessoa e suas atitudes, isso passa a não ser salutar….idolatrar não é somente substituir a figura de DEUS por um ídolo, mas, salvo melhor juízo, entendo que idolatrar tbm é "gostar" algo de maneira irracional, insana…Paz !

  10. COM TODA CERTEZA ESTA EM FALTA O PATRIOTISMO,NO FUTEBOL, VOLEI, POLITICA
    ETC….ETC

  11. João Hernane disse:

    o Brasil só vai ser um pais serio quando saber que é pela educação que se muda uma nação, se nao vamos ver a mesma historia de sempre

    

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